
Palidez de nova onda. Ele me olhou e me trouxe aquilo que me amortece e por isso eu mantinha escondido. Seu toque me trouxe aquilo, que se não me engano, se chama vida. Ainda imóvel, sinto o mais perto, o toque da sua mão sobre a minha. E meu sexo, que há tempos adormecia, começa a pulsar. A polidez de seu gesto ao ceder às convenções sociais e me dar a sua mão, me fez relembrar de algo. Seus olhos verdes e tão jovens e frescos que me fizeram lembrar que os meus também são tão quanto jovens e frescos. Você e eu não somos tão diferentes. Talvez sejamos parecidos demais. Ele se foi rápido. Ele riu. Ele girou em torno de si mesmo. E eu que pensava estar condenado a ter que me esconder. Só estou dizendo o que realmente me vem à boca. Só digo o inevitável. É o que vem disso que escondo. Meu medo me come a alma e meu corpo se torna lento um zumbi. O amor que não tenho por mim, é o amor que não me dão. Me falta o controle. Mas nesse momento meu mundo parece mesmo ter desmoronado de uma vez por todas. E os bichos escrotos que me habitavam, parecem estar aos poucos deixando minha corrente sanguínea. Já não me dominam completamente e se despedem. Deixam lugar para o desconhecido. O vazio é chamado por um grito que dou
a alma se liberta e vira fumaça... :)
ResponderExcluirComo é bom te ler. Sua escrita aqui foi tão minuciosa, que consegui imaginar tudo.
ResponderExcluir"O amor que não tenho por mim, é o amor que não me dão." Gostei tanto dessa tua frase.
bendito orgasmo que se disfarça em forma de lágrima, e escorre sem descer, esperando o sorriso em morte acontecer...
ResponderExcluirgenial.
só tenho a dizer que orgasmos são
me parecem com aquelas canções que você escuta
e está tão dentro dela que mal vê passar, e tem vontade de ouvir de novo, saca?
renova,
Putz, esse foi foda, sem mais.
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