<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574</id><updated>2012-01-05T17:25:05.762-08:00</updated><title type='text'>O Sinuoso Deadend</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>90</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7396945039787796433</id><published>2011-08-21T17:41:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T06:20:07.166-07:00</updated><title type='text'>O ócio que me empurra</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Deitado no sofá de jeans e camiseta, com&amp;nbsp;os pés jogados sobre o braço da mobília, que já não é tão nova, busco por canais que me digam alguma coisa. Fico mudando sem parar, automaticamente, não dou atenção à tela: Um trecho do vídeo Losing My Religion, a risada estranha e divertida do Bob Esponja, a Kate Winslet de cabelo colorido em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Não consigo me aprofundar em nada, vejo tudo de longe, sem ver. O foco da visão é só uma desculpa para parar os olhos em algo,&amp;nbsp;não reparo no que estou vendo agora, pois estou vendo além. Se eu tivesse controle remoto para minha mente, vez ou outra, eu desligaria ela. É que tenho mais lados do que podem ver. Me identifico com os ridículos. Me identifico com os que rastejam. Consigo me ver também ali, nos que não prestam. Essa ociosidade vai me levando pra longe.&amp;nbsp;Vou me embriagando com vícios que nem sempre são bons: Amor, sexo, esperança, internet, um bom livro ou um disco. Minha prateleira empoeirada espera por novidades. Vivo mais em redes sociais porque assim é mais fácil achar os amigos que a vida real me esconde. Não preciso de muitos, só alguns, bons e que consigam conversar comigo&amp;nbsp;sem me chamar de louco a cada cinco minutos. Ás vezes minhas estranhezas ficam evidentes demais&amp;nbsp;ou qualquer atitude inesperada julgam como perca de sanidade. Por um momento pensei em fazer sexo com mais freqüência, para me distrair da dor que trago no coração. Entregar-me a carne, ao corpo, me distrair e assim não sofrer. Da pra entender essa lógica? Tentei fazer isso uma vez e não deu certo, pois todo corpo tem um coração e eles são inseparáveis. Queria fazer sexo e sair impune. Queria poder amar e sair impune. Há leis que quebramos e nem sabemos, pagamos por nossos crimes sem saber quais foram. Sou um&amp;nbsp;criminoso por seguir meus instintos que sempre me levam para o lado&amp;nbsp;errado.&amp;nbsp;A repetição de meus dias. A rotina é inebriante mal percebo que estou&amp;nbsp;escravo dela e é melhor assim, pois sem ela não saberia o que fazer e provavelmente não faria nada.&amp;nbsp;Não é amor, não sei o que seja, é algo forte, é confuso, é a minha fragilidade me jogando em direção a uma tormenta, é eu querendo sair de mim. O amor platônico é como se uma pessoa pudesse entrar numa mansão e desfrutar dela, mas por receio, ela se contenta em ficar fodendo a porta da frente. É que&amp;nbsp;há o risco de te tirarem a porta e te jogarem na sarjeta. É um risco a se correr. E é tão difícil abrir mão da maçaneta dourada. Então você fica ali, sem entrar nem sair, gozando de um sentimento que é só seu e não&amp;nbsp;faz nada para mudar, por medo de perder o que tem ou de ganhar o inimaginável. Não sei quando me tornei essa pessoa perturbada emocionalmente, que não consegue ter uma noite de sono tranquila sem ter que parar&amp;nbsp;para aliviar a tensão de uma ereção inesperada. E essas ereções inesperadas estão cada vez mais frequentes e não só à noite. Sou uma obra inacabada. Sou um trabalho ainda sendo feito. E o que quero é sempre o que é proibido ou o que está longe demais de minha mão. E o que eu quero não encontro mudando de canais, ou lendo, ou me masturbando, ou fazendo sexo, ou amando um desconhecido, ou ouvindo a melhor música do ano. O que eu quero é maior do que entendo. O que eu quero é poder chamar esse caos de minha paz. Queria esticar tanto meus pés na poltrona que sem querer esbarraria numa revelação. E essa revelação me tiraria pra sempre desse marasmo que me meti. Marasmo de estar sempre em encrencas e sempre nessa baderna de sentimentos que muitas vezes são ambíguos. Esse marasmo não é calmo. Tiro os pés descalços&amp;nbsp;do braço do sofá e coloco-os no chão. Os vejo tocar o chão, mas não sinto. A vida sempre apronta comigo, sempre me faz gostar de quem não posso ter. Sempre me faz viver longe de onde estou. Me transformei nessa mosca morta e não sei mais viver na forma humana, só sei errar e pousar onde ninguém mais arrisca tocar. Só sei viver de forma moribunda e não sei resolver meus próprios problemas sem dividi-los com meia dúzia de pessoas. Minhas paixões estão tão frequentes quanto as ereções. O quê? Acho que vomitei em meus próprios pés e esse texto é o que saiu de mim. Ansiedade é algo que começa no estomago.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7396945039787796433?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7396945039787796433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/o-ocio-que-me-empurra.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7396945039787796433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7396945039787796433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/o-ocio-que-me-empurra.html' title='O ócio que me empurra'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4928289038962011529</id><published>2011-08-20T16:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-20T16:25:06.751-07:00</updated><title type='text'>Indigestão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O dia passa e me encho de junkie food. Essa é a melhor maneira de passar o tempo e desviar do tedioso desanimo que me vem em finais de semana, pois vejo que eles nada têm de diferente dos outros dias da semana.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Meu estomago já vai me dizendo meus erros e os mostra na forma de dor ou mal-estar. Estou ficando cada vez mais magro pois não perco só quilos, perco também o pouco que tinha de razão. Where is my mind? Eu não deveria estar sentindo isso e vou me punindo antes de qualquer coisa se confirmar. Estrago tudo antes de ter algo concreto. Perco meu bom-humor costumeiro e já não se pareço comigo. Não consigo fazer piadas sem falhar. Os assuntos me fogem. Está cada vez mais difícil falar com você sem dizer tudo que quero. E eu posso estar errando em adiar isso tudo, pode ser que eu devesse falar tudo que sinto agora, pois nunca se sabe amanhã, nunca se sabe até quando poderei segurar tudo isso aqui dentro, ou, até quando você estará disposto a me ouvir. Digo que está cada vez mais difícil falar com você porque eu quero demais esse momento, eu espero, e quando nele, me perco. Não é medo, é que os hematomas que trago me fazem ter cautela. Vou dizendo o que sinto pouco a pouco, para evitar o impacto e possíveis danos. Tenho cuidado ao revelar, pois nem eu entendo, eu só sei que é carinho e admiração, outra coisa eu não posso dizer que é, mas cresce a cada dia. Assisto a outra pessoa entrar na sua vida e ele está bem mais perto de conseguir o que eu quero. Tento não ter ciúmes. O que sinto é perigoso demais e estou longe. Prefiro que você seja feliz com quem quer que seja, já que o quero é quase impossível. Meu receio em confessar&amp;nbsp;o que sinto é porque estaria declarando o quão fragilizado estou, o quão vazio meu coração está, pois você mal chegou e já o tomou de mim. Eu assisto tirarem da minha mão o que eu nunca tive. O problema é que ando me iludindo demais. Queria poder saber mais de você, saber&amp;nbsp; pra senti-lo mais perto e tentar esquecer todo esse chão que nos separa. Gostaria de saber até o pior. Não julgo quando ouço algum segredo sórdido, antes tento entender, e sempre acabo não julgando pois encontro possibilidade daquilo em mim. Não era pra ser assim, eu estou errando em falar sobre isso, porque quanto mais eu falo, mais isso vai se tornando real. E eu preciso esquecer antes que faça mal. O jeito é apelar para pessoas ainda mais carentes do que eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4928289038962011529?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4928289038962011529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/indigestao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4928289038962011529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4928289038962011529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/indigestao.html' title='Indigestão'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2998013739254326478</id><published>2011-08-17T17:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-18T06:28:58.964-07:00</updated><title type='text'>Texto sem nome</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esse texto é um nó. Vou tentar desatá-lo escrevendo-o da melhor forma que puder, mas acho que só estou afim de criar confusão. Há dias tenho bebido café demais e esqueci o que significa álcool. Minha imagem não está tão clara. Estou desaparecendo. Faço coisas que deixam meu desespero evidente.&amp;nbsp;Não estou conseguindo acompanhar o passo do tempo. Não estava sonhando, não, isso seria impossível, pois meus olhos estavam bem abertos e vidrados na coisa que passava na televisão e não lembro o que era. Talvez fosse o efeito dos comprimidos que acabara de tomar devido a uma gripe que me pegou de surpresa justo no fim de semana. Não era um sonho, havia alguém comigo. Eu estava deitado em seu peito, não muito musculoso, pele morena, sentia seus pelos macios em minha face e em meu ouvido seu coração não poderia falar mais alto. Ele dizia coisas sobre você. Eu ando estranho ultimamente com essa coisa de sonhos, é que você tá sempre presente neles, e só em sonho mesmo alguém como você ficaria comigo. Não consegui ler. Tentei me concentrar em linhas, não pude. Precisei escrever. Escrever é o modo que encontrei de deixar o que sinto sair para passear. Vi uma garota na rua rindo exageradamente e acho que notei algo atrás do riso. Aquela alegria toda escondia mais que um traço forte de desespero. Havia um desespero nela que saia na forma de riso e isso era assustador. As vezes falo a verdade brincando, algo que quero muito, para ver se a pessoa entende e vem brincar comigo, de verdade. Espero que você ainda goste de mim quando o mistério acabar. Tava ouvindo Coldplay e me lembrei de como eu costumava gostar dessa banda. Foi um momento de nostalgia. Ainda gosto das coisas antigas que eles fizeram. Andei me deixando entristecer. Eu prefiro as músicas tristes. Me transformei e meu corpo continua o mesmo. Preciso de algumas tatuagens ou piercings. Algo que reflita por fora as mudanças de dentro. Nesses últimos meses amadureci muito. Sou esse monstro preso em corpo de humano. Minha insegurança insiste. Há a possibilidade de que eu me deprecie dessa forma para que o interlocutor se comova e me encha de elogios, e, assim, mesmo que por um breve momento, eu me sinta melhor. Há a possibilidade de eu realmente acreditar que sou inferior. Não sei bem receber elogios pois na maioria das vezes não acredito neles. Não me arrependo do que fiz pelo simples fato de que transformo&amp;nbsp;erros em lições. Pode ser que eu tenha mesmo me precipitado em fazer sexo com o primeiro estranho que apareceu. Tá, não foi o primeiro estranho a se disponibilizar a me oferecer sexo, mas sei lá, foi tudo tão rápido. Disseram-me que eu estou pior que uma prostituta, pois nem cobro. Não levei a sério esse comentário, a pessoa que o fez deveria estar com muito ciúmes, então achei irrelevante me irritar a toa. Em minha defesa poderia ter alegado que fazia muitos meses que eu não fazia sexo e que minha vida sexual é praticamente nula, isso se não fosse alguns minutos diários que tenho com minha mão. Só porque eu fiz sexo uma vez, dentro de sete ou oito meses, isso não faz de mim um puto. Minha vida amorosa também é inexistente, por isso fico sempre tentando inventar uma. Sobre meu ex o que sobrou foi dor. Sempre dói, mesmo quando nossas conversas são leves e cheias de gargalhadas, pelas coisas que perdi e nunca mais vou recuperar e também pelas coisas que quase abri mão por causa dele. Aqui não tenho medo de mostrar o pior de mim, por isso corro risco o tempo todo e por isso seguro a onda quando alguém não entende e tenta me agredir com palavras. A única diferença entre eu e o agressor, é que eu assumo o que eu faço, enquanto ele se esconde.&amp;nbsp;O sexo pode te devolver a sanidade. Sexo casual pode ser saudável em situações extremas. Vi um filme Cult, daqueles que não acontece quase nada, mas você insiste por conta da bela fotografia ou porque é de um diretor europeu conceituado e de nome difícil. Costumava adorar esse tipo de filme, eu me identificava com esses personagens estagnados ou simplesmente acreditava que a minha vida daria um ótimo roteiro. Agora já não tenho tanto tempo a perder e já não me vejo ali. Ando errado. Será possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Sempre tive essa dúvida. Talvez, se o coração for grande o suficiente ou o amor. Você está morando em meu subconsciente. Não pense que lhe persigo. Não quero lhe assustar. É que você está de alguma forma em mim, sem querer, de um jeito que eu não percebo, só quando me distraio, ou tiro um cochilo, aí você aparece. Você me ligou e esse sonho foi o mais legal que tive nesses últimos dias. Talvez eu esteja só estragando o que poderia ser uma linda amizade. Não sei o que sinto e cansei de tentar dar nome a essas coisas.&amp;nbsp;Ando vagando em meu subconsciente e pretendo morar lá, pois lá tenho sua companhia, e ter você por perto é tudo que preciso. Que se foda a realidade!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2998013739254326478?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2998013739254326478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/texto-sem-nome.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2998013739254326478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2998013739254326478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/texto-sem-nome.html' title='Texto sem nome'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4846380087410262780</id><published>2011-08-13T16:28:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T16:28:18.806-07:00</updated><title type='text'>Sobre um novo amigo ou a minha falta de voz ao telefone</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Havia um sei-lá-o-quê no meu estomago. Senti uma mistura desajustada de excitação, ansiedade, curiosidade e medo. Para uma pessoa normal seria apenas mais um telefone, para mim era uma muralha que eu nem sabia se conseguiria atravessar. Já tinha te visto pela webcam algumas vezes e ouvido sua voz em algumas gravações, isso somado a nossas conversas cheias de piadas de duplo sentido e segredos, me fizeram sentir confortável, com direito de te ligar. Fui para a garagem que fica no quintal, para ter um pouco mais de privacidade. Encontrei seu número de telefone em meus contatos e disquei. Você atendeu mais rápido do que eu esperava. Eu queria começar dizendo o seu nome, só saiu um "alô" meio torto.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Dai eu comecei a andar de um lado pro outro da garagem e me veio aquilo que me trava a voz. Falei: "Felippe?". Mentalmente eu percebi que havia falado errado o seu nome, não disse nada. Como eu pude ser tão idiota e trocar as letras? É Filippe, com "i". Acho que você concordou dizendo que era você mesmo quem estava falando, não consegui ouvir direto devido ao barulho. Perguntei onde você estava e descobri que estava em um elevador. Eu ri, pois se fosse eu em sua pele, não conseguiria falar, com pessoas estranhas me encarando ou apenas ouvindo minha conversa. Fiquei calado por alguns instantes. Eu sabia que não conseguiria inventar perguntas suficientes para segurar aquele telefonema por muito mais tempo. Esperei lembrar de algo engraçado pra falar, ou algum assunto interessante. Não conseguiria carregar aquela conversa sozinho. Tá certo que não era o melhor momento para se jogar conversa fora. Eu não queria parecer um chato e quando o silêncio apertou e você notou, eu disse: “Silêncio profundo e constrangedor”. Nós rimos. Perguntei se você iria ao cinema, pois lembrava de termos falado algo sobre isso um dia desses. Parece que agora o plano era outro. Rodízio? Era isso mesmo. Não queria fazer papel de bobo e creio que já estava fazendo. Minha voz de gralha rouca ou agonizante, falhava. Eu esticava demais os "és", e a mistura de meu sotaque que é meio caipira e meio baiano, deixava-me ainda mais inseguro. Creio que não passaram mais de dois minutos. Mais uma vez provei minha inabilidade para interações via telefone. Ao desligar fiquei querendo mais. Havia ouvido pouco sua voz. Acho que precisava de mais uma dose dela. Com o nervosismo acabei esquecendo de falar que sonhei com você. Foi chato pois eu sonhei&amp;nbsp;que estava falando com você pela internet quando o que eu queria era ter sonhado com você ao vivo, do meu lado. Depois de desligar fiquei&amp;nbsp;meio trêmulo, meus joelhos não respondiam como deveriam e isso fazia minha perna bambear. Respirei fundo. Acredito que na próxima vez estarei mais relaxado e a conversa irá fluir melhor. Não sei o que sinto por você. É recente demais. É algo como cócegas no umbigo. Um formigamento no peito. É algo quente e bom.&amp;nbsp;Você chegou bem na hora&amp;nbsp;que eu mais precisava de um amigo&amp;nbsp;e isso fez de você importante pra mim.&amp;nbsp;Sei que te atormento com meus problemas imbecis, nesses rolos que me enfio nem sei como, e agradeço por me aturar e sempre ter um bom conselho pra dividir. Quero que você saiba que és lindo e não tô dizendo isso só pra te agradar, não sou desses, nunca duvide da sua beleza. Qualquer pessoa será muito sortuda se um dia tiver o privilégio de ser seu namorado ou ada. Agora você deve estar pensando: "Eu nem conheço esse cara, ele deve ser louco".&amp;nbsp;Explicar foge de minha mão. Eu precisava dizer umas coisas e acho que nunca diria se não fosse desse jeito.&amp;nbsp;Entendo que o tempo tende a separar as pessoas, mas do fundo do meu coração espero que possamos ter muito tempo de risadas juntos. E que motivos para rir não faltem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4846380087410262780?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4846380087410262780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/sobre-um-novo-amigo-ou-minha-falta-de.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4846380087410262780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4846380087410262780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/sobre-um-novo-amigo-ou-minha-falta-de.html' title='Sobre um novo amigo ou a minha falta de voz ao telefone'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6116421270324529742</id><published>2011-08-11T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T17:42:33.893-07:00</updated><title type='text'>Não estou falando das preliminares</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou escrevendo em retalhos. Ele só queria saber que ainda penso nele, agora eu sei, por isso ele me ligou. Quando sabe que ainda penso nele, ele some. Gostaria de ter um muro que me cercasse. Se tenho, ele é de vidro. Não me protege, me expõe e quebra fácil. Gostaria de amar essa nova pessoa que entrou em minha vida. Não posso dar amor e não receber nada em troca, chega disso. Preciso de um novo muso. Alguém que me faça perder a vontade de olhar para qualquer moço bonito que passa ou que me faça parar de procurar abrigo onde não devo. Encontrei alguém legal e que me faz bem, somos apenas amigos e isso tá tão legal que tenho medo que mude. Tento não deitar no chão esperando que pisem em mim. Tento levantar sozinho. O cara de Porto acha que ele não significa nada pra mim. Ele ficou bravo comigo. Meu ex sumiu. Não sei se é pior quando ele fica remexendo na ferida ou quando desaparece.&amp;nbsp;Preciso inventar um novo eu, porque esse aqui tá um saco. Meus textos estão novamente repetitivos e sem sabor. Isso me consome. Se ele me pedisse, eu estaria ao lado dele agora. E não estou falando do meu ex, estou falando desse novo amigo que por medo não o deixo entrar. Por medo de assustá-lo com a revelação do que sinto. Meu muso não precisa de malhação ou depilação, só precisa ser meu.&amp;nbsp;Devo ter atingido o extremo da carência, pois ando vendo coisas onde não tem.&amp;nbsp;Não sou assim, me fizeram ser e estou sendo. Havia algo errado ali, quando o cara de Porto Seguro me chupava, eu tive que interrompê-lo várias vezes porque doía. Uma dor confusa que num dava pra saber se era de dentro ou de fora. Curar a falta de um amor usando o sexo é meio clichê e não faz sentido. É que estou vazio. É que olhar isso aqui é pisar no nada. É que quando você lê uma linha do que escrevo você está sentindo o sabor de alguém que perdeu tudo e tenta se achar em meio ao que sobrou, e nada sobrou. É como estar num deserto. Um deserto enorme que não tem nem areia e nem calor. É frio. Posso não estar pronto para falar tão abertamente sobre mim.&amp;nbsp;Também as pessoas podem&amp;nbsp;não estar prontas para ouvir alguém que fale tanto de si mesmo e tão abertamente.&amp;nbsp;O ex disse que eu não deveria ter transado com o primeiro cara que apareceu. Ele sugeriu um porre ou um cigarrinho de maconha. Involuntariamente escolho a pior saída. Chega desses olhos cansados de tentar chorar em vão, pois secas, as lágrimas ardem sem cair. Apostei num romance falido. Claro que eu não seria o escolhido. Os traumas que tenho me fizeram de um jeito que não tenho concerto. É preferível alguém bem mais jovem e menos problemático. Algo me diz que eu só perdi, pois eu fico menos tempo on line, isso não faz diferença agora. Só sei que eu nunca perdoarei meu ex por ter me largado daquele jeito, tão vulnerável e sozinho. Eu me trai. Eu voltei a falar no que não queria. É óbvio que&amp;nbsp;é mais fácil ser feliz com alguém ao seu lado. Um dia eu ganho. Foi bom eu ter viajado pra Porto Seguro. Foi bom eu me sentir desejado, mesmo sabendo que no fundo eu nunca vou deixar de ser esse garoto estranho e feio. Vou olhando pra dentro tentando ver o reflexo do mundo. É esse reflexo que sou quando escrevo. Sobre perca de foco e não saber distinguir o que sinto. Tô precisando de tantas coisas que nem sei por onde começar. Alguns livros, uma viagem e um amor, seria legal começar por aí. Antes preciso de umas vitaminas que me fortaleçam, pois ando sensível demais, onde encosto eu fico. Tem dias que bate aquela deprê e não há pra onde fugir. Preciso desaprender a me apaixonar, pois ando caindo de amores por pessoas que nem sei. Acho que voltei a ter amores platônicos. E vou perdendo a fé nas coisas que já me deixaram. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6116421270324529742?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6116421270324529742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/nao-estou-falando-das-preliminares.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6116421270324529742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6116421270324529742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/nao-estou-falando-das-preliminares.html' title='Não estou falando das preliminares'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8642528818036977403</id><published>2011-08-10T18:57:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T18:57:44.536-07:00</updated><title type='text'>Necrofilia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estado vegetativo. Procuro qualquer alicerce onde eu possa me segurar. Alguma mensagem no celular vinda de um amigo estranho que sempre me faz rir. E rir sempre ameniza a dor, mesmo que momentaneamente. Procuro uma voz. Cerca de dois minutos de conversa com ele são o suficiente para me atormentar por 24 horas. &amp;nbsp;Não sei o que ele quer de mim. Não dormir é uma coisa diferente de ter insônia. Acho que não foi insônia. Sofro do mal contrário, preciso mais de sono do que o normal. É que o sono é a única forma de entrar em contato com os sonhos e a única forma que escapo realmente da realidade. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Na sala, vendo Friends e pensando em pessoas que nem era para eu estar pensando, eu ri mais do que deveria e depois peguei no sono. Gosto demais de pessoas que eu não deveria gostar. Gosto do errado. Algumas pessoas tem o dom de me fazer sorrir e outras o contrário. Ontem foi um desses dias que entrei em contato com os opostos. Falei com os opostos ao mesmo tempo. Chorei e ri. Aprendi que sou melhor do que pensava que eu fosse. Ou pior. Meu ex me ligou, foi algo estranho e eu não deveria estar falando dele aqui e não falarei. Só que algo estranho ocorreu, ele me chamou de: SA-FA-DO. Prolongando tanto o S e o F que algo em mim acendeu. Acho que ele iria continuar me xingando, porém ficou com medo de começar uma briga. Ele não queria brigar, talvez apenas estivesse preocupado com o rumo que ando tomando. O jeito como ele disse aquilo, daquele jeito meio pausado, com sua voz arrastada, ficou preso em minha cabeça e não pude resolver de outro modo a não ser me masturbando. Aquilo deveria te me irritado, me ofendido, ou sei lá, mas teve esse efeito inesperado. Fingi que não me importei e seguimos a conversa como se nada tivesse acontecido.&amp;nbsp;Vou me apegando a estranhos, porque eles parecem mais comigo do que os familiares. Eu disse sobre a antecipação do sexo no outro texto, acho que usei a palavra errada, acho que da no mesmo, mas o que quis dizer é que gosto do que precede o sexo, acho que todo mundo entendeu, mesmo assim queria dizer isso. Também não falei o suficiente de como conheci o cara. Foi na internet e depois telefone e depois várias mensagens de texto e duas semanas depois eu estava no seu quarto. Agora sinto que me julgam. Estão pensando que eu sou um puto. Que não tenho vergonha. Ou pior.&amp;nbsp;É que os pensamentos maléficos sempre me atingem como se as pessoas pensassem gritando. Coisas que eu nem sei e fico viajando. Coisas que eu nem sei. Tá difícil de escrever agora, tá difícil dizer qualquer coisa, pois estão me aprisionando, ou, eu mesmo me aprisionei aqui. É que já não posso dizer tudo que penso sem magoar alguém e não quero que saibam tanto do que sinto, pois estão usando isso contra mim. Nem preciso dizer que estou confuso. Que meu coração e meu corpo estão mais separados do que nunca e que minha cabeça tá flutuando entre os dois e não sabe pra onde ir. Meu medo é cair no mesmo truque pela segunda vez, ser enganado e jogado fora. Meu medo é fazer sexo demais, com pessoas que não entendem que por enquanto eu não tenho coração. Fazer sexo comigo agora é como foder um cadáver. Quando&amp;nbsp;uma pessoa fala que vai sonhar comigo, ou, que quer sonhar comigo, eu penso logo que será um pesadelo. Não apenas um pesadelo comum, mas um pesadelo erótico, meio necrofilia, sabe? Meio filme B.&amp;nbsp;Não sei. E nesses pesadelos eu sempre sou o cadáver. No momento estou tentando não pensar. Porque pensar está significando sofrer. Tento preparar com calma o macarrão instantâneo, com a quantidade adequada de água. Os irracionais são felizes.&amp;nbsp;É injusto as pessoas poderem ler isso aqui, pois é como se estivessem lendo minha mente. Eu não sou uma pessoa interessante, minha vida é chata e sem novidades. Outro dia me perguntaram se tudo que escrevo é mesmo verdade. Aquilo me irritou. Claro que é verdade, se tá duvidando, não lê. Se não acredita, não perca seu tempo.&amp;nbsp;Devo estar dando uma de canalha, mas não tenho opção, prefiro a transparência. O cara de Porto perguntou se eu o amo, eu disse que não. O que eu poderia dizer? Acho melhor encerrar algo com a verdade, do que seguir em frente mentindo. Não sei se poderia gostar de alguém agora. Achei que poderia fazer sexo sem machucar ninguém. Achei que poderia me divertir sem me prender. Sinto falta de amigos que não tenho. Sinto falta de pessoas que não conheço. É mais fácil amar um estranho, de longe. Minhas saídas estão se esgotando e já não tenho pra onde fugir. Espero não afastar quem gosta de mim. Achei que poderia seguir minha vida, mas ela estagnou. Não tenho muitas opções. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8642528818036977403?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8642528818036977403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/necrofilia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8642528818036977403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8642528818036977403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/necrofilia.html' title='Necrofilia'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-9209170227531426449</id><published>2011-08-08T07:49:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T07:49:55.677-07:00</updated><title type='text'>A antecipação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O que fazer depois do fim de um relacionamento? Viajar. Porto Seguro. Conhecer um novo cara. Ou vários caras. Fazer sexo sem compromisso e com segurança. Esquecer do coração e cuidar da mente. O jeito é tirar essa tensão que está alojada principalmente entre minhas sobrancelhas e em cima dos ombros. Viver. Um fim de semana ensolarado-chuvoso. Mochila nas costas, mãos enterradas nos bolsos. Cabelo milimetricamente bagunçado. A maior bagagem estava dentro. A maior bagagem era a própria viagem. Estou complicando demais as coisas. Queria simplificar. Queria não ser tão literal. Queria me esconder aqui. Eu sabia o que ia acontecer. Nos encontramos e fomos ao mercado. Compramos umas coisas. Ele perguntou o que eu preferia, eu disse que não importava. Depois isso foi virando uma constante naquela noite de sábado, ele me perguntava coisas que supostamente eu deveria decidir e eu sempre dava a mesma resposta: tanto faz. E era bem isso, eu num estava nem aí. O foda é que o meu desinteresse em resolver os dilemazinhos dele, o fez pensar que eu não tenho personalidade. Ou algo assim. Que seja. A minha primeira impressão foi que ele era um cara muito bonito. O rosto. Os cabelos já começando a querer cair. Barba por fazer. Se ele não me tirasse do transe em que me meti, nunca teríamos nos beijado. Ele falava ao telefone quando veio a mim. Eu já estava com o corpo enfiado no sofá como se quisesse fugir pra dentro dele, e sumir. O agora me escapa e fico vivendo outra coisa, e nem sei do futuro, pois vou perdendo o presente. Eu estava ali, havia um cara que me queria e eu não sabia o que fazer. Não sei bem quando foi o momento exato que perdi o jeito, era difícil mostrar que eu era um adulto sexualmente disponível, pois o sexo pra mim já havia se tornado algo mais imaginário do que real. Pareço assexuado ao olhar do outro. Pareço inapto ao sexo. Sexo é o encontro que dura cinco minutos entre meu pau e a minha mão. Ele me beijou. Esse beijo foi despertando o que estava adormecido em mim. Depois do sexo&amp;nbsp;veio&amp;nbsp;um silêncio, meus olhos fitavam o escuro do quarto procurando algo perdido, ou apenas estáticos, sem acreditar no que acabava de acontecer. Ele ficou preocupado e perguntou se havia algo errado, e, claro que havia, pois aquele silêncio não cabia ali. Meu olhar perdido e meu silêncio, estavam me acusando do crime que eu acabava de cometer. Talvez dormir fosse a solução, talvez qualquer tipo de comentário ou um beijo. Antes eu havia dito que gostaria muito de agradá-lo, mas não sabia como. Era verdade, não sei bem como demonstrar o que sinto e não sei fingir, então me julgam frio ou distante. Talvez eu não estivesse completamente ali. Creio que gosto mais da antecipação do sexo, do que do ato em si. Gosto do tesão da espera. O sexo sempre acaba com tudo. O melhor sexo está em nossas cabeças. Meu maior medo era foder meu coração, mas antes disso, tinha o medo de minha&amp;nbsp;aparência&amp;nbsp;não satisfazer a ilusão que ele previamente havia criado de mim. Minha velha&amp;nbsp;companheira: a insegurança. Vimos um episódio de Two And A Half Man no laptop e comemos hot-dog. Fomos para o quarto mais uma vez. Meu olhar contemplativo vinha e o fitava. Cá dentro uma agonia querendo sair. Ele me dizia que meu corpo era lindo, que minha boca era muito bonita e que meus cílios eram surpreendentemente grandes, assim como meu pau e minha bunda. Enquanto me abraçava nu ele disse que era só meu, eu fiquei mudo. Na manhã seguinte após uma noite mal dormida, bebi um copo de achocolatado ruim e comi alguns biscoitos. O irmão dele havia chegado em casa, era mais gordo e mais peludo do que eu havia imaginado, eu estava novamente desconfortável. Sei que estou estragando tudo ao ser tão literal, estou mostrando demais aqui. Vou escrevendo o que vem. Deixo o texto sair sozinho. Estou tentando evitar amar nesse primeiro momento. Deve ser culpa do&amp;nbsp;horóscopo, só pode ser. Oras! Preciso culpar alguém e nem acredito em horóscopo. É bom saber que estou me movendo adiante, enquanto tem pessoas que ficam patinando sobre os mesmo&amp;nbsp;erros e não aprendem. Semana que vem eu não sei. Por enquanto tudo acaba aqui. Não sei o que sinto por ele. Não sei o que ele é meu. Não sei se ele será algo meu. Por enquanto somos ficantes. É&amp;nbsp;isso? Acho que sim. Ouvindo Strokes eu reparei numa frase que resume bem os relacionamentos que vejo por ai, e sei que a maioria das pessoas pensa assim, então eu deveria seguir essa linha de raciocínio, talvez eu me machuque menos: Oh no, my feelings are more important than yours.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-9209170227531426449?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/9209170227531426449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/antecipacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/9209170227531426449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/9209170227531426449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/antecipacao.html' title='A antecipação'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1024683734656548325</id><published>2011-08-04T17:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T17:13:28.268-07:00</updated><title type='text'>Rehab</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não importa a hora que acordei. Não interessa que foi antes das seis da manhã. Não faz a menor diferença se eu dormi muito tarde, vendo seriados cômicos na TV e escrevendo qualquer besteira durante a madrugada. Tem gente cavando minha alma pra fora. Tem gente entrando cada vez mais fundo nisso aqui que chamam de eu. Tem gente que desistiu de mim. Tento não mostrar as sequelas que&amp;nbsp;um amor fracassado deixou. Coloquei um band-aid em cima das feridas, pois já deixei elas&amp;nbsp;expostas por tempo demais.&amp;nbsp;Vou tentando organizar as idéias para fazer sentido. Vou tentando desfazer um erro, um conflito que belisca aqui. Só meu trabalho, o de sempre, sorrisos falsos, trocos rápidos, sacola cheia de pães e sei lá, uns trocados no final do mês. Eu finjo que trabalho e a patroa finge que me paga. Eu queria tanto um amor que corresse atrás de mim, que se jogasse aos meus pés, mesmo que eu o menosprezasse e o amasse em segredo. É, acho que estou meio Ursinhos Carinhosos hoje. Preciso de um tempo longe do amor. Preciso de um tempo sem paixão, sei disso, mas no sentir não se manda e involuntariamente vou me apaixonando por várias coisas, lugares e amigos. O interessante seria se eu falasse sobre o que eu aprendi com tudo que passei nesses últimos meses. Sinto como se estivesse numa clínica de reabilitação, me curando de um vício, e estou levando muito a sério esse processo. Aprendi que não posso entregar meu coração de bandeja. Aprendi que preciso de alguém que saiba que orgasmos vem e vão e só o amor fica. Aprendi que nem sempre posso falar tudo que determinada pessoa precisa ouvir, ás vezes é preciso ilustrar. Algumas pessoas gostam de pensar que estão resolvendo meus problemas. É melhor deixá-las se iludirem para que se sintam úteis. Coleciono conselhos e na maioria das vezes deixo-os pegando poeira e mofo, só uso os meus próprios conselhos, talvez por isso me fodo tão frequentemente. Posso dizer com orgulho que meus erros são só meus, não arrasto ninguém comigo, assumo a culpa e pago o que tiver que pagar. Dar conselhos é mostrar outro ponto de vista, ampliar as opções, mas a decisão é sempre sua. Descobri que leram meus textos e riram de mim. Disseram mesmo que eu estava me expondo demais, mas eu desaprendi a escrever inventando. Foi isso que escolhi ao me mostrar tanto. Leram em voz alta e transformaram meu sofrer em piada. Essa deve ser a melhor saída, transformar tudo em risos, ou pelo menos, essa deve ser a saída mais fácil. Parece que as pessoas estão me notando mais. Amigos estão surgindo e por uma fração de segundos tremi com medo de estragar as coisas boas que estão por vir. Mas o medo nunca me impede de nada, eu afogo ele e saio nadando mais rápido. Meu número de&amp;nbsp;telefone está se espalhando em celulares por aí. Só falta eu perder a fobia que tenho de telefones. Sempre antes do "alô", fica tudo escuro, há um silêncio que parece um buraco que tenho que pular para conseguir começar a conversa. Depois disso corro e não paro. Queria falar sobre meus amigos heteros, mas tenho tão&amp;nbsp;poucos. Um dia desses fiz um que se tornou um amor platônico. Outro dia fiz mais um, que parece não se importar com meus segredos e sempre tem coisas boas para me dizer, nos falamos outro dia pelo telefone e ter esse tipo de apoio foi importante pra mim, não sei se ele sabe disso. Deixo que as pessoas riam de mim, porque elas riem mais de medo do que de outra coisa. Elas estão tão assustadas com o novo ou, o desconhecido, que patéticas, só sabem rir. E deixo que os que querem ser criativos me imitem, aham, me imitar é um ótimo meio de mostrar originalidade, não acha? Se&amp;nbsp;houvesse autenticidade pra vender em alguma loja, com certeza essa&amp;nbsp;viveria lotada.&amp;nbsp;Tenho planos pro fim de semana. É, talvez eu tenha encontrado alguém que goste de mim, certeza não tenho. Tenho medo de certezas. Não tenho medo de me apaixonar novamente, agora já sei como é, já sei dos perigos e se me machucar tudo bem, os momentos de felicidade, mesmo que poucos, fazem tudo valer a pena.Vou entendendo que pensar tanto no passado nunca vai me levar pro futuro. Tem gente que não sabe onde quer chegar, eu acho que sei, mas não sei como ir, não sei o caminho, vou descobrindo. De qualquer&amp;nbsp;forma o melhor da viagem é o percurso ou as falhas nele. Cansei de tentar atravessar essa parede sem portas, agora estou demolindo tudo para abrir passagem. Depois&amp;nbsp;de passar por isso talvez&amp;nbsp;não sobre o que fui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1024683734656548325?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1024683734656548325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/rehab.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1024683734656548325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1024683734656548325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/rehab.html' title='Rehab'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2366522198560616745</id><published>2011-08-02T06:03:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T06:03:48.131-07:00</updated><title type='text'>Fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Agora deixo que esses novos tentáculos me abracem e aprisionem. Tô examinando esses novos tentáculos. Estou saindo dessa lata de lixo onde você me jogou.&amp;nbsp;Estou tentando não me sentir descartável e desumano. Eu nunca achei que fosse do tipo que precisava ser cuidado. Eu nunca achei que fosse do tipo que fica correndo atrás após o rompimento. Eu não sabia que era tão frágil. Eu nunca achei que fosse do tipo que não consegue esquecer. Eu nunca achei que fosse do tipo que pensaria em suicídio tão frequentemente, mesmo sabendo que nunca faria isso, e que essa seria a solução mais estúpida para um problema que já nem existe, só existe em mim. Eu&amp;nbsp; não sou do tipo que precisa usar outras pessoas pra esquecer alguém. Não estragarei um coração pra curar o meu. Se eu for ficar com alguém, é porque é real, é porque algo nele me despertou qualquer coisa. Eu nunca pensei que fosse do tipo que precisaria tanto de sexo, mas você me deixou assim.&amp;nbsp;No momento estou explodindo. É uma febre que vai saindo e virando texto. Enquanto algo novo surge, eu tento tirar essa faca do peito. Essa faca que parece já algo meu, algo enraizado, algo que nasceu comigo. Essa faca que tu meteu no meu peito já parece parte de mim. Falam que ser diferente é bom, dizem que minha singularidade é o que me faz ser tão especial, mas eu não entendo, pois ser diferente só faz eu ficar distante das pessoas. As pessoas se afastam de mim e procuram alguém mais igual, mais comum. Meu estomago anda fraco, se não falo com você, é pra não te atrapalhar, mas saiba que sua amizade me faz muita falta. Eu preciso muito de um amigo. O problema é que tá faltando no mundo pessoas fortes, pessoas que saibam o que querem e não tenham medo. Eu vou fundo mesmo, me quebro, mas nunca tenho medo de doer. Minhas cicatrizes são prova de minha coragem. Minhas cicatrizes é a prova de que vivi. Viver pra mim é esse risco. Sofrer é&amp;nbsp; a resposta que a vida tem me dado. A resposta que eu não queria. Sofrer é andar por aí com essa faca que todos podem ver e ninguém pode fazer nada. Estou procurando uma mão no escuro. Meu medo é encontrar uma granada.&amp;nbsp;O coração é como a porcaria de uma taça de cristal, se tu fode e quebra, não tem como remendar, nunca mais será a mesma coisa. Eu sabia que tu ia voltar pra ele, mesmo você dizendo que não poderia ficar com alguém tão mais novo, que isso era pedofilia. Eu sabia, mas a constatação veio pra finalizar com um fatality, tudo foi sendo esfregado na minha cara. Pra isso eu também não estava pronto e mais uma vez algo em mim pareceu falecer, uma amargura nasceu e escondeu o doce da vida. Você não sabe muito de mim, você espiou a superfície e se assustou. Eu sei menos ainda de você.&amp;nbsp; Eu sou muito melhor que isso. É que não mostro, é que sempre escondo o meu melhor pra dar pra quem realmente merece. A vida é meio pugilista comigo, sabe? Ela adora me socar a cara, quase quebra meu maxilar e não deixa o meu estomago em paz. Cara, não é isso que vai me derrubar, se tu quer brincar, fica a vontade, desce pro parquinho, desce pro playground e diz que ama todos esses garotinhos que imitam o Justin Bieber, veneram a Gaga e não tem um pingo de personalidade, porque eles nem precisam, talvez por serem jovens ou bonitos, ou porque eles já tem tudo pronto, é só copiar. Já me pediram em casamento de novo, claro que foi uma brincadeira, mas sei lá, é bom saber que tem alguém que se interessa por mim. Já conheci algumas pessoas. Não estou pronto para me apaixonar de novo, primeiro preciso tirar você daqui e agora já passou da hora, e agora precisa ser de qualquer jeito. Acho que vou ficar bem, vou tentar ficar. Talvez eu evite falar com você, não por querer, porque o que eu mais queria era passar horas conversando com você, tu faz falta. Mas talvez evite porque não quero fazer o mesmo que fizeram conosco, não quero me meter entre duas pessoas que se amam. Você sabe o que te faz bem. Você fez tua escolha. E pelo menos por um tempo, até minhas pernas pararem de bambear a cada passo, até eu poder ter força o suficiente para não cair de novo, fico mudo. Te considero um amigo e não vou te esquecer, espero que eu tenha deixado alguma lembrança boa guardada em algum lugar do seu coração. Me despeço, tentarei te abandonar de vez, até nos textos. Acho que a colisão que nos uniu no primeiro momento não foi forte o suficiente como eu previ. Talvez eu tenha me precipitado em ter tatuado na nuca algo que simbolizava a minha espera por você. Não me arrependo de nada do que fiz, você me ensinou o que é sofrer de amor e agora eu já sei. Tô buscando o fim e não o encontro. Queria desejar felicidades a você e ao seu amor, mas não consigo, por dentro eu só quero que você e ele se fodam. Sou bom, sim, sou bom até demais, porque sou verdadeiro. Sempre admirei sua liberdade, mas achei que você soubesse o que é liberdade. Tu é livre, pelo menos agora&amp;nbsp;está livre de mim. Você não me deve nada. Você não precisa fazer nada pra mim. Você não tem obrigações comigo, porém seria gentil e seria um final bonito se pelo menos continuássemos amigos. Isso foi tão importante pra mim que odiaria nunca mais falar contigo. Esse fim tá doendo. Esse finalzinho é meio que eu agonizando e não querendo deixar você ir, mas você nunca foi meu e já partiu faz tempo. Enquanto você toma distância, eu me prendo aqui. Eu poderia acabar te mandando um beijo, um beijo bem quente, um beijo doce, um beijo na nuca ou na bochecha, ou apenas jogar um beijo no ar. Um beijo na boca, essa boca que me fez apaixonar mesmo sem nunca ter provado o gosto. Essa boca que me disse tantas coisas lindas e depois pegou tudo de volta. Queria beijar seus cílios, me despedir também dos seus olhos. Olhos que nunca cheguei a sentir o calor do brilho. Olhos que nunca encarei. Queria suas mãos acenando pra mim, enquanto eu me distancio pela estrada vazia e escura, depois de um longo e apertado abraço. Queria ter visto seu riso, que mesmo de longe era lindo e quase vital pra mim. Queria ter feito sexo. O sexo que tanto discutimos. O sexo que tanto imaginamos com a mão. Queria ter brigado e jogado coisas em sua direção e ter gritado e ter te&amp;nbsp;dado socos na sua&amp;nbsp;cara. Queria ter dormido junto, apertadinho, sentindo seu calor em mim. Queria ter conseguido mostrar que eu realmente te amei, que eu realmente acreditei e que eu ia fazer tudo aquilo acontecer. Queria ter dito ‘não’ mais vezes. Queria não ter escrito tanto, isso nos afastou, da mesma forma que nos uniu no começo. Queria ter me escondido mais. Queria sentir teu cheiro antes de partir. Desculpa por ter entrado de qualquer jeito na sua vida e atrapalhado tudo. Queria me retirar com classe, mas só sei esculhambar mesmo, é melhor nem me preocupar com isso. Eu poderia acabar isso aqui apenas colocando um ponto final e depois só um silêncio. Verdade, um silêncio aqui iria bem. Tá difícil te tirar daqui e acho que mesmo depois do fim alguma coisa vai sobrar, é que veio muito, e agora tá sobrando, entende? Vou fazer isso para tentar não mais querer morrer, não mais sofrer. Estou fazendo isso pelo bem de todos, e principalmente pelo seu. Quero que você não perca mais seu tempo lendo essas bobagens. Você não está preso a mim. Estou te libertando. Tá difícil deixar você ir, porque eu pensei que nunca mais ficaria sozinho. E aqui estou eu, cavando minha própria cova. Escrever é minha doença, tá doendo pra caramba pra sair. Talvez eu seja muito profundo e não devesse me misturar com pessoas rasas. Escrever é agonizar. Esse final não existe, porque tudo não passou de ilusão. Eu é que fui bobo e vi tudo real. Você também me libertou, agora já não tenho receio nenhum de abrir a boca e falar o que penso. Tem gente que prefere se esconder, porque é mais seguro. Eu gosto do friozinho que o incerto causa. Eu gosto do inseguro. Você me mostrou que meu problema de auto-estima é algo crônico e nem você me dizendo coisas lindas diariamente conseguiu curar-me. Não tenho cura, porque sou o que sou e não posso me curar de mim. Não sei se vai ser possível superar, mas não me culpe por tentar, você seguiu sua vida e estou seguindo a minha. No futuro nos encontraremos e riremos juntos de tudo isso. Agora eu poderia falar qualquer coisa de flores, né? Falar de flores sempre funciona. Queria que você entendesse que você me ensinou a amar e agora terá que me ensinar a perder. Não, olha eu de novo te querendo aqui, querendo qualquer coisa de você, querendo qualquer contato. Outro dia quase te xinguei, sabe? Só pra começar uma briga e não ter que ficar sozinho. É melhor brigar do que sofrer na solidão. Não sei bem, eu sempre estou meio confuso. Estou tentando ser meu&amp;nbsp;melhor amigo.&amp;nbsp; Não tô conseguindo acabar. Vou deixar sem fim. Vou acabar sem fim. É que na verdade, se estivesse bom, eu não iria querer que acabasse, mas pelo visto tá tudo errado e fazendo mal. Um dia alguém coloca um freio em mim. Um dia eu aprendo a dosar. Um dia eu serei auto-suficiente e não precisarei de ninguém pra ser feliz. Finalizar esse texto é a tentativa mais gritante de te amputar de meu corpo. Eu não queria acabar assim, mas esse fim se mostrou necessário. Não aguento mais sentir tudo isso. Ao finalizar esse texto eu tô&amp;nbsp;tentando finalizar o que sinto por você, mesmo sabendo que isso é impossível. Não quero desistir do amor. O amor deve ser algo bom, eu é que fui ingênuo e não soube carregá-lo com cuidado. O amor me ensinou muito. O amor disse pra mim que a vida é linda, mas eu sou muito ressabiado e fiquei duvidando. Um dia eu aprendo a engolir a dor e vomitar sorrisos. Até lá, eu escrevo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2366522198560616745?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2366522198560616745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/fim.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2366522198560616745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2366522198560616745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/08/fim.html' title='Fim'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6201412861371341154</id><published>2011-07-31T18:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T18:17:32.359-07:00</updated><title type='text'>Um tropeço</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os meus dias estão sendo preenchidos com aquilo que é dor e não é, porque é mais vazio do que dor. É aquilo que fica morando bem no meio do peito, no centro do pulmão, entre as costelas. O nome talvez seja angústia ou ansiedade ou vontade de você. Ando tentando vencer isso, ando tentando não te perturbar. Queria não sofrer e queria que você não sofresse. Queria poder curar as dores do mundo, mas sem as dores, o mundo já num seria mais mundo, seria o paraíso, e paraíso nem existe. A graça do mundo é o chão ou a falta dele. A graça do mundo é o escuro. A graça do mundo é o que não entendemos e o que deixamos nos afetar. A graça é o que nos toca a ponto de nos transformar. A graça do mundo é mesmo as dores ou a superação delas. Achei que eu podia voar. Por&amp;nbsp;um breve momento tu me deste asas, sabe? Tu me deixaste aproveitar o que eu tenho de melhor e me deixou dividir tudo o que tenho. Eu senti o vento&amp;nbsp;sacudir meus cabelos e o mundo era tão mais simples visto lá de cima. Amar é subir. Amar é sentir-se melhor de algum modo secreto, só seu. Amar é construir uma escada pro céu. O foda é&amp;nbsp;a desilusão. O foda é a queda. O foda é não estar preparado&amp;nbsp;para que&amp;nbsp;tudo desapareça, assim, num estalar de dedos. Por uns instantes eu experimentei o gosto do amor que deve ser divino. Acho que agora é a hora que sinto o oposto do amor. Não, não falo de ódio. Se antes voava, agora me enterro.&amp;nbsp;Sou explosivo e ando tentando não explodir, faço isso para não te machucar. Vou tendo explosões abafadas, explosões&amp;nbsp;internas. As pessoas gostam de dizer que sou louco. A liberdade pode ser confundida com a loucura.&amp;nbsp;Às vezes até a sinceridade pode ser confundida&amp;nbsp;com&amp;nbsp; a loucura. Acho que fui um tolo em ter acreditado, devo ser um tolo, pois ás vezes ainda acredito. Você me ligou chorando, ouvindo Need You Now, aquela música country-pop, extremamente melosa e triste, que eu acho bela, apesar de não gostar da banda. Eu me emocionei. Estava trabalhando e de repente sinto o vibrar do celular, era você. Eu sufoquei, tentei não mostrar minha voz abalada. A umidade do choro quase não me alcança, meu sofrer é mais seco, as lágrimas queriam descer e eu engasgado parecia segurá-las todas na garganta. Fazia tanto tempo que você não me ligava que pensei que nunca mais. A música que você tava ouvindo dizia muito. Você me pediu desculpas supostamente por estar me fazendo sofrer, mas acho que você pediu desculpas por não poder ficar comigo.&amp;nbsp;Os motivos que te impedem de mim eu desconheço, eu só adivinho. O principal deles é a falta de amor. Queremos coisas diferentes. O que eu queria, pensei ter encontrado em você, mas pelo visto o que você quer, falta em mim. O que eu queria ouvir, não era você pedindo desculpas, e sim você dizendo: "Eu te amo". Era tudo que eu precisava. Só não quero que você cometa os mesmo erros. Quero que&amp;nbsp;use o que houve comigo como lição, aprenda algo, tire algo bom dessa confusão que causei. Acho natural querermos melhorar, acho válido. Melhorar não é trair quem você é, é apenas evoluir. Não estou dando lição de moral, porque não sei muita coisa e só digo o que consigo ver. Vejo você conquistando novas pessoas.&amp;nbsp;Espero que dessa vez você tenha certeza absoluta antes de&amp;nbsp;falar qualquer coisa gentil. Porque palavras, mesmo&amp;nbsp; as mais doces, ferem se não forem verdadeiras. Não diga que ama alguém em vão. Não puxe alguém pra perto, apenas para se aquecer, pois quando você estiver confortável, você vai empurrá-la pra longe, e ela pode não estar preparada para distancia.&amp;nbsp;Penso que fui um equivoco. Penso que fui um engano. Penso que fui um tropeço. Você tropeçou e quem caiu fui eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6201412861371341154?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6201412861371341154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/um-tropeco.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6201412861371341154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6201412861371341154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/um-tropeco.html' title='Um tropeço'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4446444459144213792</id><published>2011-07-30T07:54:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T07:54:09.884-07:00</updated><title type='text'>A saída</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sou ótimo em inventar realidades e inventei uma onde poderíamos ser felizes para sempre. Não deu muito certo. Qualquer choro meu é descartável e sem valor. Você nem sabe das lágrimas. Você nem sabe dos pedaços que perdi nesse percurso até o inferno. Porque&amp;nbsp;esse lugar&amp;nbsp;aqui onde estou é um pedaço do inferno. Dizem que você não é bom pra mim, mas você só não é bom, porque não quer. Você vestiu um manto para esconder sua verdadeira identidade e gosta de ter fama de bad boy, quando na verdade é apenas um cara comum saindo da adolescência e querendo entrar aos trancos e barrancos na fase adulta. Claro, tá na cara que você tá tendo dificuldades em se tornar um adulto. Isso eu sei bem, porque também tenho essa dificuldade e ajo feito uma criança retardada.&amp;nbsp;Meus sentimentos são frágeis&amp;nbsp;como os de&amp;nbsp;uma garotinha de 12 anos apaixonadinha pelo vizinho ou pelo coleguinha da escola, que sofre e não fala. O problema é que falo, e grito, e corro, e faço o diabo. Você fez sua escolha. Você escolheu ele, enquanto isso,&amp;nbsp;eu vou me degradando ao ponto de não ser eu. Mudei tanto que nem eu me reconheço. Estou em decomposição e você em vez de ajudar é apenas mais um abutre se nutrindo do pouco que resta de mim. Meu corpo jaz aqui. Meu corpo de zumbi, de coisa enterrada viva, de coisa que não vive e não morre, de coisa que foi brincar com o desconhecido e acabou se fodendo gostoso e sabe que esse é um caminho sem retorno. Eu não quero querer morrer. Pensando bem, querer morrer é bobagem, porque isso é questão de tempo, cedo ou tarde lá se vai euzinho pra de baixo da terra, e o que sobra são as idéias no papel, ou nada. O amor ganhou e eu perdi. Preciso que você pare de ser o meu Sol, orbitar ao seu redor só está me fazendo queimar. Falei sobre portas. Falei sobre portas querendo dizer pessoas. Falei que há outras saídas, saídas&amp;nbsp;que poderiam me fazer bem,&amp;nbsp;mas você é a saída que quero.&amp;nbsp;Não quero um cara &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;gostoso que só quer usar meu corpo em busca de uma ejaculação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu acho que amor também é escolha, acho que podemos escolher amar alguém, acho que temos uma porcentagem de controle em tudo isso. É, eu tenho conhecido outros caras. Alguns bem interessantes, a maioria mora sozinho e faz faculdade, o bom é que eles moram perto. Não que eu esteja procurando, mas agora eles estão me encontrando, acho que isso é um pouco sua culpa, você me colocou no mapa. Talvez seja coisa dos meus amigos, que estão preocupados com o quanto eu tenho sofrido, e estão me jogando vários bom-partidos na esperança que eu me apaixone e te esqueça de uma vez por todas. Não sei qual é o seu problema, já cansei de tentar entender, tentar acertar, tentar te agradar. Pode ser que seu maior problema seja eu. Eu só queria que você acreditasse em mim. Pode ser que existam mais razões para querer desistir, mesmo assim continuo, aposto nisso, o que sinto é quase um corpo, quase tem vida própria, quase palpável, quase uma multidão, por isso continuo, porque essa coisa que mora em mim me empurra direto pra você.&amp;nbsp;Um amor desses não se encontra em qualquer esquina. Não se preocupe comigo, eu escrevo e eu sumo. Quando escrevo sou só eu desaparecendo e me tornando letra. Aqui eu não existo mais. Aqui morro ou renasço. Aqui talvez eu encontre a cura. Aqui sou tão livre que essa liberdade eu não suporto. Aqui me&amp;nbsp;amplio até onde não posso, toco onde não deveria. Aqui acabo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4446444459144213792?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4446444459144213792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/saida.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4446444459144213792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4446444459144213792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/saida.html' title='A saída'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3381651960563637374</id><published>2011-07-29T07:57:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T07:58:38.087-07:00</updated><title type='text'>Meu namorado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Saiba que uso de repetições para que entenda e para que eu não me perca, para que eu tenha uma estrada reta pra seguir. Não posso mais com tantas curvas e vou me repetindo para me afirmar e para dizer o que preciso da forma mais objetiva possível. Digo e não digo. Meu namorado não sabe que Portinari pintou algumas coisas que eu vi e gostei e me vi lá dentro. Sim, me vi lá dentro. Assim como Picasso e Salvador Dali. Meu namorado não sabe que eu estava ouvindo Cabeça Dinossauro dos Titãs e descobri muito sobre mim e, descobri também, quando a minha irmã entrou no quarto, de repente, que ela também já ouvia esse mesmo disco há muitos anos atrás. Meu namorado chegou sem ter sido convidado. Meu namorado dizia todos os dias que me amava. Meu namorado me fez saber que eu também tinha um coração. Meu namorado é o tédio. Meu namorado é o desassossego. Meu namorado é a tristeza e a dor. Meu namorado é essa espera. Meu namorado foi me dando tudo que eu não pedi, mas era tudo que eu mais queria. Meu namorado foi me convencendo de que eu também merecia ser feliz. Meu namorado me convenceu de que eu era seu grande amor. Meu namorado tem uma lista enorme de segredos. Meu namorado é confuso e inconstante. Meu namorado me disse que eu era importante e especial. Meu namorado quando me abandonou, me fez perder tudo. Meu namorado quando me abandonou, me fez perder o pouco de auto-estima que eu tinha. Meu namorado me fez ser o que não sou. Meu namorado me deixou esperando por mais de um mês, dizendo que as coisas não haviam acabado e meu estomago vivia embrulhado e minha voz sempre tremia ao ouvir a dele e a resposta definitiva nunca veio. Meu namorado me mudou e, talvez, por eu&amp;nbsp;estar diferente&amp;nbsp;ele não goste mais&amp;nbsp;de mim. Meu namorado é a tristeza, a dor e a ausência de tudo. Meu namorado é um vira-lata. Meu namorado é de outro planeta e talvez nem falemos a mesma língua. Meu namorado não voltou.&amp;nbsp;Meu namorado sabe que eu sou perigoso, e que antes de tudo, sou um perigo a mim mesmo. Meu namorado não me quer. Meu namorado quer ser de todos e não é de ninguém. Meu namorado não gosta de falar sobre o que faz, talvez por fazer coisas que não deve ou porque se falar todos saberão que na verdade ele é um chato que não faz nada. Meu namorado diz que eu devo parar de chorar meu coração, porque ele pode sair pelos olhos. Meu namorado ficou sabendo de um sonho que tive e transformou&amp;nbsp; ele em algo mais. Meu namorado quer me comer, mas não quer usar esse termo porque o julga vulgar. Meu namorado quer falar coisas picantes ao pé do meu ouvido. Meu namorado não sabe que além dele, tenho algumas outras portas onde eu bem que poderia entrar, eu caberia lá. Meu namorado sabe que o amor que sinto é verdadeiro, o fato é que&amp;nbsp;de tão grande esse sentimento,&amp;nbsp;meu corpo frágil não suporta. Meu namorado sabe que ele não é meu. Meu namorado sabe que sou bomzinho, o problema é que sempre carrego o caos comigo, o caos que sou e,&amp;nbsp;por isso, não tenho&amp;nbsp;como fugir dele. Não tenho começo&amp;nbsp;nem&amp;nbsp;fim. Tenho uma fagulha aqui dentro que, vez ou outra,&amp;nbsp;começa um incêndio. Eu mordo.&amp;nbsp;Meu namorado não acredita quando falo que sou dele, talvez ele esteja certo, acho&amp;nbsp;que eu já não tenho dono.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Meu namorado sabe que as coisas estão diferentes, porque eu já não tenho a mesma força pra correr atrás e ele já não tem a mesma paciência para atender minhas necessidades que são tantas. Meu namorado sabe que&amp;nbsp; não falo coisa-com-coisa. Meu namorado sabe que tenho medo de igrejas e não tenho religião. Meu namorado sabe que eu sou uma arma apontando para todas as direções e ele é o alvo principal.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Meu namorado é todo irritadinho e penso que ele é muito mais sensível do que pensa ser, porque qualquer palavra torta que eu solto em sua direção, ele se ofende ou fecha a cara ou some&amp;nbsp;. Meu namorado não sabe que todos os dias recebo várias mensagens de auto-ajuda ou, incentivo, de amigos próximos que temem pelo pior, e o pior talvez, seja o suicídio. Meu namorado sabe que eu nunca cometeria suicídio, pelo menos eu acho que não. Meu namorado não acredita em mim. Meu namorado é inventado. Meu namorado não existe. Meu namorado é uma idéia. Meu namorado é um sonho. Meu namorado não pode ser real, porque eu quero tanto dele, que quero o que não existe. Meu único namorado sou eu. Meu erro foi ter entregado meu coração pra alguém que não sabe o que faz.&amp;nbsp;Alguém que&amp;nbsp;pode me matar a qualquer momento e não tem consciência disso.&amp;nbsp;Agora eu já sei o que vai acontecer,&amp;nbsp;ele vai voltar para&amp;nbsp;o ex dele&amp;nbsp;e eu vou voltar para o cantinho escuro, de onde eu nunca deveria ter saído.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3381651960563637374?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3381651960563637374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/meu-namorado.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3381651960563637374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3381651960563637374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/meu-namorado.html' title='Meu namorado'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6447091990239727577</id><published>2011-07-25T17:48:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T17:48:59.149-07:00</updated><title type='text'>O que dizem por aí</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dizem que eu preciso aproveitar a vida, eu não sei fazer isso. Dizem que eu poderia ter sido algo. Dizem que eu sempre tento, mas tu sabe que eu já estou fora de forma e cansado e já nem sei se tenho motivos para continuar tentando. Dizem que eu estou mais idiota do que o normal. Dizem que eu nem sei o que é amor e fico enchendo a boca pra dizer "eu te amo". Dizem que eu não presto. Dizem que eu sou bom demais. Dizem que sou calado. Dizem que só digo coisas erradas. Dizem que eu preciso aprender a ser gente. Dizem que eu preciso aprender a viver. Dizem que a vida é curta demais para eu ficar&amp;nbsp;perdendo tempo caminhando em uma rua que não leva a lugar nenhum. Dizem que sexo também é carinho. Dizem que sexo e amor são coisas distintas. Dizem que posso sobreviver sem você. Dizem que eu mereço coisa muito melhor, que você sempre esteve errado e que não sabe nada da vida. Dizem que você é mesmo um bobalhão que só quer brincar comigo, como um gato faz com&amp;nbsp;um rato, aí tu continua brincando com o rato sem perceber que ele já está morto, até&amp;nbsp;uma hora&amp;nbsp;perceber&amp;nbsp;que ele&amp;nbsp;já&amp;nbsp;morreu e&amp;nbsp;a brincadeira&amp;nbsp;perde a graça. Dizem que eu deveria gostar mais de mim, porque eu amo mais você do que eu. Dizem que eu deveria mudar de rumo. Dizem que eu deveria falar menos do que sinto, esconder um pouco pode&amp;nbsp; ser saudável. Dizem que eu poderia arrumar alguém melhor. Dizem que meu futuro será lindo. Dizem que eu posso ser feliz com ou sem você. Dizem que meu problema é não saber até onde devo ir. Dizem que sou medroso demais ou corajoso demais. Dizem que eu preciso me distrair. Dizem que minha mente é muito aberta. Dizem que minha música favorita dos Beatles é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Across The Universe&lt;/i&gt; e isso é verdade. Dizem que eu vim num sei de onde. Dizem que eu vivo em um universo paralelo. Dizem que nada vai mudar meu mundo. Dizem que eu preciso encontrar um caminho entre garrafas e corações partidos. Dizem que eu preciso curar meus arranhões. Dizem que eu não deveria falar sobre coisas que eu não entendo. Dizem que eu não tenho talento. Dizem que eu deveria desistir de tudo. Dizem que o que eu penso não vale nada. Dizem que dizer o que se pensa não é tão importante ou relevante assim. Dizem que estamos em rumos diferentes, que você seguiu a vida e eu estou parado no tempo. Dizem que eu preciso tomar vergonha na cara. Dizem que ando me humilhando muito por alguém&amp;nbsp;que não merece. Dizem que eu não deveria pedir desculpas. Dizem que você sabe que eu sou o melhor pra você e é isso que&amp;nbsp;você teme.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Dizem que eu não posso correr atrás de você, pois eu estou te assustando. Dizem que eu deveria saber melhor o que fazer e não precisar tanto de opiniões alheias. Dizem que eu só preciso de opiniões alheias para confirmar algo que eu já sabia, porque&amp;nbsp;minha decisão já&amp;nbsp;havia&amp;nbsp;sido tomada desde o começo.&amp;nbsp;Dizem que eu digo que dizem, mas na verdade sou eu quem tá dizendo. Dizem que você não me quer na sua vida. Dizem que eu não entendo o que eles dizem. Dizem que sou besta,&amp;nbsp;mas tô tentando não ser.&amp;nbsp;Dizem que seu amor só dura enquanto dura seu tesão, e parece que você já não sente tesão por mim. Dizem que você não me quer porque prefere a fantasia e comigo era tudo muito real, poderíamos mesmo ter dado certo. Dizem, porque dizer é mais fácil do que fazer. Dizem que o que eu preciso ouvir ninguém diz. Dizem que eu deveria tentar seguir o caminho mais fácil,&amp;nbsp;amar é o mais difícil. Dizem que eu posso ser melhor, basta você deixar. Dizem que amar é mesmo estar caminhando perigosamente rente a um abismo. Dizem que acreditar move as coisas. Dizem que o chão não é o melhor lugar para se estar, mesmo sendo o mais seguro, por isso estou tentando me levantar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6447091990239727577?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6447091990239727577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/o-que-dizem-por-ai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6447091990239727577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6447091990239727577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/o-que-dizem-por-ai.html' title='O que dizem por aí'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1121396146775961292</id><published>2011-07-24T17:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T17:33:52.821-07:00</updated><title type='text'>Overdoses</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vou tendo overdoses. Coisas que são&amp;nbsp;além da capacidade do meu corpo&amp;nbsp;suportar. Sinto-me de alguma forma órfão. De alguma forma Amy Winehouse&amp;nbsp;também era minha mãe. Pode ser que a culpa tenha sido mesmo do Blake, o ex-namorado que a apresentou ao mundo das drogas e depois deu um pé na bunda dela. Nem sei, mas precisamos colocar a culpa em alguém. Lembrei agora&amp;nbsp;do caso do&amp;nbsp;Kurt Cobain e da Courtney Love. O amor é sempre o culpado. A morte dela veio para provar que usar drogas não é cool e quem quer levar uma vida de junkie&amp;nbsp;não quer&amp;nbsp;mais nada além da morte. Eu nem penso em me drogar. Não posso nem encher um copo. Acho que se fizesse isso agora morreria aos 27 anos, ou antes. É que sou solitário e tenho tendências depressivas e autodestrutivas. Ás vezes procuro também&amp;nbsp;uma coisa que me faça sair do agora. Porque o agora é uma merda. A realidade é foda, encará-la de cara limpa é para os fortes. Minha fuga não é pelas drogas, eu fujo por linhas. Eu fujo pra você. Eu imploro por qualquer coisa que você queira me dar, qualquer coisa que venha de você. Eu imploro por carinho e se isso não for possível o que vier tá bom, eu aceito o ódio ou o desprezo, eu aceito o que vier, desde que venha de você. Parece que ando perdendo tudo. &amp;nbsp;Você anda me evitando e isso já tem alguns dias. Minha força é passageira, há dias que posso sobreviver bem sem falar com você e há dias que não, há dias que eu só preciso de um "oi" ou de um sorriso bobo. Na sua ausência me falta o que é mais importante em mim. Você me nega a felicidade. Você renega o amor. Você renega o cara que faria tudo por você. Dane-se! Ninguém se importa se eu tô mal ou se esse vazio pode crescer a ponto de me fazer sumir. Esse vazio pode me engolir. Achei que esse amor ia me curar, mas só está infeccionando. A dor já nem existe, já ultrapassei ela. Os golpes que você me dá, mesmo sem querer, são recebidos por um corpo dormente, amortecido, que não tem forças para reagir e se entrega. Um corpo que já nem tem força pra sentir ou sofrer. O que sinto é além da dor. É perceber que&amp;nbsp;até a esperança e a fé estão danificadas. É saber que não adianta mais fazer nada. Vou recusando esses convites que podem alimentar minha sede por destruir o que sobrou de mim. É melhor nem dar o primeiro gole. Não consigo descrever como é a vida sem você, é escuro, mal posso ver. Não consigo. É que justo quando eu havia aprendido que eu também podia amar, você veio e arrancou o meu sorriso. Meu sorriso que era você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1121396146775961292?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1121396146775961292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/overdoses.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1121396146775961292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1121396146775961292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/overdoses.html' title='Overdoses'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-9070286236916983265</id><published>2011-07-23T07:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T07:29:03.002-07:00</updated><title type='text'>Eu sou um qualquer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dizem que os homens só se interessam por aquilo que não podem ter. Essas regras de relacionamento e&amp;nbsp;essas afirmações definitivas me irritam tanto, e eu não sei lidar com elas.&amp;nbsp;Essas adivinhações vão acabar&amp;nbsp; com o pouco de sanidade que me resta. Vou fugindo de tudo, fugindo de todos, fugindo de mim, fujo&amp;nbsp;para tentar respirar. Não sei seguir regras.&amp;nbsp; Não sei fazer poemas fofinhos. Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. Acho que já provei o quão arrependido estou, já provei o quanto meu amor é grande, já provei tudo que tinha que ser provado e agora só o que resta é um grande ponto de interrogação que espera ser respondido. Se eu soubesse como recuperar um namoro perdido, alguma macumba ou sei lá, eu já teria feito. Minhas tentativas frustradas pioram tudo. É que meus truques estão acabando. As palavras me faltam. Tentar entender é inútil. Você fez o certo em me largar, você tem razão. Eu sou um problema. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu sou uma bagunça. Eu sou o anuncio do tremor do medo. O que sobrou e ninguém quis. Sou os restos. Sou a derrota. Sou tão habituado a perder que vencer fica cada vez mais difícil. Falam que na vida há altos e baixos, mas na minha, eu espero e só vou&amp;nbsp;afundando&amp;nbsp;cada dia mais.&amp;nbsp;Parece que o fundo nunca acaba. Sou uma baderna de uivos de gente que acha que é bicho. Eu sou de novo, pois apertei o repeat sem querer e fico me repetindo. Eu sou aquele que tenta bancar o cool e sempre toma no cu por conta disso.&amp;nbsp;Sou&amp;nbsp;a tentativa de desfazer logo esse amor, para que isso tudo não se torne uma obsessão. Sou o medo de que esse amor faça mal a você, por enquanto o peso disso tudo está&amp;nbsp;em mim, você parece não se afetar, parece sair ileso, mas de você eu não sei, então paro por aqui.&amp;nbsp;Não sei descrever o tempo, o tempo que com você é um e sem você é outro.&amp;nbsp;As horas que não passam. O&amp;nbsp;sono que é&amp;nbsp;a única forma que encontrei de ficar inconsciente e não doer acordado. Pessoas me chamam pra queimar um baseado. Pessoas me chamam pra beber. Pessoas me chamam pra fazer qualquer merda, mas o que preciso ninguém tem, a cura ninguém conhece. Tô encalhado nesse texto. Talvez por sermos tão iguais não possamos ficar juntos. Em algum momento eu devo ter desaprendido a ser gente. Prefiro amor do que sexo. Antes de comer alguém ou de um boquete, eu prefiro qualquer espelho que reflita a alma, falar com a voz interna, sabe? Eu sei que falar em alma é chato pra cacete, mas é verdade. Quando digo alma, quero dizer aquilo que é qualquer coisa e é o melhor que cada um tem dentro. Estou ouvindo The Doors agora. Estou procurando uma porta. Não quero morrer numa banheira com um meio-sorriso. Esse meio-sorriso que não sai do meu rosto desde que te conheci, pois só saber de sua existência já é um pouco bom, mesmo nos dias tristes.&amp;nbsp;Queria encontrar uma porta aberta para eu voltar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-9070286236916983265?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/9070286236916983265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/eu-sou-um-qualquer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/9070286236916983265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/9070286236916983265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/eu-sou-um-qualquer.html' title='Eu sou um qualquer'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8437419549984785450</id><published>2011-07-21T18:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-21T18:19:58.100-07:00</updated><title type='text'>Estou adiando o fim da viagem pois o caminho pode ser outro e sem fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Minha nave está voltando pra terra, ela vai pousar em um lugar sem solo.&amp;nbsp;É complicado isso de ficar pensando mais com o coração do que com o cérebro. Vou indo por onde você me deixa, vou me alojando, procurando um abrigo, seu braço forte, sua alma boa, seu corpo amigo. Vou procurando vestígios de amor, algo que me mostre que você ainda sente algo por mim, e quando acho qualquer pedacinho de carinho que seja, morro de felicidade. Ainda sou esse bicho engaiolado. Ainda sou esse monstro que te persegue. Ainda sou esse parasita que vive se alimentando de você. Tento cair na real, esquecer, mudar de rumo. Tento perceber com clareza toda essa situação. Acho que já estou conseguindo me segurar. É sempre assim, quando penso que estou bem, desmorono. Minha força&amp;nbsp;não dura muito tempo. Vou me&amp;nbsp;equilibrando nessa merda de corda bamba.&amp;nbsp;Procuro meu príncipe.&amp;nbsp;Não tenho ninguém para me fazer voar. Ás vezes você me deixa voar por alguns minutos, mas logo corta minhas asas. Meu super-homem não existe. Coloquei muitas expectativas em você, mas fui indo onde você me levava, não me culpe. Eu quero ter mais do que mereço, mais do que meus braços podem pegar. Provavelmente devo ter provocado o fim, porque eu faço isso. Piorei tudo o chamando de irresponsável e imaturo. Pode ser que você não precise de romance. Hoje quase ninguém precisa. Hoje o romantismo é brega e quem é fiel é careta, beijar muitas bocas é motivo de orgulho&amp;nbsp; e se apaixonar é sinal de fraqueza. Difícil mesmo é saber como se comportar. Minha nave anda procurando um lugar. Você disse que eu vivo fora da realidade. Eu nunca escondi isso de você, nunca escondi nada. Nunca fui com calma, sempre fui até o máximo, por isso talvez tenha forçado os limites. Talvez tenhamos sonhado juntos por um tempo, aí você acordou e eu continuei sonhando. Só não quero lhe fazer mal, não quero que meu amor seja prejudicial. Eu não acreditava nessas coisas de amar alguém tanto assim. Eu não sabia como funcionava. Ainda pouco sei, só sei que também é uma escolha, há um momento em que você pode escolher entre se jogar e viver isso tudo ou ficar distante, eu só queria chegar mais e mais perto, e pode ter sido aí meu grande erro. Só quero saber se esse é realmente um caminho sem volta, porque eu não tô achando o retorno. De qualquer maneira eu preciso seguir a vida. De qualquer maneira já não tenho tempo pra sofrer. As coisas vão se acumulando e se eu dormir me atropelam. De qualquer maneira, sofrer não é um remédio, nem saída, é um meio, o lugar onde estou preso e tento me distrair a ponto de não perceber a dor. Tenho conseguido me enganar, pensar que está tudo bem. Pensar que no final ainda ficaremos juntos, me iludir é uma solução que cura momentaneamente a&amp;nbsp;dor.&amp;nbsp;Me apresentaram um cara, sabe? Um cara que poderia ser bom pra mim. Um cara que talvez me quisesse muito, tanto que de uma forma irreversível. Talvez esse cara me quisesse da mesma forma que quero você. O foda é que meu coração já foi roubado. Ainda tenho esse vazio no peito que só você voltando será preenchido. A merda de tudo isso é que não quero brincar com o sentimento do cara dando falsas esperanças. Preciso de um tempo. Preciso perceber onde devo ficar. Dizem que eu não deveria pedir desculpas pra você, pois você também errou comigo. Me disseram que você não seria burro de perder alguém como eu. E cara, eu não me acho grande coisa, tu diz que sou egoísta e perigoso, e acho que tu tens razão. Mesmo assim, no fim das contas, você precisa de alguém como eu, afinal eu não tenho medo de falar as coisas que precisam ser ditas, sou alguém que prefere falar a verdade, em vez de ficar o tempo todo puxando o saco. Talvez meu problema seja exatamente esse, dizer o que penso, preciso mesmo ter cuidado com a língua. Há coisas que você precisa ouvir e eu falo mesmo me cagando de medo de te perder pra sempre. O problema é que parece que eu já me perdi pra sempre nessa coisa. Você diz que gosta de conversar comigo, diz que minha conversa está em outro nível. Eu vejo que as coisas não acabaram entre nós, e, meu medo é não saber para onde vamos. De qualquer forma, isso também é excitante, fico feliz, pois minha intuição diz que ainda temos um futuro, mesmo sem saber que futuro é esse, só essa quase certeza, só essa dúvida, só essa esperança, só essa coisa que me&amp;nbsp;vem ao falar contigo, só isso que nem sei pronunciar, só isso que é melhor nem dizer o que é, só isso&amp;nbsp;já me&amp;nbsp;coloca um sorriso na cara. É que eu me engano fácil, certeza mesmo, nunca tenho. Vou tentando adivinhar e talvez acerte o alvo. Me iludir é o melhor remédio. Me iludir é viver sedado. Me iludir é uma proteção. Preciso acabar esse texto feliz, por isso vou adiando o fim. O mesmo acontece com essa viagem, eu não saio dela até encontra uma estrada que me leve ao paraíso. Uma via intergaláctica permeado por aranhas de neon ou algo fluorescente.&amp;nbsp; Uma via que me leve direto pra felicidade.&amp;nbsp;E algo me diz que meu coração só vai bater feliz quando estiver&amp;nbsp;ao lado do seu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8437419549984785450?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8437419549984785450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/estou-adiando-o-fim-da-viagem-pois-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8437419549984785450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8437419549984785450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/estou-adiando-o-fim-da-viagem-pois-o.html' title='Estou adiando o fim da viagem pois o caminho pode ser outro e sem fim'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2908985621022543773</id><published>2011-07-17T15:36:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T15:36:32.506-07:00</updated><title type='text'>Todo mundo gosta de rock britânico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tenho orgulho da minha insanidade, ela é a parte de minha liberdade que tem nome. Sou imprevisível, daqueles que você pode esperar qualquer coisa e mesmo sabendo disso, sempre se surpreende. Coloquei uns discos pra tocar. Todo mundo gosta de rock britânico, certo? A lista de bandas que sempre dizem o que eu preciso ouvir é imensa. Estou enrolando porque sou um idiota que não sabe escrever. Eu escrevo feito uma puta velha e amarga. Ou feito uma adolescente vigem que não entende nada de amor e vida e olha&amp;nbsp; pra tudo isso com olhos brilhantes de espanto e curiosidade e não sabe o que fazer. Meu vocabulário é vulgar como o de um cafetão que escarra depois de jogar a bituca do cigarro em cima de uma&amp;nbsp; poça de sangue num beco escuro e úmido. Não uso palavras dificeis, quero simplificar, quero a língua da rua. Não preciso fazer com que pensem que sou inteligente. Prefiro ser burro. Errar é mais fácil, tenho preguiça de acertar. O sexo pra mim sempre foi algo mais obscuro do que saúdavel. Alguém me disse algo parecido com isso hoje e foi o que sempre pensei. Há algo no sexo que assusta porque o sexo é mais uma coisa que não controlo, e é uma dessas necessidades que só fazendo. Tesão é um tipo de fome. Tenho passado fome últimamente. Preciso aprender a mentir, dizem que machuca menos. Já não importa o querer. Já não importa o sorriso que sempre tenho no rosto pra te oferecer. Não importa que estou sofrendo como nunca antes, que tô perdendo peso e querendo me dopar pra anestesiar a dor. Você sempre tem um ombro amigo. Meus amigos só aparecem depois do primeiro gole. Você tentou me ligar e meu celular estava descarregado. Fazia tempo que você não ligava pra mim. Tenho azar no jogo e no amor. Não conheço a sorte. Só a sorte de ter te conhecido. Aposto que você não se sente sozinho como eu. Aposto que encontrou alguém mais bonito e normal e que consegue lhe dizer as coisas certas, coisas que quero dizer e não consigo. Aposto que essa pessoa disse essas coisas de uma forma bem melhor e mais clara, de um jeito&amp;nbsp;&amp;nbsp; que eu jamais conseguiria. Eu só queria que você gostasse mais de mim do que dos outros. Mas isso é pedir demais, né? Sou o pior deles. Se você gosta, é bom falar, porque minha solidão provoca amnésia. Sou meio bicho. Acho que serei enterrado num cemitério de animais. Minha vida é um banheiro que fede o tempo todo. Escrevo como um mendigo dentro de uma lata de lixo se afogando com o próprio&amp;nbsp;vomito. Escrever é sempre um grito. Não vou mais ficar de porre, não quero outro copo. Meu único vício é você. E só para não esquecer, você pode me chamar do que quiser. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2908985621022543773?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2908985621022543773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/todo-mundo-gosta-de-rock-britanico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2908985621022543773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2908985621022543773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/todo-mundo-gosta-de-rock-britanico.html' title='Todo mundo gosta de rock britânico'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3671907220903503604</id><published>2011-07-15T18:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T18:34:51.052-07:00</updated><title type='text'>Coisas que você é ou coisas que você fez comigo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Você é meu príncipe. Você é um cavalo selvagem e tentando te domar acabei tomando um coice. Você é meu oxigênio. Você é meu coração, você bate muito forte dentro de mim. Você é uma armadura. Você é meu super-homem. Você é forte como eu nunca serei. Você é minha vontade de viver. Você é o sorriso que insisto em forçar em meu rosto, mesmo estando triste. Você é a única razão de eu continuar insistindo. Você é qualquer coisa que eu sempre procurei. Você é os livros que quero escrever. Você é a história que quero contar. Você é a pessoa que me encontrou caído e me fez caminhar. Você é meu&amp;nbsp; medo de ser feliz. Você é esse vazio que tento preencher. Você é algo meu que anda e é livre. Você é o amor que descobri que realmente existe. Você é quem fez despertar o melhor que eu poderia ser. Você é quem me fez querer ser melhor. Você é o paraíso onde quero me abrigar pra sempre. Você é um peixe fora d'água assim como eu. Você é minha vontade de tentar me controlar mais, de não me entregar tão&amp;nbsp;fácil, de não sucumbir. Você é o que me da&amp;nbsp;energia para tentar não sofrer tanto, tentar ter paciência e equilíbrio, isso tudo que normalmente me falta. Você me guia.&amp;nbsp;Você é a certeza que tenho que posso ser feliz, pois também tenho esse direito, você me mostrou isso. Você sabe que eu sou apenas um menino feio que acha que pode ser amado. Você me conhece bem e se aproveita disso. Você é sábio. Você é quem sabe me fazer feliz. Você é o único que sabe do segredo que tenho mais medo de contar, por que esse segredo dói o tempo todo. Você&amp;nbsp;é o único que tem paciência comigo, porque eu sou tão complicado, que ás vezes eu preciso de alguém que apenas me segure firme e não me deixe escapar, porque se escapo, eu me perco, isso é&amp;nbsp;certo. Você me abraça em meus pensamentos. Você me beija. Você me toca com carinho e extremo cuidado, como se eu&amp;nbsp;fosse me&amp;nbsp;quebrar a qualquer momento. Você diz que me ama. Você diz isso quando acha que está fraco, mas&amp;nbsp;são esses momentos que me fazem ver o quanto você é forte. Você parece estar lutando contra esse amor, tentando esconder, tentando mudar o que sente, não sei. Você, quando se entrega,&amp;nbsp;se mostra&amp;nbsp;como realmente é, e você é lindo demais por dentro e por fora, acho até que é mais lindo por dentro mesmo, porque sua beleza interna é indescritível. Você precisa saber que não precisa ser forte o tempo todo, pode baixar a guarda, pode me deixar chegar, eu não mordo e, se morder, será com carinho e não irá doer, meus dentes são incapazes de te ferir. Você precisa saber que não vou dizer nada que te ofenda. Você é mais do que você julga ser. Você me ensina muitas coisas. Você me ensinou a amar. Você me disse que eu também consigo. Você disse que eu posso ser eu mesmo e, mesmo assim, ser aceito pelo que sou. Você me ensina a ser romântico, porque não entendo nada disso. Você sabe que por você eu posso cair no clichê e te mandar flores, bombons e essas porras todas. Você está me ensinando a viver. Você é meu super-herói. Você é meu lugar secreto. Você é meu maior desejo. Você é minha esperança. Você é a vida que quero. Você é tudo. Você é encantador. Você sabe o que dizer pra me agradar. Você é fofo. Você é a coisa mais deliciosa do mundo. Você é meu rei. Você é meu muso e acho que sempre será. Você não precisa jogar comigo, porque eu perco, você só precisa dizer o que quer de mim e te darei tudo que tenho e até o que não tenho. Você é essa luz dentro de mim. Você não é apenas o&amp;nbsp;dono do meu coração, você é dono de tudo que é meu. Você é a parte mais bela que tenho.&amp;nbsp;Você é meu lar. Você é um leão e estou pronto para que me devore. Você é o homem que quero pra chamar de meu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3671907220903503604?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3671907220903503604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/coisas-que-voce-e-ou-coisas-que-voce.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3671907220903503604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3671907220903503604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/coisas-que-voce-e-ou-coisas-que-voce.html' title='Coisas que você é ou coisas que você fez comigo'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2999604149715106247</id><published>2011-07-15T06:55:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T06:59:19.435-07:00</updated><title type='text'>Não vou dizer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: large;"&gt;Não vou dizer que essa merda é uma migalha. Não vou dizer que a verdade, ou, ser sincero, só tem me colocado em furadas. Não vou dizer que tenho olhos como os de Capitu, porque todos conseguem enxergar a ressaca que trago. Não vou dizer, mas tenho olhos de ressaca. Não vou dizer que tento algo que seja uma porra de revelação de mim mesmo. Não vou dizer que sou fraco, oco, seco, sem vida e poeira e nada. Não vou dizer que sou o autor de um livro, porque não tenho foco e olho pra mil lugares ao mesmo tempo&amp;nbsp; não sei continuar, só sei acabar. Não vou dizer que tenho paciência e esperarei pra sempre. Não vou dizer que sou forte e poderei suportar isso tudo. Não vou dizer que ontem fiquei novamente de porre.&amp;nbsp;Não vou dizer que cansei de nadar e nadar e sempre acabar morrendo na praia, morto de sede ou afogado ou engolido por um tubarão. Não vou dizer que tenho algo especial em mim, que eu não alcanço e, muitas vezes, impeço as outras pessoas de alcançarem também. Não vou dizer que vou me afastar um pouco, porque estou perto demais e qualquer movimento seu é dolorido em mim. Não vou dizer que você manda em mim, que só fico feliz ou triste por sua causa. Não vou dizer que você é a coisa mais importante no mundo pra mim. Não vou dizer que nenhum de nós tem culpa. Não vou dizer que ninguém se importa com o que sinto. Não vou dizer que você destrói corações na tentativa de curar o seu. Não vou dizer que queria ser seu pra sempre. Não vou dizer que queria sua cabeça no meu peito agora. Não vou dizer que queria ouvir seu coração bater perto do meu. Não vou dizer que queria&amp;nbsp; meus dedos entre os seus cabelos agora. Não vou dizer que queria fugir pra um lugar que só nós conhecêssemos. Não vou dizer que sempre perco o controle, que não sei calar a boca, que perturbo por não ser o limite. Não vou dizer que tentarei&amp;nbsp;me controlar. Não vou dizer que só existo dentro de nós dois. Não vou dizer que se você me perder nem eu vou me achar. Não vou dizer que você me transformou num verme, que rasteja, que implora por amor. Não vou dizer que eu já fui melhor, que nunca me deixei foder tanto. Não vou dizer que já estou há tanto tempo fodendo sozinho que não sei como tratar os outros. Não vou dizer que sou um fruto estragado. Não vou dizer que prometo isso ou aquilo, porque todos sabem que não posso, não estou conseguindo me manter em linha reta. Não vou dizer que sonho com você. Não vou dizer que me imagino cuidando de você pra sempre. Não vou dizer por que dói. Não vou dizer por que já disse tantas coisas e preciso deixar que o silêncio fale. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2999604149715106247?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2999604149715106247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/nao-vou-dizer.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2999604149715106247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2999604149715106247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/nao-vou-dizer.html' title='Não vou dizer'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4315723783997001629</id><published>2011-07-12T18:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T18:13:32.326-07:00</updated><title type='text'>Não quero ser apenas mais um</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nunca vou ser alguém, porque já nasci sendo. Ao nascer a pessoa já é algo. No decorrer da vida ela vai sendo mais, vai somando coisas pra ser. E&amp;nbsp;multiplicando. Ser alguém é mais do que uma profissão ou um bom carro. Ser é apenas ser, sem medo. Ando acordando tão cedo que quando é meio-dia&amp;nbsp;parece que já estou acordado&amp;nbsp;há uma semana, tantas as coisas que faço. À noite então, parece que já vivi um mês. Estou oficialmente fora de mim. As coisas vão&amp;nbsp;ficar bem, basta eu calar essa minha boca e parar de querer bancar o sabe-tudo. Cadeira elétrica pra mim. Não sei se devo levar tudo isso a sério. Sim, digo entre nós, porque não sei quantos mais você tem. Você diz que eu sou sério demais, mas o problema é que não sei brincar com corações. Não quero magoar ninguém, não quero pisar em ninguém para chegar onde quero. A cada dia novas dúvidas pipocam na minha cabeça. Você disse que não gosta de ser pressionado. Mas a pressão que você sente, não é vinda de mim, ela vem da vida. A vida nos pressiona, ela cobra por ações. Pode ser que esse texto seja só eu te cobrando um posicionamento e isso mais te afasta do que te aproxima de mim. Eu sei que você odeia essas cobranças. Mas eu preciso saber onde você está, para que eu possa continuar.&amp;nbsp;Você tem se mostrado afável e compreensivo, eu valorizo muito isso.&amp;nbsp;Eu tento não ser&amp;nbsp;apenas mais um na sua lista. Ás vezes tenho vontade de sumir. E sumir para sempre de tudo e todos. É que estou prestes a dar um dos passos mais importantes da minha vida e, enquanto isso, você conquista adolescentes pela internet e, talvez, se sinta orgulhoso quando eles&amp;nbsp;brigam por você. Talvez&amp;nbsp;fosse exatamente isso que você queria daquela vez que pediu para que eu falasse com seu ex e disse que eu te decepcionei por não ter cedido a esse capricho seu.&amp;nbsp;O que eu quero de você, não sei se você pode me dar. Eu queria estabilidade. Porque vou me desequilibrando a cada quarteirão. O que eu quero de você é bem mais que amor e sexo, quero um lar, quero um nós. Porra cara, eu tô sendo sincero aqui, num vá me levar a mal. Você precisa escutar e entender o meu lado. Pode ser que eu seja só mais um desses que você conquista e depois descarta. Mas como sou insistente, estou conseguindo manter algo com você. Eu sinto algo forte mesmo, algo que não controlo, por isso insisto, se fosse algo simples, eu já teria desistido. O que sinto é mais forte e me domina. O que tenho pra te oferecer é real e vai acontecer. Já tento não reclamar tanto, porque sei onde estou me metendo. Tento não falar mais tanto de você com meus amigos, porque todos já estão cheios desse assunto. Tento não ficar me estressando ao lembrar-me de algo que você fez e me magoou. Isso entre nós é mais que amizade, pra mim&amp;nbsp;é amor, e pra você cada dia é uma coisa. Eu deixo que se divirta com essas crianças que não entendem nada, porque sei que outro igual a mim você nunca vai achar. Sim, haverá melhores, mais belos ou mais inteligentes, mas do meu jeitinho, cru, munido de verdades e amor, acho que outro você não acha. Meu talento é não ter medo de mostrar meus dentes. Minhas garras. Meu talento é não ter medo de comer o cu e mostrar o pau. Meu talento é dizer o que se passa aqui, sem medo de um trouxa qualquer ficar ofendido porque eu usei esse ou aquele palavrão. Meu talento é não ter medo de chacotas e gargalhadas&amp;nbsp;de pessoas inferiores que não conseguem ser quem são e por isso riem de quem consegue. Meu talento é o risco que corro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4315723783997001629?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4315723783997001629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/nao-quero-ser-apenas-mais-um.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4315723783997001629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4315723783997001629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/nao-quero-ser-apenas-mais-um.html' title='Não quero ser apenas mais um'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8621574653011280801</id><published>2011-07-11T17:28:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T17:28:54.877-07:00</updated><title type='text'>Desculpe pelo incomodo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desculpe pelo incomodo. Desculpe por te amar mais do que deveria. Desculpe mil vezes por querer tanto você. Desculpe-me por querer uma vida ao seu lado e não saber o que fazer pra dar início a ela. Desculpe-me por ter entrado na sua vida e de certa forma atrapalhado tudo. Porque eu sei que eu sou apenas uma pedra no seu caminho. Eu sou um incomodo. Desculpe-me. &lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;Desculpa amor, eu sou um selvagem,&amp;nbsp;não sei lidar com pessoas. Acabei de dizer que não tenho amigos e isso pode ter sido muito injusto. Injusto com você, porque se você não é meu namorado, só pode ser um amigo. E injusto com alguns que nem conheço pessoalmente, mas vivem ouvindo incansavelmente meus dramas e dando apoio.&amp;nbsp;Eu sou um ingrato mesmo. É que só você pode me livrar desse zumbi que me tornei. Se não me salvar, você vai me destruir.&amp;nbsp;Sabe? Você pode me contaminar com seus defeitos. Estou pronto para que me devore. Estou pronto para que me corrompa. Cansei de andar por linhas retas e estou prestes a fazer uma das maiores loucuras de minha vida. Loucura maior seria te perder. Acho que o nosso namoro só acabou porque eu sempre estou perdido, e por isso te perdi também. Isso faz sentido? É que já estou bem mais que louco. É que já ultrapassei muitos limites e, indo tão longe assim, eu só posso estar chegando mais perto de você. Queria me desculpar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;mais uma vez&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;por te amar tanto. Você não tem culpa nenhuma. Eu é que sou exagerado. Desculpe-me por exigir tanto de você. Eu só estou tentando cavar um lugar onde eu possa encontrar a felicidade, quanto mais fundo vou chegando,&amp;nbsp;mais triste fico. Estou cavando errado. Eu só queria uma porta secreta que me levasse até você. Queria que existisse&amp;nbsp;tele transporte, algo que instantaneamente me levasse pra perto, n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;um piscar de olhos. Eu só queria poder abraçar seu coração. Estou errando porque estão me deixando errar. Vou errar até conseguir achar o caminho certo ou&amp;nbsp;até aprender a transformar os erros em acertos. Minha mãe perguntou sobre o que eu quero. Eu disse que só quero que essa merda toda acabe logo. Não sei bem sobre o que exatamente eu estava falando, talvez a vida, talvez o sofrimento. Só quero chegar logo&amp;nbsp;á um fim na esperança de um recomeço melhor. Desculpe o auê, eu não queria magoar você. Um dia você vai confiar em mim, um dia eu não serei um estranho pra você, um dia você vai dizer que me conhece. E se você quiser, você será a pessoa que melhor me conhecerá. Eu vou me contradizendo, eu digo isso e logo venho mudar o que disse. É que sinto e falo, isso não tem freio. Agora está me vindo uma vergonha. Vergonha&amp;nbsp;por me&amp;nbsp;expor tanto e&amp;nbsp;fazer papel de bobo aqui. Vergonha por estar nessa guerra, mesmo sem munição suficiente. Vergonha por não ser quem eu tento ser. Estou meio arranhado por dentro e juro que foram minhas próprias garras que fizeram esses ferimentos. O sangue escorre, porém não consegue sair, vou afogando. Esse amor é tão grande que dói, talvez meu corpo seja fraco e não suporte, por isso enlouqueço. Desculpe-me por te mandar mensagens de texto, vou tentar parar de uma vez por todas com isso. Vou tentar controlar tudo isso. Pode parecer que ás vezes, dizendo que o problema sou eu, na verdade eu esteja querendo dizer que o problema é você. Mas não é isso, o problema sou eu, exatamente porque eu não sei onde parar, continuo indo até que me interrompam ou me soquem a cara. E estando aqui, a liberdade é tanta que não tenho fim. Só paro de escrever quando eu conseguir chegar a um final feliz para nós dois. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8621574653011280801?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8621574653011280801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/desculpe-pelo-incomodo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8621574653011280801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8621574653011280801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/desculpe-pelo-incomodo.html' title='Desculpe pelo incomodo'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8129304065353820046</id><published>2011-07-11T07:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T08:02:29.286-07:00</updated><title type='text'>Nós, os esquisitos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não tenho amigos. Se tivesse pelo menos um bom amigo eu não estaria aqui sozinho agora. Escrever é a amizade que não me dão. Escrever é a única forma&amp;nbsp;que encontrei de dizer o que penso, a única forma de ser ouvido, a única forma de escapar de mim, pois nem eu&amp;nbsp;me aguento.&amp;nbsp;Meu tempo é tão precioso e tenho gasto ele de forma tão infantil e inconsequente.&amp;nbsp;Essa semana muita coisa mudou. Você me disse que me ama. E eu aguardei sentado, dias intermináveis, esperando por isso e quando chegou&amp;nbsp;veio junto uma felicidade que não pude conter e converti em lágrimas. E elas vieram tímidas como de costume e a bochecha esquentando e vermelha e eu disfarçando para que as outras pessoas do local não percebessem o estado em que me encontrava. Eu só queria te abraçar&amp;nbsp;ou talvez correr. Espero que dessa vez dure. Ontem você já estava estranho e não quis me contar o motivo. Eu gostaria que você confiasse mais em mim, mas não posso lhe pedir isso, só posso esperar que venha naturalmente. Nós, os esquisitos, só podemos agir dessa forma. Talvez eu seja esquisito porque ajo como quero agir, sem frescura. Não sei jogar, eu já disse isso, mas você é um ótimo jogador. Eu só sei o que é game over. Não tenho controle-remoto. Você se esconde. Ainda acredito que você seja um dos meus. Você gosta de brincar comigo. Você gosta de saber que sou seu,&amp;nbsp;gosta de ser meu dono, mas não quer ser meu e não se entrega. Eu queria ser um bom jogador. Nós, os esquisitos, falamos o que pensamos sem se preocupar com o que os amigos vão achar ou se é permitido por eles ou não. Meus amigos não mandam em mim. Meus amigos nem me conhecem. Aliás, claro que não me conhecem, eu não tenho amigos. Agora sei que sou sozinho e talvez sempre serei. Mas de vez em quando algo em mim grita implorando sua companhia. Eu tento ignorar essa voz. Meu coração sem ritmo me diz pra te ligar. Me sinto na obrigação de dizer o óbvio porque tem gente que parece não entender.&amp;nbsp;O que é o amor? Acho que amor é gostar muito-muito-muito mesmo de alguém, que daí já num é mais gostar, é mais, é&amp;nbsp;outra coisa.&amp;nbsp;Você consegue me fazer sentir como se&amp;nbsp;eu fosse o cara mais feliz do mundo ou o contrário. Você manipula facilmente meu humor. Estou tentando tirar esse poder de você, porque é muito complicado suportar isso.&amp;nbsp;As suas incostâncias. Os seus altos e baixos. Preciso te conhecer pessoalmente, preciso&amp;nbsp;saber que&amp;nbsp;é&amp;nbsp;de carne e osso&amp;nbsp;e assim talvez entender melhor as coisas.&amp;nbsp;Falei que os adolescentes são cruéis e sempre acham que tem razão, isso de fato é verdade, mas não deveria ter generalizado. Odeio qualquer tipo de generalização. Odeio quando falam que todos os japoneses são iguais ou coisas desse tipo. Percebo que ás vezes&amp;nbsp;as pessoas acham minha vida patética. Me sinto um figurante da minha própria vida, um coadjuvante. Não quero ser um daqueles que ficam em torno do personagem principal, sabe? Então, eu não sou um deles, apesar de alguns pensarem o contrário. Nós, os estranhos. Nós, os esquecidos. Ser assim é também ser livre. Fazemos o que deve ser feito. Não sei porque estou falando no plural hoje. Acho que é uma forma de me enquadrar em algum grupo e me sentir menos solitário. Uma dessas tentativas de enganar os fatos.&amp;nbsp;Ao chegar em casa ontem, peguei o final do filme&amp;nbsp;Clube dos Cinco, um dos meus favoritos. E chorei. Chorei mais uma vez. Chorei mais por você do que pelo filme. É que ao chorar, me lembrei de que você disse que também se emociona vendo filmes. Você disse que é uma manteiga derretida. Eu nunca fui de me derreter tão fácil. Não quero te cercar mais. É cansativo ficar&amp;nbsp;tentando chegar ao seu coração dessa forma, meio que forçando tudo, meio que atropelando, meio que usando uma britadeira para quebrar o gelo. Algo me diz que é impossível ser feliz tão sozinho assim. Não sou um brinquedo e suas brincadeiras cada vez me machucam mais. Você diz que me ama e não quer ser meu namorado. De qualquer forma você ainda habita meus pensamentos vinte e quatro horas por dia. De qualquer forma eu não consigo me desprender de você. Ás vezes parece que você gosta de me ver perdendo o controle, ver meu desespero parece te fazer feliz. Amar é ser uma garotinha brincando com um revolver carregado. O grande problema é que você me da mais dúvidas do que certezas. Eu eu preciso de alguém que consiga curar minha ansiedade e insegurança. O problema não é seu, eu sei. O problema é todo eu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8129304065353820046?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8129304065353820046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/nos-os-esquisitos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8129304065353820046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8129304065353820046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/nos-os-esquisitos.html' title='Nós, os esquisitos.'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8517145602585150008</id><published>2011-07-09T18:27:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T07:55:29.300-07:00</updated><title type='text'>O namorado de ninguém</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sou o namorado de ninguém. E minha tristeza é saber que esse amor ainda existe em mim e não mais em você. Digo isso porque eu tenho uma necessidade tão grande de falar contigo, de ter você por perto, que só pode ser amor.&amp;nbsp;Há dias que eu&amp;nbsp;estou me sentindo muito&amp;nbsp;mal e o único&amp;nbsp;remédio é&amp;nbsp;ouvir sua voz, por isso ligo. Já sei, eu preciso procurar outros rumos, assim como você tem feito. Tentar outras pessoas. Não sei, não tenho&amp;nbsp;vontade, talvez eu seja mesmo antiquado ou simplesmente idiota. Não sou de ficar caçando. E, por sorte, havia encontrado uma pessoa especial que agora não me quer ou espera algum sinal ou sei lá o quê. Meus olhos marejados não conseguem mentir. Digo que vou superar e o máximo que consigo é não morrer. Você sabe que eu tento bancar o certinho-equilibrado, mas não por muito tempo, logo-logo eu&amp;nbsp;começo a&amp;nbsp;pirar. Isso é até engraçado, que dizer, imagino que seja pra quem vê tudo de fora, por que de dentro não tem graça,&amp;nbsp;é só amargo. Ás vezes consigo superar só bebendo. Na maioria das vezes só bebendo mesmo. Ser saúdavel é um saco. Você tem me tratado melhor ultimamente, eu ando gostando. Você recebeu a carta estranha e desesperada que te mandei. Você disse que se fosse uma mulher teria odiado, tamanha a falta de capricho. É que o importante é o conteúdo. Você disse que se você fosse mais sensível, eu não teria a mínima chance. Parece que eu ainda tenho chances. E eu fico tentando te ter de volta enquanto você conhece outros pretendentes. Você me contou que foi encontrar uma pessoa e no fim das contas acabou desistindo. Eu gosto muito quando você é sincero comigo. A sinceridade é uma das coisas fundamentais para uma boa relação, seja ela qual for. A sinceridade nos aproxima.&amp;nbsp;A verdade aproxima as pessoas. Mas claro que dói um pouquinho saber que você pensa em outros. Saber que você não atende meus telefonemas.&amp;nbsp;Eu não quero me sentir como o substituto.&amp;nbsp;Quero ser o titular. E não quero que&amp;nbsp;haja reservas.&amp;nbsp;Eu queria ser o suficiente. Eu só queria ser seu. Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se tivesse você como namorado. Meu corpo só seria seu e de mais ninguém, assim como tudo que trago aqui dentro. Eu digo que tenho fé em nós, mas parece que sua fé em nós já está abalada. Você diz que somos complicados demais para darmos certo. Você parece nem&amp;nbsp;querer tentar. Desculpe se estou sendo um pentelho, um mala ou o Rafael que sempre esperam que eu seja. É que&amp;nbsp;sinto sua falta. Não sei se você entende o que sinto, porque na verdade nem eu entendo.&amp;nbsp;Se fosse pra escolher, eu não gostaria de estar assim. Afinal é&amp;nbsp;algo que é só sofrer.&amp;nbsp;Não tenho mais ânimo para festas, porque sempre que penso em festa, me lembro da última, aquela&amp;nbsp;onde te perdi. No fundo você gostou da carta que te mandei, mesmo sendo toda fora de ordem, com folhas amassadas e aleatórias e minha letra de criança retardada. Mesmo eu tendo escrito trechos em um papel de presente amassado, aquele que tu embrulhaste o livro que eu tanto gostei de ganhar e ler. Você disse que daqui a pouco eu vou estar escrevendo até&amp;nbsp;em folhas de bananeira. Eu não sou romântico. Nunca fui. O romantismo sempre me irritou. Pessoas muito apaixonadinhas sempre me enojaram. Agora eu sou uma delas e&amp;nbsp;entendo o estado débil que é estar amando alguém. Você perde muito do que você é. Mas se&amp;nbsp;é correspondido, talvez não se perca muita coisa, e se o amor for grande, é apenas somar. Tudo que vem do amor é lucro. Mudar é apenas&amp;nbsp;uma parte do processo. É algo que vai acontecendo sem percebermos.&amp;nbsp;Eu sempre fui natural, sou o que sinto e não consigo disfarçar. Isso pode ser algo bom ou ruim. Meus amigos dizem que sou esquisito naturalmente,&amp;nbsp;tento levar isso como elogio.&amp;nbsp;Falando em elogio, me disseram que eu pareço com o Julian Casablancas do Strokes. É possível? Acho que não.&amp;nbsp;Esses dias eu tenho me achado bonito. Não sei o que houve comigo. Algo não está certo. Você teve que ir até o correio para pegar a carta que te mandei, isso é um bom sinal, você queria saber o que eu tinha a dizer. Não sei ser romântico. Não sei lidar com o gostar infinitamente de alguém. Não devia ter me metido nessa. Estou em zona proibida. Ontem você fez eu me sentir especial. Você disse coisas lindas e&amp;nbsp; conversamos bastante. É sempre bom ter você por perto. Acho que fazemos muito bem um para o outro. É que somos pessoas complexas. É que você parece que anda com medo de alguma coisa. Tô tentando entender. Você disse que queria me beijar muito. Eu fiquei vermelho na hora, sou bobo, e meu rosto esquentou rapidinho. Acho que o problema é mesmo a distância, mas se você dissesse que me ama, claro que venceríamos, não há dúvidas disso. Os adolescentes são cruéis e acham que sempre tem razão. Eu estava falando isso com um amigo meu. Acho que a adolescência é uma espécie de ápice da vida. E pode ser que os adolescentes tenham mesmo razão, afinal eles estão no ápice, estão no melhor da vida, e talvez os outros não entendam isso. Talvez eles estejam mesmo errados. Mas a vida vai passando e algo de humildade vai aparecendo e eles vão entendendo que as coisas não são bem do jeito que pensavam. E eles começam a se colocar no lugar das pessoas antes de cometerem seus atos impulsivos. E por isso mudam. E por isso vão se tornando mais sábios e humanos. A maioria dos adolescentes que conheço são meio vilões, que pensam mais em si do que nos outros. O egoísmo não é uma qualidade. Olha eu dizendo o óbvio. Olha eu fugindo sempre do assunto. Crio assuntos pra fugir do principal, que é você. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;A solidão é uma amiguinha chata que eu tenho, ela fica me expremendo o peito até doer tanto e cansar e eu perder a respiração. Você é minha ligação com algo maior, algo&amp;nbsp;que nem quero entender, só sentir já me deixa louco e feliz, não entender ás vezes é melhor. Deixa assim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8517145602585150008?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8517145602585150008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/o-namorado-de-ninguem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8517145602585150008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8517145602585150008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/o-namorado-de-ninguem.html' title='O namorado de ninguém'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1561052992339585624</id><published>2011-07-08T17:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T17:35:36.937-07:00</updated><title type='text'>Preciso de um lugar para estar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: large;"&gt;Nesse momento estou procurando um lugar para estar. Não inventaram um lugar pra mim. Não existe. Desde de sempre procurei um lugar onde eu me sentisse em casa e achei que tinha encontrado esse lugar quando te conheci. Sou de qualquer lugar ou lugar nenhum. Acho que meu pescoço já não aguenta isso de ligar o que há entre a cabeça e o coração. É muita informação.&amp;nbsp;E eu já não aguento mais falar em coração. O amor é uma merda.&amp;nbsp;Vou tentar reverter essa situação. Já ficou claro que você não precisa&amp;nbsp;de&amp;nbsp;mim. Você sobrevive bem sozinho. Fora isso, você tem muitos que ficam te bajulando, dizendo juras de amor vazias ou puxando seu saco.&amp;nbsp; Só fico confuso. Eu gostaria de sentir que sou&amp;nbsp;especial para&amp;nbsp;você. Gostaria que você mostrasse que se eu morresse amanhã você sentiria muito minha falta. Por isso estou decidido a não ficar correndo atrás de você como ando fazendo. Não sei o que você quer.&amp;nbsp;Farei isso para não ser&amp;nbsp;apenas mais um. Eu vou sobreviver sozinho, como sempre fiz. E você dizendo que o inseguro era eu. O foda é que não sei qual é a sua dúvida. Você disse que tem medo de ser gay. Como assim? Eu achei que você sabia o que era. É que as pessoas&amp;nbsp;não respeitam os gays como deveriam, e acho que seus amigos não aprovariam. Mas tem uma hora na vida que você precisa escolher entre fazer o que te deixa feliz ou fazer o que os outros esperam de você. Você disse que está mesmo indeciso. Qual é a sua dúvida? O meu medo é ter outra pessoa roubando seu coração de mim. Quer dizer, nem sei se foi meu um dia, já perdi as certezas que tinha. Não quero perder sua amizade. Não quero que se afaste demais. Mas já não vou ficar rastejando, porque estou saindo todo ralado disso aqui. Isso de me jogar sem medo só me fez espatifar no chão. Eu ouço muito preconceito por ai. E o preconceito tem tantas camadas, é difícil imaginar alguém que não tenha nenhum tipo de preconceito. Até as vítimas de preconceito cometem a mesma injustiça com outros. Uma coisa que me deixa indignado é o machismo. E tipo, há um machismo gay, não sei se estou certo, mas acredito que sim. Esse machismo gay, é quando maltratam ou tratam&amp;nbsp;como inferior os passivos. Como se os ativos fossem menos gays. Não entendo. Não posso acreditar que o mundo seja realmente assim. É meio como tratavam as mulheres antigamente. É bem idiota. Os que mais sofrem são os afeminados, que não conseguem esconder&amp;nbsp;-e nem querem- o que são. E a condição deles fica tão evidente que alguns acham que isso é motivo de chacota. Eu não estou aqui pra levantar uma bandeira, ou talvez esteja, não sei, só acho que tenho algo que precisa ser dito. Eu escrevo mais sobre coisas que não sei, porque ao escrever vou descobrindo. Eu só acho que é possível ser gay e macho ao mesmo tempo, porque afinal de contas homens são homens. Olha a passiva ali, olha a passiva do colégio, olha ali, olha como anda e fala. Eles não sabem como é. E talvez fiquem apontando o outro para se ocultar, é sempre assim. Esse texto era pra ser&amp;nbsp;sobre eu e você.&amp;nbsp; O que você precisa mesmo saber é que eu vou estar aqui. Qualquer grito&amp;nbsp;seu, eu vou ouvir. Só não quero mais sofrer. Quero rir de novo. Queria rir ao seu lado. Queria lhe fazer cócegas e sentar ao seu lado no sofá e ficar brigando por qual canal de tv assistir e fazer um chocolate quente pra nós dois e ouvir sua respiração durante o sono. Queria uma vida ao seu lado. Mas querer não é poder. E pelo visto eu não posso. Pelo menos por enquanto. O meu maior medo é que essas dúvidas que você tem, sejam a respeito do que você sente por mim. E acho que deve ser isso mesmo, porque você tem me deixado&amp;nbsp;muito solto. E eu solto, só sei cair. Todos sabem.&amp;nbsp;Vou tentar me recuperar, tentar voltar a ter refeições normalmente, voltar a dormir bem a noite, voltar a ser bem humorado e fazer minhas piadas que julgo inteligentes demais, mas na verdade são sem graça mesmo. Não posso esperar muito de você, afinal você está num momento difícil, e parece que quer vencer sozinho.&amp;nbsp;Você diz que achou que eu era forte. Eu nunca disse que era forte, mas acho que sou. Minha força vem da minha falta de medo do que sinto. Eu sempre falo que tenho medo de tudo, mas deve ser da boca pra fora, porque vivo dando à cara a tapa.&amp;nbsp;Isso é ser&amp;nbsp;corajoso. Só agora vou percebendo. Você diz que é um fraco. Mas sabemos que não é verdade.&amp;nbsp;Errar é preciso.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Amar você assim, tanto, enorme, não me torna fraco, isso é coragem também. Brincar com o amor não é pra qualquer um, e eu não brinco, eu não jogo, eu levo a sério,&amp;nbsp; vou garimpando. O amor é uma jóia bruta, uma pedra cheia de defeitos que podemos lapidar. O problema são os outros. Você me falou que ia me ligar ontem, conversamos pela internet, foi bom. Você não ligou. Parece que você faz essas coisas pra ver o quanto consegue me machucar ou parece que você está tentando me afastar. Você disse que as coisas ainda não acabaram entre nós. Disse que eu corro feito lebre. Sou muito apressado. Agora vou parar de ficar ligando, porque quando eu ligo e você não atende, é como se, é como se eu fosse uma folha de papel sendo violentamente&amp;nbsp;rasgada ao meio. Sabe essa sensação? Eu sinto isso. Eu sinto um abismo se abrindo no meu peito. Você sabe que pode contar comigo pra qualquer coisa, a minha amizade você nunca vai perder. Sobre o meu amor? Acho que vou deixá-lo escondido por um tempo. Mostrá-lo tem me feito mal, pois, eu fico dando muito e não recebo nada.&amp;nbsp;Não é saúdavel. Então é melhor assim. Vou cada vez falando menos sobre isso, até que no final ficarei mudo. Se você não quer ouvir minha voz, então não ouvirá. A escolha é sua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1561052992339585624?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1561052992339585624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/preciso-de-um-lugar-para-estar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1561052992339585624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1561052992339585624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/preciso-de-um-lugar-para-estar.html' title='Preciso de um lugar para estar'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-43187560039444524</id><published>2011-07-07T16:01:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T16:01:34.968-07:00</updated><title type='text'>Sobre não saber onde estou ou estamos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: large;"&gt;As pessoas já estão se cansando de mim. Acho que já não tenho muito a dizer ou acrescentar. Preciso parar de reler a carta que você me mandou. Preciso parar de ligar, preciso aceitar o fato de você não querer falar comigo. O que é mais difícil pra mim é não ter a capacidade de entender. Não consigo enfiar na minha cabeça que algo tão bom, tão sincero, tão amor verdadeiro, acabe assim, de uma hora pra outra. Não sei se te fiz mal. Acho que devo ter te ferido. Não sei. Outro dia mandei um torpedo pro seu celular. Eu queria dizer mil coisas, tudo que sinto, mas não caberia, então resumi tudo em uma palavra: Saudade. Sinto-me perdido, ando por ruas desconhecidas. E desse jeito vou me afastando de todos a minha volta. Prefiro ficar sozinho. Longe. Não quero que vejam o que estou passando. Não quero que saibam. Não quero conselhos idiotas. Não quero saber de nada, só você. Acho que você ainda não sabe o que quer. Essa espera vai me deixando confuso e apavorado. Mas estou decidido a não morrer.&amp;nbsp;Fiz uma promessa a mim mesmo e pretendo cumpri-la. Preciso usar o pouquinho de dignidade que me resta pra me salvar. Eu sei que eu cobro de você&amp;nbsp;mais do que deveria, afinal você não me deve nada. O problema é que na minha cabeça ainda somos namorados.&amp;nbsp;Fico pensando em você o tempo todo,&amp;nbsp;sem saber&amp;nbsp;por onde anda. Penso em você para curar um pouco da solidão.&amp;nbsp;É verdade, com você sempre em meus pensamentos eu me sinto menos sozinho. Desculpa por ser tão dependente.&amp;nbsp;Prometo que&amp;nbsp;se me foder não levarei você comigo. Se algo der&amp;nbsp;errado, deixarei você a salvo. Irei para o buraco sozinho. Estou tentando conservar minha alegria. Tirar ela de algum lugar. Minha principal fonte de alegria era você, mas você anda esquivo. Talvez ocupado demais pra mim.&amp;nbsp;Eu preciso de tão pouco pra ser feliz&amp;nbsp;e você parece que nega o pouco que peço. Preciso aprender a viver sem precisar tanto de você. É que acreditei nas coisas que você dizia. E achei&amp;nbsp;que nunca nada iria mudar entre nós.&amp;nbsp;Agora não vejo bem o caminho por onde estou indo. Vou adivinhando onde colocar os passos.&amp;nbsp;Tenho tanto medo da claridade quanto da escuridão. E tem me faltado luz pra entender. O difícil é pensar, com você sempre ocupando minha cabeça. Meu dia é esperar por um sinal seu. Claro que o problema sou eu. Eu não tenho&amp;nbsp; medida.&amp;nbsp;E nesses casos a queda é mais dolorida. Eu só queria te dizer que não sei onde estamos. Algumas coisas eu gostaria de dizer em particular, mas ultimamente anda meio difícil, não consigo te alcançar. Eu tentei te ligar algumas vezes. Queria te agradecer devidamente pelo presente que você me deu, e dizer que apesar de ter adorado, o melhor presente que recebi foi ter te conhecido. Queria também pedir desculpas pelo mal que causei. Pode ser que tudo o que você disse na sexta-feira ainda esteja valendo. Sim, sexta foi aquele dia que você disse que me amava, mesmo depois de ter terminado tudo. Só quero que você saiba, que não existe isso de estar pronto, ninguém nunca está ou nós nunca sabemos ao certo, e acho que se amamos realmente alguém precisamos acreditar e ir fundo. Sobre o futuro também não sei, só posso ter fé e desejar o melhor pra nós. Você muda muito, um dia me ama e no outro me odeia. Claro que nossa relação seria caótica, eu avisei desde o começo. E como sempre, já vou me desesperando na sua ausência. Acredito muito no que você me fala, mas quando você vai, tudo fica turvo e já não vejo as coisas como deveria.&amp;nbsp;Acho que você tem medo desse amor, eu entendo, porque eu também tenho. Mas vou me deixando queimar. Eu sei que não poderia deixar o que sinto me dominar tanto. Preciso aprender a tomar as rédeas da situação. Autocontrole. Mesmo com medo de perder tudo, eu preciso falar, se não me afogo com minhas próprias frases não ditas. Fui ver os preços das passagens e encontrei umas promoções. Acho que vai dar certo. &amp;nbsp;É por você que estou lutando. E essa batalha, tenho fé, me levara para perto de você. Ainda penso muito sobre como será nosso primeiro encontro de verdade. Sinto que está tudo mais próximo. E quando você ver a minha cara feia, lembre-se de que você me conhece por dentro, você viu minha alma, e talvez ela seja ainda mais assustadora que o meu rosto. O pior você já viu. Essa sua indecisão me machuca muito, mas vou mudar, vou tentar te deixar em paz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-43187560039444524?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/43187560039444524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/sobre-nao-saber-onde-estou-ou-estamos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/43187560039444524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/43187560039444524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/sobre-nao-saber-onde-estou-ou-estamos.html' title='Sobre não saber onde estou ou estamos'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4614601193679000574</id><published>2011-07-04T18:46:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T18:46:33.315-07:00</updated><title type='text'>Esse não é outro daqueles textos tristes que você odeia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu sei que&amp;nbsp;era pra você estar vindo à minha procura, afinal, foi&amp;nbsp;você que em um impulso quis terminar com tudo e praticamente me expulsou da sua vida. Eu não&amp;nbsp;aceitei bem. Nem um pouco. Foi como uma metralhadora disparada na cara. Não tenho&amp;nbsp;rosto sem você. Perdi um pouco do que sou.&amp;nbsp;Acho que me humilhei mais do que deveria. Tá, eu não fiquei rastejando. Eu só esperei uma boa explicação. Uma conversa decente. Busquei uma resposta, uma razão, porque achei tudo aquilo um absurdo, algo que não cabia em minha mão, nos meus planos. Eu fiz de tudo por você, passei a ficar mais tempo on line, contei para várias pessoas da família sobre nós, mudei muito, cresci ao seu lado. Perdi a vergonha de ser estranho e feio.&amp;nbsp;Aprendi que minhas esquisitices fazem parte da singularidade do&amp;nbsp;meu encanto, me fazem ser único.&amp;nbsp;Antes eu tinha medo de abraços. Eles me irritavam. Você conseguiu quebrar uma barreira em mim. Você foi um dos poucos que tiveram meu coração.&amp;nbsp;Faz tempo que não o vejo, não sei se&amp;nbsp;você anda&amp;nbsp;ocupado demais&amp;nbsp;ou se esconde.&amp;nbsp;Não sei do que&amp;nbsp;você está fugindo. Não sei se é do amor ou de mim.&amp;nbsp;Pode ser que você&amp;nbsp;esteja se distanciando para ter certeza do que sente. O foda é que eu sempre tive certeza. Eu sabia desde a primeira vez&amp;nbsp;que disse "eu te amo". Se eu não tivesse certeza, não teria dito. Não sou bom em joguinhos. Parece que as pessoas quando estão em um relacionamento devem agir de determinado modo para que o outro aja de acordo ou faça o que o primeiro quer. Algo como querer manipular. Algo como nunca fazer o que realmente está sentindo vontade de fazer. Eu não&amp;nbsp;sou assim. É pra ligar no dia seguinte? Eu ligo. Se estou com saudade, eu&amp;nbsp;digo.&amp;nbsp;Se preciso, falo. Não prendo as coisas aqui dentro.&amp;nbsp;Eu devo ser algum tipo de maníaco depressivo ou sei lá. É que logo quando penso estar bem, a solidão vai me congelando nessa coisa dura e petrificada, onde meu coração mais para do que desliza ou bate. As batidas são o pior, pancadas certeiras. O que me daria conforto? Sua voz. Seu calor. Eu bem que queria ser ensolarado como você. Eu sou bem legal, sou bom,&amp;nbsp;sou bem humorado, mas a solidão vai me roubando tudo. Apenas um telefonema seria a cura. Sua voz bem lá dentro do meu ouvido. O ronco antes do vibrar do celular que não sai do meu bolso ou de baixo do travesseiro à noite quando tento dormir e a saudade não deixa. E as mensagens que escrevo pra você quando eu saio pra alguma festa ou encontro os amigos, sempre há algo que só quero dividir com você e saio do meio de todos, vou pra algum canto ou banheiro e fico lá, digitando mensagens que salvo nos rascunhos e não envio. Ás vezes por não querer te incomodar ou por falta de créditos mesmo. Preciso do dobro de esforço pra respirar agora. O dobro de força pra viver. Eu preciso ter o dobro da força que já não tenho. Você sabe que fraquejo. Se não o sofrer não seria tanto. Se eu tivesse essa força toda, eu estaria rindo agora e não doendo. Meus textos ultimamente se resumem em: Por favor, não me abandone porque não vivo sem você. Mas eu não quero ser esse parasita que implora por um amor que não sei se vem ou se vai pra sempre.&amp;nbsp;Só não quero que você fique comigo por pena. Eu preciso de amor e não piedade. Só quero que quando eu esticar o braço eu alcance sua mão, porque então se eu cair você pode me segurar. Só preciso estar ao alcance dos seus braços. Não tem nada mais clichê do que dizer que se está morrendo de amor, mas eu digo exatamente o contrário, o amor me acordou a vida. Guardo com carinho toda a preciosidade do que tivemos e tentarei de todas as formas evitar que esse seja um ponto final. Ainda nem começamos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4614601193679000574?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4614601193679000574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/esse-nao-e-outro-daqueles-textos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4614601193679000574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4614601193679000574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/esse-nao-e-outro-daqueles-textos.html' title='Esse não é outro daqueles textos tristes que você odeia'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1366938204226476239</id><published>2011-07-03T16:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T16:17:27.852-07:00</updated><title type='text'>As coisas que preciso fazer para tentar evitar sofrer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Parece que estacionaram um trator em cima do meu&amp;nbsp; peito. Sinto apertar. Vai pesando. Não tenho muito pra onde ir. Há algumas coisas que preciso fazer para não sofrer tanto. Preciso&amp;nbsp;parar de só pensar em você, porque já não moro aqui, moro onde você está.&amp;nbsp;Preciso controlar minha ansiedade. Preciso não exagerar nesse amor. Preciso ser mais equilibrado. Preciso aprender a cobrar sem cobrar. Preciso aprender que as pessoas não são o que eu quero ou penso que elas são, as pessoas são o que são e só mudam ou evoluem se realmente quiserem. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Coisas foram ditas e me fizeram acreditar. Você falou que precisava de tempo e talvez voltasse atrás. Dias atrás&amp;nbsp;você disse que não tinha tempo a perder. Conflito de afirmações. Dei algum tempo e você veio dizendo que me ama e acha que sempre vai amar.&amp;nbsp;Não falou em voltar o namoro, só disse que eu sou bom demais e que talvez você não esteja pronto. Talvez eu não devesse ficar sentado esperando. Você disse que sentiu minha falta. Eu senti bem mais que falta, senti saudade. Eu não disse muito, deixei você falar. Há coisas que eu digo tanto, de tantas formas, que&amp;nbsp;ás vezes nem preciso de palavras. Você disse que sentiu ciúmes. Eu não sei se isso é bom ou ruim, mas pelo menos mostrou que você se importa. E eu achando que você não me amava mais. Você está viajando, e durante esse&amp;nbsp;tempo sem você, eu sou peixe fora d'água. Na minha cabeça minhocas&amp;nbsp;me distraem. Uma delas me disse que você está aproveitando esse tempo longe de mim para trepar com o maior número de pessoas possível. Eu disse pra ela que espero que você pelo menos esteja usando preservativos. Uma delas me disse para fazer o mesmo. Porém eu não consigo. Primeiro sou fiel ao que sinto, o corpo fica em segundo plano, mesmo tendo as mesmas necessidades que você. &amp;nbsp;O que importa é o dentro. Eu saio da lanchonete quando aquele cara que ficou me encarando se aproxima. Eu ignoro o negão que ficou de olho em mim no banheiro da festa. Eu ignoro automaticamente. Nem me esforço. Porque sei o que quero.&amp;nbsp;Enquanto eu estiver amando você, só posso ser seu. E se você não quer, preciso de um tempo, preciso tentar esquecer, pra depois poder ser de outro. Ás vezes parece que você não vai voltar e minha solidão sem você é mesmo pior. Ás vezes parece que você tem raiva porque me ama. Ás vezes parece que só tem raiva. Ás vezes parece que só me ama. Parece que você tem raiva por não controlar o que sente por mim. Você falou sobre destino, eu só sei que algo no universo vem me dizendo que precisamos estar juntos. Esse tempo da espera é dolorido. No momento não estou permitindo doer.&amp;nbsp;Não permito dúvidas. Porque a dúvida dói.&amp;nbsp;Eu sei que não deveria me expor tanto, mas é tão bom correr nu por essas linhas.&amp;nbsp;Alguém precisa tirar esse trator de mim e acho que só você é capaz.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1366938204226476239?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1366938204226476239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/as-coisas-que-preciso-fazer-para-tentar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1366938204226476239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1366938204226476239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/07/as-coisas-que-preciso-fazer-para-tentar.html' title='As coisas que preciso fazer para tentar evitar sofrer'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7020520590022381569</id><published>2011-06-30T18:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-30T18:59:45.156-07:00</updated><title type='text'>A carta ou Os hipopotamos ainda não foram cozidos em seus tanques</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Escrevi uma carta durante a madrugada.&amp;nbsp;O choro escreveu. Tava meio bêbado. Meio bêbado não, totalmente embriagado. Sem achar sono. Sem achar explicação. Porque tudo que você me disse não fez sentido algum pra mim. Ainda tento apagar da memória aquele telefonema. Tudo naquela noite parece um borrão, surreal e chuvoso. Nunca esperaria o pé na bunda. Virava na cama com dores internas&amp;nbsp;tão profundas que inalcançáveis. Não deveria ter feito isso, não deveria ter escrito nenhuma carta. Sou um pé no saco. Você tem o direito de não me querer mais. Eu passei a noite escrevendo. Agora nem lembro bem o que escrevi. Pode ser que o conteúdo da carta piore ainda mais a imagem que você tem de mim. Não se engane, o vilão sou eu. Eu tenho algo de esgoto em mim. Algo do podre do mundo. O presente do dia dos namorados que tu me mandou chegou. Eu nunca havia ganhado nada de dia dos namorados porque nunca havia tido um. Ainda estou lendo o livro, estou gostando. Gostei da carta também, você disse coisas que foram importantes, coisas que eu precisava muito saber. O pé na bunda que você me deu doeu demais, porque eu não esperava. E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques. Agora Jack Kerouac e Burroughs me fazem companhia, assim como o disco da Amy Winehouse. Talvez eu não tenha agradecido o presente da maneira adequada. Eu tentei te ligar naquela tarde, antes de tudo isso acontecer, mas não consegui, caiu na caixa de mensagens. Tudo que havia pra ser dito já foi. Logo de manhã eu corri até o correio e mandei essa tal carta que foi escrita no desespero de perder meu bem mais precioso, com o álcool como combustível e com muita chuva no vidro dos olhos. Homens não deveriam chorar assim. Mandei a carta antes mesmo de entender tudo. Antes mesmo de saber que você já não me ama. A carta já está a caminho. Não há como evitar isso.&amp;nbsp;Eu achei que você estivesse zangado comigo. Mas não, agora você está feliz. Você pode ficar com quem quiser e parece que você prefere a quantidade do que a qualidade e eu&amp;nbsp;não te culpo por isso. Você tem mesmo que aproveitar a vida. Você disse que sua meta era ser meu marido e&amp;nbsp;eu acredito que você queria mesmo. Mas sempre tem coisas que atrapalham. E você não está pronto para algo tão sério, talvez nem eu&amp;nbsp;esteja. Talvez eu tenha tentado forçar uma evolução antes do tempo. Talvez&amp;nbsp;eu quisesse pular etapas pra te ter mais perto e acabei te afastando. Você disse que se eu fosse te visitar tu me estrangularia. Disse que nunca havia sofrido tanto por alguém, nunca havia chorado tanto. Eu digo o mesmo. Eu acho que nunca havia amado realmente alguém antes de você aparecer,&amp;nbsp;e agora sei que o amor é uma coisa perigosa.&amp;nbsp;Você disse que eu te odeio. Eu nunca te odiei, nunca mesmo. Nem quando estava com raiva de&amp;nbsp;você por algum motivo bobo. Só quero que você entenda que ser fiel à alguém não significa não ser livre.&amp;nbsp;Ter alguém só pra você. A&amp;nbsp;certeza desse amor&amp;nbsp;é uma forma de liberdade. Não adianta querer&amp;nbsp;amar várias pessoas ao mesmo tempo, assim você acaba não amando&amp;nbsp;ninguém. E, de certo modo, você se acostumou a ser de todos.&amp;nbsp;E isso também é uma prisão.&amp;nbsp;Você me odeia porque eu te entendo melhor do&amp;nbsp;que deveria. Eu sei o que faz. Eu sei quem você é. Eu vejo tudo. Você não consegue se esconder de mim, porque no fundo somos iguais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7020520590022381569?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7020520590022381569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/carta-ou-os-hipopotamos-ainda-nao-foram.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7020520590022381569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7020520590022381569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/carta-ou-os-hipopotamos-ainda-nao-foram.html' title='A carta ou Os hipopotamos ainda não foram cozidos em seus tanques'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4406605533167572424</id><published>2011-06-29T06:08:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T07:05:15.511-07:00</updated><title type='text'>O fim da festa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 27px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Todo mundo tem o deus e o diabo no corpo. Em mim não sei qual prevalece. Em mim eles brigam. Tentei me perder numa pista de dança. Tentei me perder num copo. Queria perder o medo de uma vez por todas. Me perder é sempre uma saída. Talvez a saída mais fácil. Eu juro que nunca pensei em terminar o namoro. Meu amor não permitia dúvidas. Eu tinha certeza do meu sentimento por você. Provavelmente agora você me odeia. Fui eu mesmo que provoquei isso. Eu sou desastrado. Eu não sou fofo, eu tenho espinhos. Falei coisas que não devia. Talvez eu tenha me expressado mal. Meu amor nunca mudou. Eu saí pra beber, sai pra tentar qualquer coisa que me anestesiasse. Queria você aqui. Um abraço. Você sabe que o que eu preciso é alguém que me diga o que fazer, porque na verdade eu não sei. Sempre vou longe demais. A festa estava uma droga. Forró é uma dança estranha ao meu corpo. Festa de santo não me agrada. Eu bebi demais. Bebi quase até perder a consciência. Recebi uma ligação. Sim, era você mesmo. Eu fiquei super feliz, sai correndo da festa para poder te ouvir melhor. Perguntei se estava tudo bem e você disse que não. Eu gelei. Você disse que só havia ligado para dizer que havia me deletado de sua vida. Disse também que era a última vez que você me ligaria. Eu tentei te convencer a não fazer isso. Mas você desligou. Eu fui embora. Tentei te ligar a noite toda. Meu mundo caindo novamente. Fiquei escrevendo. Fiquei tentando entender. Fiquei com medo. Fiquei sozinho mais uma vez. Soquei a parede. Meus dedos ainda doem. Acho que quis doer por fora, para tentar esquecer a dor de dentro. Sabe quando uma festa inteira para você é só estar com uma&amp;nbsp;única&amp;nbsp;pessoa? Então, minha festa é você. E parece que minha festa acabou.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4406605533167572424?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4406605533167572424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/o-fim-da-festa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4406605533167572424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4406605533167572424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/o-fim-da-festa.html' title='O fim da festa'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5145202145916164413</id><published>2011-06-28T17:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T17:16:07.455-07:00</updated><title type='text'>Da carência à violência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Carência é uma doença. Uma coisa que&amp;nbsp;me trava.&amp;nbsp;Uma coisa que&amp;nbsp;me impede de ser feliz. Tá, eu posso não ser bom, mas se eu não sou bom, você é o quê? Fico preso. Dolorido.&amp;nbsp;Não consigo me afastar. Eu não presto para amar.&amp;nbsp;Você precisa saber que amar é uma reponsabilidade muito grande. Eu não consigo controlar nada. Desculpe-me se estou fazendo as coisas darem errado. Eu sempre estrago tudo.&amp;nbsp;Esse sou eu. Meu bom humor costumeiro sumiu. Agora o que sobrou é&amp;nbsp;uma sombra. Uma sombra do que fui. Você dizia que me ama. Você costumava mandar mensagens de texto desejando-me um&amp;nbsp;bom dia. Parece que já não se importa tanto. Agora que me tem nas mãos, só quer esmagar até o último osso.&amp;nbsp;Você pode ouvir o som dos meus ossos se quebrando? É um estalar ensurdecedor. O problema é que estou sempre muito ocupado sofrendo e perco qualquer chance de ver alguma&amp;nbsp;coisa boa. Minha autoconfiança&amp;nbsp;se esconde justo quando eu mais preciso dela.&amp;nbsp;Me disseram que o medo é uma coisa da nossa cabeça. É,&amp;nbsp;deve ser mesmo. Eu reclamei com a minha mãe dizendo que alguns amigos haviam se afastado de mim. Ela falou que eu afasto as pessoas.&amp;nbsp;Ela não&amp;nbsp;está com a&amp;nbsp;razão. Eu não afasto as pessoas. Talvez o faça&amp;nbsp;involuntariamente, porque preciso de muita atenção, e exijo demais de quem não tem muito pra dar. Me venderam sonhos e agora não sei o que fazer com eles. Chorar não consigo mais. Só fica aquilo que não cabe dentro querendo sair. Aí vou perdendo o controle que sempre me falta. Mil coisas que me faltam. Não pense que quero te afastar, porque você é a pessoa que quero mais perto. Tá, eu roubei essa frase de uma música do The XX, mas tá dizendo tudo. E é verdade. Só me perco porque você some e não me aponta a direção.&amp;nbsp;E me deixa uma pontinha de&amp;nbsp;ódio em meio&amp;nbsp;a todo esse amor.&amp;nbsp;Cansei de ser ferido. Eu também sei chutar. Você sempre disse que eu sou frio demais, mas quem baixa minha temperatura é você mesmo.&amp;nbsp;Pois é, agora congelei.&amp;nbsp; Eu não presto. Estou dando tiros. Saia da frente que a próxima testa pode ser a sua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5145202145916164413?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5145202145916164413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/da-carencia-violencia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5145202145916164413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5145202145916164413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/da-carencia-violencia.html' title='Da carência à violência'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8596415965949776165</id><published>2011-06-27T07:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T07:59:46.850-07:00</updated><title type='text'>Meu príncipe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O meu príncipe demorou para aparecer. O meu príncipe não usa coroa, ele não precisa de uma. Meu príncipe sabe tudo sobre o seu reino, mas não revela. Meu príncipe já me deu múltiplos orgasmos, mesmo sem saber disso. Meu príncipe eu ainda não vi de perto, só de longe, vozes e frases. Meu príncipe gosta de ter amigos putos e ver sites pornográficos. Meu príncipe não gosta do modo como sou. Meu príncipe disse que eu sou chato. Meu príncipe some por dois dias inteiros e reaparece como se nada tivesse acontecido. Meu príncipe não sabe alguns limites e acaba me machucando. Meu príncipe&amp;nbsp;gosta de ter bajuladores ao redor, sempre dando em cima, talvez para se sentir amado. Eu que não sou ciumento, aceitei por um tempo, mas já não posso mais. Meu príncipe leva o sexo na brincadeira. Meu príncipe talvez preferisse que eu fosse como um desses putos que ele tem como amigo no Orkut. Meu príncipe parece não me entender. Meu príncipe morde pedaços generosos do meu coração e cospe os pedaços por ai. Meu príncipe me tem e não valoriza. Meu príncipe me tem e é&amp;nbsp;a mesma coisa que nada. Meu príncipe pensa que a vida é um grande brinquedo. Meu príncipe se esquece de mim muito fácil. Meu príncipe um dia diz coisas lindas e no outro me chuta. Meu príncipe era para estar aqui agora. Meu príncipe fala uma coisa e faz outra. Meu príncipe me deve muitas coisas.&amp;nbsp;Meu príncipe me assusta ás vezes. Meu príncipe nem é príncipe. Meu príncipe já teve vários namorados e eu só tive ele. Meu príncipe&amp;nbsp;é meu até que me provem o contrário. Meu príncipe tem medo de me amar. O meu príncipe gosta de contos eróticos. Meu príncipe gosta de falar com estranhos sobre sexo. Meu príncipe gosta de ver fotos de estranhos nus. Meu príncipe tem vários defeitos. Meu príncipe não esconde os defeitos e isso é uma qualidade. Meu príncipe precisa me mostrar que posso confiar mesmo nele, porque&amp;nbsp;se não, eu posso acabar aqui. Meu príncipe&amp;nbsp;se revela estranho a cada dia. Meu príncipe muda muito.&amp;nbsp;Ás vezes parece que meu&amp;nbsp;príncipe só quer me comer. Ás vezes parece que só quer ter alguém que o ame sem devolver&amp;nbsp;o mesmo amor. Ele&amp;nbsp;não quer ter responsabilidades.&amp;nbsp;Meu príncipe não sabe que tenho cicatrizes profundas que doem até quando rio. Meu príncipe precisa saber que eu sempre entro em becos sem saída. Meu príncipe precisa saber que eu sofro de carência crônica. Meu príncipe precisa saber que desde o primeiro momento eu soube que ele era o cara certo pra mim. Meu príncipe é mais parecido comigo do que ele imagina, só que os monstros que o atormentam, eu já venci, estou no nível dois, ou, talvez, no chefão. Meu príncipe não precisa mudar por mim, ele tem que mudar por ele mesmo. Meu príncipe ainda está preso em alguma torre bem longe daqui. Meu príncipe não sabe, mas assim como ele, eu tenho uma bagagem cheinha de traumas. Meu príncipe precisa guardar todas as vontades dele para mim. Meu príncipe precisa&amp;nbsp;ter uma coisa que implora sempre por mim, pois eu sinto isso por ele.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Meu príncipe precisa saber que eu não entendo nada por isso me apavoro, ou pode ser o contrário, pode ser que eu entenda muito bem e por isso temo. Meu príncipe precisa saber que sou grotesco demais para ser gay e mesmo assim sou. Meu príncipe precisa saber que eu sou um problema que quer ser solução. Meu príncipe acha que meus textos são&amp;nbsp;complicados e macabros. Meu príncipe quer me curar e salvar. Meu príncipe não vê que ele também precisa ser curado&amp;nbsp;e que&amp;nbsp;eu poderia ajudá-lo. Acho que meu príncipe não precisa de mim como eu preciso dele. Meu príncipe é para mim uma fonte inesgotável de inspiração. Meu príncipe é meu muso. Meu príncipe já tem servos demais e não precisa de outro, talvez precise de um rei. Meu príncipe vai se cansando de mim. O&amp;nbsp;meu príncipe não veio de cavalo branco. Meu príncipe ainda não veio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8596415965949776165?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8596415965949776165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/meu-principe.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8596415965949776165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8596415965949776165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/meu-principe.html' title='Meu príncipe'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4807320006080505973</id><published>2011-06-25T17:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T17:35:31.590-07:00</updated><title type='text'>Um palco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esse sou eu subindo em um palco. Sempre expondo uns pontos negativos meus. Sempre me deixando com cara de bobo na frente de todo mundo. Só assim me mostro humano e falho. Essa noite uma coisa me toma o couro da alma. A pele e a essência do coração, o amor lento que escorre por entre poros. Algo fica me pinicando aqui dentro. Um alerta. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O amor me deu a ira ou algo de revolta. Me mostrou que não sou bom o suficiente e talvez nunca serei. Você só quer saber que sou seu, mas eu não recebo muito em troca. E um medo de não ter pra onde ir sempre me vem e me diz algo que me assusta. É que pensei em casamento. Pensei em algo eterno. Meu amor é duradouro. Mas chega um momento que seus erros já não podem ser ignorados. Você precisa acertar. Você diz que o que você fez, não&amp;nbsp;tirou nenhum pedaço meu. Sempre tira. Sempre algo cai. Sempre perco algo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Perco pedaços. Quando magoado eu sempre perco&amp;nbsp;pedaços e, se não do coração, é do meu sentimento por você. Vou perdendo qualquer vestígio de sanidade e de esperança. Faço exigências. Eu quero que você cresça, mas parece que você não quer crescer. É que quando você me da suas patadas, eu me sinto um lixo.&amp;nbsp;Não sei ainda quantas chances te darei&amp;nbsp;para me provar que todo o sacrifício que eu faço vale à pena, que você realmente me ama, e que leva tudo isso a sério. Porque amar é sacrifício.&amp;nbsp;Outro dia uma coisa boba passou pela minha cabeça, a&amp;nbsp;hipótese&amp;nbsp;de estar morto. Tá, foi só uma fração de segundos. Mas esse texto não é sobre isso.&amp;nbsp;Sempre quando penso na morte, eu imagino&amp;nbsp;como ficariam minhas redes sociais. Será que meus amigos da internet dariam por meu sumiço? Não sei ao certo. O que seria do meu orkut, msn, twitter, facebook, myspace, e todos meus três blogs? Será que fariam alguma falta? Provavelmente não. O problema é que perco tanto tempo on line que não sei se vale à pena. Minha mãe e&amp;nbsp;familiares sofreriam&amp;nbsp;por algum tempo e depois seguiriam suas vidas.&amp;nbsp;Você, meu amor, talvez pensasse que eu apenas desisti dessa vida, deixei a internet de lado, e abandonei você. E eu estando mortinho, não poderia explicar nada, eu que gosto de tudo explicadíssimo e em seus devidos lugares, para evitar de causar ainda mais confusão do que já tenho.&amp;nbsp;Quanta vida eu estou perdendo lá fora? O que eu poderia fazer em vez de ficar sentado em frente ao computador durante 5 horas diárias? Eu pensei em sair da frente do computador, mas não tenho pra onde ir. Onde é meu mundo? Por enquanto é aqui. Tentei ligar para quase toda minha lista de contatos do celular e ninguém atende. Mentira, um cara atendeu, era número errado. Sim, uma amiga me passou o número errado. Não sei se foi propositadamente ou não. Mas tanto faz. Ás vezes chama chama e ninguém atende. Ás vezes cai direto na caixa de mensagens. Sento&amp;nbsp;em frente a uma tela e penso estar diante de uma platéia.&amp;nbsp;Sob uma luz intensa que quase me cega.&amp;nbsp;E vou&amp;nbsp;sentindo o calor de pessoas que nem conheço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4807320006080505973?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4807320006080505973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/um-palco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4807320006080505973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4807320006080505973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/um-palco.html' title='Um palco'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4837905549859798421</id><published>2011-06-23T17:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-23T18:56:59.001-07:00</updated><title type='text'>Tentando construir o que chamam de autoestima</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;sans-serif&amp;quot;&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Hoje acordei com aquela coisa que sentimos no estômago, sabe? Não, não é fome.&amp;nbsp;É aquele frio. Uma ânsia que não é&amp;nbsp;doença. É de coisa mal resolvida. De dúvida e&amp;nbsp;medo. Talvez seja outro tipo de fome, não sei. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Estou aqui para tentar achar o amor próprio que não me ensinaram a ter. Ou que perdi. Ou esqueci onde guardei. Estou aqui para recompor um eu que precisa existir antes do nós. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;sans-serif&amp;quot;&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Me disseram que namoro on line não exige fidelidade. O que posso fazer se não me passaram nenhum manual? Não consigo ser infiel nem on line. E espero que você também não seja. Você me acha besta? Deixa eu ser besta, eu tenho esse direito. &amp;nbsp;E o que dizem de mim? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;sans-serif&amp;quot;&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;As pessoas tem mania de me chamar de fofo. Fui chamado até de puro. Da pra imaginar?&amp;nbsp;Não sei o que querem dizer com isso. Entristeço fácil. Basta me deixar cinco minutos sozinho. Basta me soltar demais. E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;sans-serif&amp;quot;&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;u sempre fui louco, nunca escondi isso de ninguém. Sou louco por ser livre assim. Porque não peço autorização, eu vou e faço, e que se dane. Não há horários que me prendem. Não há trabalho. Não há casa. Não há estradas. Posso criar meus próprios caminhos, meu tempo, meu lar em qualquer lugar.&amp;nbsp;Posso e faço. Se você me ama venha comigo, se não me ama, siga seu caminho e seguirei o meu. Não vou ser mais dependente. Não sou tão ingênuo quanto pensa.&amp;nbsp;Estava sendo um alvo fácil. Vomite meu coração que você comeu. Isso simplesmente já foi longe demais, já não é saudável.&amp;nbsp;Os restos&amp;nbsp;que&amp;nbsp;meu coração se tornou.&amp;nbsp;Eu sei ser triste. Eu já estou acostumado nesse mundo. O segredo para ser feliz talvez seja desistir de buscar a felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Felicidade deve ser um riso eterno por dentro. Por enquanto eu só acumulo lágrimas. O amor me confunde. Deixa meu destino ainda mais incerto. Me tira o sono. Me coça o dentro do&amp;nbsp;umbigo.&amp;nbsp;De novo as oscilações de humor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;&amp;quot;sans-serif&amp;quot;&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Preciso voltar a ser inteiro. Não preciso de suporte para ficar em pé. Me jogo e deixo que o rio me leve. Sou mais eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4837905549859798421?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4837905549859798421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/tentando-construir-o-que-chamam-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4837905549859798421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4837905549859798421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/tentando-construir-o-que-chamam-de.html' title='Tentando construir o que chamam de autoestima'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7092366719373358041</id><published>2011-06-22T07:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T07:43:54.846-07:00</updated><title type='text'>E quando nos encontramos... (parte 5)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele me deu um beijo. Ali mesmo na padaria, sem se importar com nada. O beijo era tão necessário que não importava o resto. Os garotos que costumam ficar na esquina próxima a padaria, não estavam ali, um bando de sem o que fazer. Se estivessem, já teriam se manifestado ao verem o beijo. Diriam alguma&amp;nbsp;coisa sem graça e todos cairiam na risada. Uma forma de expor o que é diferente e esconder que eles são todos iguais. Não sei se eles entenderiam, não sei se me incomodo com isso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tentei distraí-lo para que não reparasse na simplicidade da padaria e da minha casa. Com certeza era bem mais simples do que ele imaginava, mas ele não demonstrou nada, pra mim de qualquer forma era óbvio. Ele parecia bem confortável, meio cansado por conta da viagem, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;cheio de amor, vontades e sonhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Saímos para uma caminhada à tarde. Eu e ele pelas ruas de Belmonte, da para acreditar?&amp;nbsp;Caminhar para mim sempre foi a solução para todos os problemas. Sempre penso melhor andando.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Antes, um almoço em família, onde meu irmão e minha mãe conheceram o tão famoso L., de que tanto havia falado. Todos gostaram dele, pelo menos aparentemente. Nenhuma palavra torta nem nada do tipo.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Talheres e&amp;nbsp;pratos. Copão cheio de coca-cola. Brinde. Digestão. Passeio pela tarde a caminho da praia. Sorrisos. Beijos. Mão com mão. Ter alguém que esteja ali para segurar sua mão quando você precisa é algo tão precioso. Tão raro. Na praia fomos bem longe, corremos chutando a água.&amp;nbsp;Ele lá do fundo gritando meu nome. Os pés afundando na areia. Mar. Sempre ondas. Roupas jogadas pelo chão. Estávamos mergulhos.&amp;nbsp;Nus pela água salgada. Talvez um pouco de sexo. Era foda estar tão dependente dele para ser feliz. Era foda saber que já não poderia viver sem ele. Amar é tão arriscado quanto ter uma arma apontada para sua cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na volta, muita fumaça. Aquela coisa ardendo dentro das narinas.&amp;nbsp;Alguém havia colocado fogo em um dos campos que há nas laterais da estrada que nos leva até a praia. Demos uma corridinha para sair do pior.&amp;nbsp;Ele riu, achou engraçado o meu jeito de correr. E depois, a noite, um jantar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;No centro encontrei alguns amigos e apresentei meu namorado, ou seria noivo? Eles se surpreenderam com a revelação. Ninguém espera a verdade assim tão na cara.&amp;nbsp;O hábito da mentira é tão presente em todos nós que qualquer vestígio de verdade nos assusta. Mas&amp;nbsp;não passou de um susto. Todos receberam&amp;nbsp;a novidade muito bem.&amp;nbsp;Qualquer exagero era desnecessário. Sabíamos que nos pertencíamos e isso bastava. Apenas algumas carícias singelas em olhares e toques. Demonstrações de afeto em público nunca foram meu forte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;No primeiro dia jantamos só nós dois. Eu que só queria seu riso. Ouvir sua risada. Seu lábio no meu como uma parte de mim. Uma parte de mim que vive fora.&amp;nbsp;Ele era a melhor parte de mim. Marcaríamos um jantar com os amigos ou alguma festa para dia seguinte.&amp;nbsp;Foi então que ele disse&amp;nbsp;o objetivo dele ter vindo até mim. Ele queria me levar com ele. Me levar para morar com ele. E não aceitaria uma resposta negativa. Ele disse que tinha certeza que me amava. E disso eu também tinha certeza, eu poderia ser inseguro em tudo, mas minha única certeza era do meu amor por ele. Não havia erro aí. Era isso e pronto. E disso ele sabia. Ele sabia que era minha cura. E eu sabia também que de certa forma era a cura dele. Nos completávamos por sermos tão iguais e diferentes ao mesmo tempo. Ás vezes eu imaginava o que meus amigos ou alguns conhecidos meus de Belmonte estavam pensando de tudo aquilo. Aposto que pensavam em como alguém esquisito como eu conseguiu um namoro bonitão e gente boa, aposto que pensavam que eu fiz algum tipo de macumba. Não me importava demais com isso. Meus dias ali estavam contados e eu precisava focar na alegria imensa que eu sentia. Não poderia estar em outro lugar. Só ali, ao lado dele, nenhum pensamento distante, só os que encontravam com os dele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Minhas manifestações de carência estavam menos frequentes agora que eu tinha alguém que estava por mim. Sempre fui de esconder sentimentos, então em um momento qualquer, virei o contrario, precisava&amp;nbsp;me expor para&amp;nbsp;me sentir bem.&amp;nbsp;É tão clichê falar de amor, tão&amp;nbsp;óbvio e tão inevitável.&amp;nbsp;L. chamou minha mãe para conversar. Disse que queria casar comigo e me levar dali. Disse&amp;nbsp;também que se ela quisesse poderia vir morar conosco futuramente.&amp;nbsp;Ela ficou pasma. Engoliu em seco. Concordou baixinho, quase discordando, afinal era difícil&amp;nbsp;para ela viver distante de seu caçula.&amp;nbsp;Para mim também não foi fácil. Não sei quantos nós aqui dentro.&amp;nbsp;Mas eu precisava&amp;nbsp;&amp;nbsp;de uma vida para chamar de minha e era essa a oportunidade que eu esperava para finalmente começar uma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7092366719373358041?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7092366719373358041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/e-quando-nos-encontramos-parte-5.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7092366719373358041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7092366719373358041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/e-quando-nos-encontramos-parte-5.html' title='E quando nos encontramos... (parte 5)'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-188234710096929824</id><published>2011-06-21T07:09:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T07:18:53.614-07:00</updated><title type='text'>Coisas que me escapam</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não preciso dizer que te amo toda hora para você saber disso. Mas você precisa me dizer o tempo todo. Não tenho a segurança que você tem. Meu chão é feito de água. Por isso afundo. De qualquer modo, essas quedas estão cada vez mais raras. De algum modo você mexeu em minhas estruturas e já consigo me equilibrar. Gosto que me expliquem tudo. Mesmo que já tenha entendido, só para eu&amp;nbsp;confirmar o que&amp;nbsp;já sabia. Essa minha voz de cavalo relinchando. Esses coices. Pessoas que gostam do óbvio não estão prontas para mim. Eu prefiro o inusitado. Eu sou&amp;nbsp;algo que é apenas&amp;nbsp;por ser. E meus olhos?&amp;nbsp;Eles buscam um apoio e sempre param onde não devem. Eu disse que o povo acha a praia daqui feia. Eu disse que eu sou igual a ela. Ele disse que não existe praia feia. Disseram que eu precisava mudar meu cabelo. Foda-se meu cabelo. Como se isso importasse. Como se o corte do cabelo mudasse quem eu sou ou me tornasse menos feio.&amp;nbsp; Só sei que&amp;nbsp;o amor me da força pra buscar uma beleza em mim, um qualquer paraíso. De comer amor? Como vivo?&amp;nbsp;Sei que me alimento de você. E você, que&amp;nbsp;parece tão lindo que não existe. Só vendo mesmo pra cair a ficha.&amp;nbsp;Enquanto eu,&amp;nbsp;involuntariamente&amp;nbsp;mato de susto. Vou coçando até sangrar. Estranho seria se eu não estivesse confuso.&amp;nbsp; Parece que as pessoas querem me ver sofre. Everybody wants to kick me. Esse amor é feito balões no ar, vai subindo e não alcanço. Essas coisas sempre me escapam. Se tu soubesses o quanto te amo, talvez me levasse mais a sério. Ou então, me julgaria um louco de pedra. Porque amar assim tão completamente é sempre loucura. Pode ser que algumas pessoas não entendam o que eu estou querendo dizer, só quem ama sabe, só quem está perdidamente e perigosamente apaixonado. Para amar precisamos perder um pouco da racionalidade. Eu só espero que esse namoro não seja apenas uma fuga pra você. Uma espécie de vontade. Algo que você não consegue realizar na vida real por medo, ou vergonha, e recorre a internet. Isso pra mim é a vida real e levo tudo muito a sério. Nós existimos. Acho que o amor muda as pessoas, e acho que eu já estou mudando. Estou cuidando do que temos. Não queria me perder tanto, mas quem controla o amor? Ninguém. Quando fecho os olhos já vejo um anel em meu dedo. Um anel que você me deu. Ao abrir os olhos ele&amp;nbsp;fica invisível, mas posso sentir seu peso, e isso me conforta. Não queria que você tivesse consciência do poder que tem sobre mim. Mas o que posso fazer? Já te pertenço. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-188234710096929824?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/188234710096929824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/coisas-que-me-escapam.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/188234710096929824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/188234710096929824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/coisas-que-me-escapam.html' title='Coisas que me escapam'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3938402517029538070</id><published>2011-06-18T16:19:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T16:22:59.095-07:00</updated><title type='text'>Vítima de um estupro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Quero quebrar narizes.&amp;nbsp;Só pra ter o prazer do sangue em minhas mãos. Só pelo prazer de cometer um delito. Crime maior é ficar imóvel. Acho que comi muita maconha. Hoje acordei meio non sense. Arrotando whisky e cheirando o pó dos móveis. Pensei&amp;nbsp;que fosse um&amp;nbsp;lobisomem e a moça gostosa se recusou a me chupar porque eu tinha muitos pêlos. Preciso parar de ficar bukowskiando. Achei que fosse uma barata meio morta sangrando branco e assustando o moço loiro. Senti alguém mastigando minha orelha, ela não se desfazia e os dentes eram insistentes e não me deixavam em paz, queriam me comer. Pensei que pudesse passar impune por ser o que sou. Pensei que não notariam. Um fim de estrada sempre precisa de alguns atropelamentos.&amp;nbsp;É que sempre tem alguém que está prestando atenção em você, justo quando você se sente a vontade para coçar o saco ou enfiar o dedo no nariz. Acho que já ficou claro que sou feio. E ser feio não é defeito. Eu me orgulho do feio. Me orgulho de todas as minhas falhas. Vou crescendo.&amp;nbsp;Quero quebrar tudo aquilo que me quebraram. O pescoço danificado.&amp;nbsp;No tapete encontraram uma mancha de sangue, cheiro de vinho no ar, um rastro vermelho em tudo. Esse besta aqui não existe mais. Esse idiota encontrou uma resposta e essa resposta a partir de hoje é &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;Eu esperava um inferno se transformar&amp;nbsp;em paraíso, mesmo sabendo que milagres não existem. Eu que nunca li nenhum livro sagrado, porque eles nunca falaram a minha língua, prefiro pornografia barata ou histórias em quadrinhos. Quero tudo que me tomaram. Quero tudo de volta. Tudo isso que levaram faz muita falta aqui. Eu que já tinha tão pouco. Estou aqui para exigir o que é meu por direito. Não sei de onde vem essa raiva de qualquer coisa. Tenho certeza que não&amp;nbsp;é raiva de você.&amp;nbsp;Nem das coisas que tenho certeza e nem digo. Pois tem coisas que se não ditas talvez nem existam. Eu vejo o que não ninguém&amp;nbsp;vê.&amp;nbsp;Eu sinto o que&amp;nbsp;ninguém sente. Eu faço o que&amp;nbsp;ninguém faz. Eu amo como ninguém ama. E eu mereço&amp;nbsp;ser amado. E se eu fosse um travesti e corresse até um estranho oferecendo sexo por alguns centavos. Como seria a vida? Como esconderia meu pau, quando ele ficasse duro? Essa vida é estranha. E se eu fosse qualquer coisa que você mais odeia? E seu eu pudesse me libertar e assim te salvar de mim? Esconderam todas as respostas da minha frente. De alguma forma, toda essa coisa&amp;nbsp;ruim que sou, tem muito valor. Agora posso ver. De alguma forma, toda a minha estranheza, também é meu tesouro. Quer dizer, isso é o que dizem, certeza nunca tenho. Estou dizendo essa merda agora, amanhã negarei tudo.&amp;nbsp;O sensato&amp;nbsp;seria acabar com&amp;nbsp;esse namoro cibernético. O sensato seria acreditar no que podemos tocar e ver e sentir o cheiro, o gosto e a dor de perto. Mas o que fazer com esse amor? Enfiar no cu? Não da, é&amp;nbsp;muito grande. Esse meu amor perturba tanto todo mundo. Eu só preciso que de algum modo você me devolva, as palavras, a vida, tudo, para&amp;nbsp;ficar equilibrado.&amp;nbsp;Estou mais acabado agora.&amp;nbsp;Eu ganhei um amor&amp;nbsp; pelo correio eletrônico e, até agora, esse foi meu melhor romance, talvez o único. Ele veio lindo e&amp;nbsp;com promessas que encantariam qualquer um. &amp;nbsp;Só estou aqui para denunciar&amp;nbsp;o que fizeram&amp;nbsp;comigo. Deixaram ele ali, todo fodido, caído e cheio&amp;nbsp;de hematomas.&amp;nbsp;O coitado foi estuprado.&amp;nbsp; Deixaram ele morto, azulado e frio no chão. Mataram meu coração. Não importa quantas taças tomei, nem a forma estranha como dominei a pista de dança. O que sinto sempre vem à tona e, quem espia, sempre vê um rastro da minha loucura. Qualquer coisa que eu faço mostra que te amo. Amar é se perder pra sempre nessa insanidade que é a luta entre o cérebro e o que sentimos. Preciso triturar. Preciso soltar o que está preso. Qualquer festa em mim tem o efeito inverso. Me deprimo. As festas estão muito fora. Dentro aquela coisa de sempre, meio The Smiths, sabe? Beber e rir e dançar até as pernas caírem, não vão te trazer pra perto. E essa distância já vai se concretizando por aqui e meu tamanho não compete com ela. Ela não cabe em mim. Me abre. Esse estupro. E quando seu amigo te deixa e some&amp;nbsp;bem no meio da festa, quando&amp;nbsp;você mais precisa dele.&amp;nbsp;Cansei de me esforçar tanto tentando encontrar diversão. E essas amigas que só me chamam quando querem beber o meu dinheiro. Tão putas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quero cortar esses dedos que falam mais do que quero dizer. Escrevo em preces. Escrevo gritando na esperança de ser ouvido.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3938402517029538070?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3938402517029538070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/vitima-de-um-estupro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3938402517029538070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3938402517029538070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/vitima-de-um-estupro.html' title='Vítima de um estupro'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3631691283186886085</id><published>2011-06-15T06:56:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T06:56:57.055-07:00</updated><title type='text'>Ser ou ser? Eis a questão.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu sou membro de um exercito escondido. Eu sou uma rebelião prestes a acontecer. Eu sou uma multidão enfurecida. Eu sou negro, ateu, gay e punk. Eu sou qualquer&amp;nbsp;maioria que escondida parece minoria. Eu sou tudo aquilo que você mais teme ser. Eu sou aquilo que você tem vergonha. Eu sou seu medo de ser o que é. Eu sou o que chora sem chorar. Eu sou uma vontade. Eu sou um romântico não confesso. Eu sou&amp;nbsp;contrario. Eu sou aquele que tentou se esconder em clichês e acabou achando algo novo. Eu sou aquele que acha que a prostituição é uma profissão digna. Eu sou aquele que diz que acha a prostituição uma profissão digna, mas nunca faria nada parecido. Eu sou daqueles que dizem "nunca diga nunca" e sempre acaba dizendo. Eu só entendo o que é falado ou escrito, não consigo adivinhar. Eu sou aquele que acredita que uma guerra só é válida se a arma usada for o amor. E não querer morte e sim vida. Eu sou aquele que acredita que guerra e ódio e trair, é sempre perder, mesmo que por um momento você pense o contrário. Eu sou quem repete a frase: "Ninguém engana ninguém, antes de enganar a si mesmo". Eu sou uma busca sem fim por amar e ser amado da forma mais completa possível, de um jeito que preencha tudo. Eu sou&amp;nbsp;um sem lar, sem aperto de mão, abraço ou sorriso. Eu sou o que provoca você. Eu&amp;nbsp;sou aquilo que prefere sofrer vivendo a verdade do que ser feliz na mentira. &amp;nbsp;Eu sou a suruba de lampiões e cangaceiros. Eu sou o que posso vir a ser. Eu sou a dona de casa, a virgem e a puta, fumando ou mascando chiclete perto do semáforo. Eu sou um caçador de realidade. Eu sou o fugir de um mundo de sonhos, sou&amp;nbsp;de querer sempre&amp;nbsp;objetivos concretos. Eu sou um escavador. Sou tipo Caetano, tímido e espalhafatoso. Eu sou errado. Eu não sei ser muito bem. Eu sou o torto, o mau exemplo,&amp;nbsp;aquele&amp;nbsp;que as pessoas nem olham duas vezes antes de condenar. Eu sou o pau duro do mendigo que dorme na calçada em um dia ensolarado. Eu sou o que há no escuro e ainda é luz. Eu sou um egoísta que não tem capacidade de olhar além de mim. É&amp;nbsp;que acredito que se olhar bem fundo aqui dentro, eu talvez&amp;nbsp;encontre alguma janela para o mundo.&amp;nbsp;Eu sou uma pessoa qualquer. Eu sou pior do que você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3631691283186886085?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3631691283186886085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/ser-ou-ser-eis-questao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3631691283186886085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3631691283186886085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/ser-ou-ser-eis-questao.html' title='Ser ou ser? Eis a questão.'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3168821924330439891</id><published>2011-06-14T18:47:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T19:01:39.328-07:00</updated><title type='text'>O desconforto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu acho que discutir a relação&amp;nbsp;não existe. Pelo menos para mim não.&amp;nbsp;Não paro tudo e começo uma conversa que se chama "discutir a relação". Todas as nossas conversas é discutir a relação.&amp;nbsp;É falar sobre o que importa para&amp;nbsp;darmos certo. Mas sem o peso de cobrar nada, só querer saber o que&amp;nbsp;o outro precisa e tentar fazer o melhor que puder.&amp;nbsp;Além de nós, existe um &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;eu,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que não tenho controle. Eu que sinto esse desconforto nesse corpo. Nesse jeito. Nessa vida. Eu que não me encaixo.&amp;nbsp;Dentro de nós eu sou melhor. Eu sozinho não presto. Sinto-me fora de mim. Não me vejo como sou. Queria poder me ver melhor.&amp;nbsp;Queria mudar muito e ser quem eu quero. Será que posso? Querer eu quero. Tenho uma coisa de não poder aceitar as coisas boas que o mundo joga em minha direção. Mania de tornar tudo pior. Quero que me torne mais belo.&amp;nbsp;Concerte meus defeitos.&amp;nbsp;Não queria te jogar tanta responsabilidade. É que não dou conta de mim. O amor me exige o tempo que não tenho, a coragem que não tenho e&amp;nbsp;a vontade de viver que me falta.&amp;nbsp;O amor me perturba. O amor está me tornando cada vez mais pra baixo. O amor está me&amp;nbsp;levando à decadência. O amor me disse que quando a pessoa amada fala de seus ex-relacionamentos é chato e ás vezes magoa. O amor me rende e condena. Em nossas conversar, ás vezes,&amp;nbsp;parece que estou falando sozinho. E quando você vai embora, eu continuo falando sozinho. Pois é, brigamos ontem, justo no dia que completamos um mês de namoro.&amp;nbsp;Você disse que eu sou educado demais e evito brigas. Disse que sou passivo demais, sem duplo sentido, por favor.&amp;nbsp;Disse que sou um cagão. Disse também que sou maravilhoso. Meus amigos dizem que geralmente eu ajo da melhor maneira possível. Algumas garotas que conheço dizem que me namorariam se eu fosse solteiro.&amp;nbsp;Acho que ando assistindo muito a Oprah ultimamente. Estou em grande perigo. Estou sem pensamentos. Meus neurônios perderam a criatividade.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Meus neurônios se queimam. Meus neurônios tentam entender. Meus neurônios não me ajudam por que eles já se cansaram. Meus neurônios me deixam na mão, só sei sentir, não sei racionalizar. Meus neurônios não fazem nada por preguiça de levantar a bunda do sofá. &amp;nbsp;Meus neurônios morreram de tédio. Meus neurônios se escondem porque tem vergonha de mim. Meus neurônios se escondem&amp;nbsp;por temer o meu fracasso. &amp;nbsp;Meu amor matou meus neurônios que me confundiam e agora só um vazio de não saber pra onde ir e se é paixão ou se é febre. Acho que te amo mais que tudo. Estou na zona de perigo. Sou inteiro um ponto fraco. Quando você disse que eu tinha&amp;nbsp;te d&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ecepcionado foi como uma daquelas mortes prematuras que tenho. Só doendo igual pra entender. Meu erro é tentar não errar.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3168821924330439891?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3168821924330439891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/o-desconforto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3168821924330439891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3168821924330439891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/o-desconforto.html' title='O desconforto'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8260584823907799302</id><published>2011-06-12T16:19:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T16:19:34.267-07:00</updated><title type='text'>Onde os monstros se escondem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vou mandar meu coração parar de&amp;nbsp;gritar&amp;nbsp;seu nome, porque isso pode estar me deixando surdo. E eu continuo seguindo rios. Lykke Li me disse algo do tipo. Ela conversa comigo, bem dentro do ouvido, e eu aprendo e sinto o que ela canta ao dizer. E tudo na voz dela parece fazer tanto sentido. Vou dançando enquanto posso. Nunca consegui ser coerente e não é agora que vou começar a ser. Eu faço sentido pra você? O que fazer com essa coisa de só querer você? O que fazer no dia dos namorados tendo você e você estando tão longe? O que fazer para eu parar de questionar sobre tudo? Quando se vai eu finjo que é noite. Eu sinto a noite. O escuro de não te ter. Eu só queria te mandar pelo sedex tudo que eu sinto, aí você entenderia. Aí você saberia do que tanto falo. E cada vez mais pessoas vão descobrindo sobre eu e você. Era pra ser segredo? Acho que não, isso tudo que sentimos é muito grande para ficar guardado, não cabe. Precisar tanto de alguém assim é perigoso. Mais perigoso ainda é quando essa necessidade é mutua. Eu disse que&amp;nbsp;gosto de escrever. Talvez não seja verdade. Talvez seja uma necessidade. Uma urgência. Uma forma de acalmar todos esses filhos da putinha que moram em mim. Eu preciso escrever. Não é uma escolha, é&amp;nbsp;a única saída que tenho. E no fim das contas acabo gostando de escrever, porque me tira monstros das costas. Sim, hoje é dia dos namorados.&amp;nbsp;Você&amp;nbsp;tem muito poder sobre mim. Você me salva sem saber. Você manda no meu humor. Você descobre onde os monstros&amp;nbsp;se escondem.&amp;nbsp;Você&amp;nbsp;vai falando em casamento. E eu vou vivendo de promessas. Vivendo de acreditar.&amp;nbsp;Você&amp;nbsp;disse que mandaria flores, café da manhã na cama e um tamanho incalculável de carinho. Eu fico meio sem jeito porque você sabe exatamente o que dizer para me ter em suas mãos. E em suas mãos você também tem meu coração espremido. Ás vezes você brinca com ele. Ás vezes afaga. Ás vezes quente. Ás vezes sangra. Ás vezes penso ter ouvido alguns tiros. Ontem tive um sonho onde o mundo era um emaranhado de tábuas uma em cima da outra e&amp;nbsp;escadas que ligavam os andares e pessoas subindo e descendo. Acho que realmente ouvi tiros.&amp;nbsp;Você vai me ajudando a ser o que não consigo. Você vai dando tiros e acabando com esses&amp;nbsp;outros que ainda restam aqui.&amp;nbsp;Você vai me tirando de mim e talvez me revelando. Quero o teu nome no meu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8260584823907799302?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8260584823907799302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/onde-os-monstros-se-escondem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8260584823907799302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8260584823907799302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/onde-os-monstros-se-escondem.html' title='Onde os monstros se escondem'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4973164535153838836</id><published>2011-06-10T07:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T16:58:58.648-07:00</updated><title type='text'>A sua ausência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Preciso de algo que me segure durante a sua ausência. Qualquer coisa que me mantenha inteiro até você chegar no fim do dia.&amp;nbsp; Uma coisa que distraia o tempo da solidão. Distraia esse vazio que você deixa quando sai. É que você leva muito de mim quando me deixa. Você&amp;nbsp;me leva junto e o que sobra é só a casca. Vou escrevendo. O que escrevo? Acho que escrevo minha própria história. E se eu falhar? Foda-se. Ás vezes tenho orgulho desse grotesco que mora em mim, ás vezes tento expulsá-lo. Sobre chorar? É mais fácil meu globo ocular cair do que uma lágrima sair de meus olhos. Eles preferem assim, eles preferem explodir. Eles preferem ir ao limite. Eles são tão eu. Eu que sem você fico sem lugar. Sem morada. Sem paz. Eu que&amp;nbsp;confundo paz e caos. Eu que ingênuo acredito em tudo que você me diz. Eu que quebro a cara tantas vezes. Eu que deixo me usarem. Eu que uso as pessoas. Eu que não sei usar e ser usado e sempre acabo me machucando. Seu silêncio me apavora. É que há uma criatura que nos persegue. Uma coisa que não entende a vida. Ás vezes penso que você não tem certeza de seu amor por mim. Ás vezes, quando penso isso, eu falto morrer. É que um desespero sempre me pega nesses momentos. Uma agonia de não ter mais você. É que já nem sei&amp;nbsp;se quero mais me entregar tanto, porque quando me entrego, sumo. Talvez&amp;nbsp;você devesse deixar seu ex no passado. Todos eles. Você pensa muito em sexo. Quem não pensa? Mas isso não é tudo.&amp;nbsp;Ás vezes gostaria de não sermos tão dependentes do sexo. Seria tudo tão mais simples se pudéssemos viver sem ele ou, ao menos, controlar esse desejo. E tudo isso vai me consumindo como se fosse desabar a qualquer momento e o fato é que já estou caindo faz tempo. Sempre arrumo um junto de ir mais fundo. Preciso construir um eu para poder sobreviver a sua ausência. Preciso não me incomodar com o urubu ou, seu ex, que ronda os restos de um amor morto. Ou ainda há amor e eu é que não sei? E agora você tem medo de me revelar tudo que pensa, sente e faz, porque afirma que eu sempre saio do controle, sou ciumento demais. Você está enganado, não sinto tanto ciúmes, sempre quando me irrito, tenho razão.&amp;nbsp;E se perco a razão, é porque você vai me tirando de perto dela e me confundindo com o seu amor, ou, o amor que você diz que sente por mim. Pode ser que eu tenha me tornado passional demais. Só sei que não aguento nenhum espaço entre nós. Só sei que não suporto ninguém entre nós. Qualquer tempo na sua ausência parece não ter fim.&amp;nbsp;Você disse que me quer para seu marido e eu construo todo uma vida de casado só com uma frase que você me deu. Você me fez acreditar que talvez eu possa realmente ser amado e isso pode ter me dado uma nova visão: Agora eu também posso me amar. Só não quero que isso evapore. Já faz quase um mês. E&amp;nbsp;vou aprendendo que há mais pedras no caminho do que imaginei. Podemos chutar essas pedras e talvez fazer um gol.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4973164535153838836?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4973164535153838836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sua-ausencia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4973164535153838836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4973164535153838836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sua-ausencia.html' title='A sua ausência'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3582449056155642043</id><published>2011-06-07T18:14:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T18:15:54.008-07:00</updated><title type='text'>Sofro mortes prematuras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: large;"&gt;Essa coisa de sofrer mortes prematuras vai acabar me matando. Eu queria poder chorar e tirar o mar de mim. Queria poder de alguma forma&amp;nbsp;vomitar tudo que sinto e me corrói. Dizem que eu sou melhor que você. Mas todos sabem como eu me sinto. Todos sabem do submundo onde vivo. Todos sabem que não tenho forças pra nada, que sou covarde e medo. Que minhas lágrimas não saem também por medo de encostar em meu rosto feio e errado. Porque qualquer razão eu perco. Minhas lágrimas não saem porque são tão covardes quanto eu, e chorar ás vezes é um ato de bravura. Se eu pudesse ser um ser humano você&amp;nbsp;me entenderia. Se eu não despejasse meus dejetos em estranhos, em letras, em fugas. Se meus olhos não me&amp;nbsp; enganassem. Se seus olhos me vissem. Eu queria que tudo durasse para sempre, você me chama de marido ás vezes e eu fantasio, imagino nosso casamento. É tudo tão prematuro quanto essa morte. Tudo prematuro demais. Só não quero o aborto. Mais uma vez fui atingido por me deixar ser. Ser é tão difícil. Eu escolhi o caminho mais duro, o pior de todos. Escrever não me da cura nenhuma, só me mostra o que está aqui e não conseguia ver. Escrever vai me mostrando coisas pra mim mesmo e eu me assusto com essa revelação. Tenho medo de parecer desesperado, mas tu que me lê me conhece melhor que eu. Sabe que não tenho absolutamente controle algum. Os travecos naquela avenida no sábado à noite. Queria um campo bom onde pudéssemos correr livres. O traveco, tu sabe de quem eu tô falando, aquele magrelo, mas de rosto bonito que você me contou que viu e ofereceu sexo a você por 15 reais. Esse mesmo. Ele deve ser a bruxa do Mágico de Oz. Ele deve ser Darth Vader. Ele deve ser Beth Davis, a Madrasta&amp;nbsp;Cruel ou Hitler.&amp;nbsp;Eu sei que o mundo está forrado de vilões e você precisa escolher&amp;nbsp;em quais confiar. Eu sei que você não fez nada, talvez tenha pensado em aceitar, só pensado. Mas de qualquer forma estava muito frio e vocês estavam no meio da rua, não tinha como rolar, né? Tá, pode ser que eu tenha entendido todo esse conto de fadas de forma errada. Você diz que se faz auto-suficiente em sexo através de punhetas e eu te digo o mesmo. Você sabe que acredito no que me fala, se não acreditasse não havia aceitado você na minha vida. Sabe quando você entra numa briga sem ter entrado? Então. Eu estou brigando com o que sinto. E pior, eu estou perdendo a briga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3582449056155642043?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3582449056155642043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sofro-mortes-prematuras.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3582449056155642043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3582449056155642043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sofro-mortes-prematuras.html' title='Sofro mortes prematuras'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-252251531940204178</id><published>2011-06-07T17:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T17:43:23.517-07:00</updated><title type='text'>Sobre o mergulho que te prometi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pois é, eu continuo cumprindo promessas. Estava sol, eu carregava um frio entre os pulmões, a tal colina da melancolia que já falei por aqui. Ela me abre ao meio, me fatia feito pão. O que sinto me explora e eu fico sem reação, perdido em sensações. Só queria estar mais perto. Ás vezes eu gostaria de estar morto.&amp;nbsp;Só sei que a morte&amp;nbsp;é um fim, e viver nesse meio que é&amp;nbsp;a vida,&amp;nbsp;está cada vez mais insuportável. Parece que querer fazer o certo, sempre me leva pro lado errado. Viver dói.&amp;nbsp; Vou procurando novas maneiras de estragar tudo, você bem sabe disso. E você, em vez de ter paciência e tentar entender o meu lado, fica mais puto do que eu, e tudo vira uma bola de neve.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não quero que tudo acabe assim. Não quero que se assuste e fuja, isso não combina com você, isso tem a minha cara. A minha cara que você nem conhece direito. Que ninguém conhece direito. Alguns pensam que conhecem. Eu só queria um trailer onde nós pudéssemos morar em paz, a beira mar. Eu só queria que pudéssemos fugir de qualquer coisa e ir morar na Argentina. E se tudo desse errado nós poderíamos ficar em alguma avenida de Buenos Aires traficando drogas juntos, não seria romântico? Poderíamos nos prostituir e assim construir um império. Poderíamos vender os nossos rins. Talvez eu só esteja mais uma vez perdido. Já estou tão acostumado a me perder, que me perder, parece mais certo do que o caminho certo. Me perder sempre me mostra o caminho de uma forma ou de outra. Tá, eu corri mais uma vez pro mar, como se o mar fosse me salvar das ondas que sinto aqui dentro. É que o mar é uma espécie de materialização do que sinto, que muda muito, mas sempre está ali, ás vezes mais forte, ás vezes calmo, mas&amp;nbsp;sempre&amp;nbsp;em ondas. Se você pudesse entender que só não consigo controlar o amor. Não sei se é amor, já falei mil vezes isso, é que falar em sentimentos me perturba. Não sei dar nome as coisas. Tirei a camiseta, havia poucas pessoas ali, corri até o mar e pulei. Pensei na única pessoa que tem realmente habitado minha cabeça nessas últimas semanas, e a água meio gelada me banhou. Eu&amp;nbsp; entrei de cabeça, como sempre faço, até o pescoço, até a água me afogar. Fiquei lá embaixo, esperando algo. Tá tarde pra falar que me queimei demais, que meu rosto está vermelho, que o mergulho que dei em ti me deixou sequelas irreparáveis. Sinto falta de cada gesto que não tive. Do seu hálito que não senti. Da sua mania de sempre quando eu estava bravo, virar o jogo de alguma forma, e me fazer achar que eu estava errado o tempo todo. Não admito ter um namorado sem nunca ter o beijado, nunca ter sentido o gosto da pele. O arranhar das unhas, os dentes. Não penso em acabar tão cedo, pelo menos o que sinto vai ficar aqui dentro durante um longo tempo, até um dia apodrecer e ser digerido pelos meus órgãos. Não sei&amp;nbsp;o que fazemos de tão errado. O mergulho foi dado e não sei se posso voltar atrás. Não sei se eu não te mereço ou você não me merece. Não sei se a questão é essa. Ainda me afogo de tanto pensar em você.&amp;nbsp;A saudade sempre arruma um jeito de me matar. E mais uma vez eu morri.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-252251531940204178?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/252251531940204178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sobre-o-mergulho-que-te-prometi.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/252251531940204178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/252251531940204178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sobre-o-mergulho-que-te-prometi.html' title='Sobre o mergulho que te prometi'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3265683851207890742</id><published>2011-06-06T07:17:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T07:27:18.064-07:00</updated><title type='text'>Sobre o meu silêncio</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Meu silêncio é uma incógnita.&amp;nbsp;Meu silêncio é um vácuo. Meu silêncio é uma porta. Meu silêncio é minha ausência. Meu silêncio tem voz. Meu silêncio não controlo. Meu silêncio foge de mim como todo o resto foge. Meu&amp;nbsp;silêncio mostrou que o caminho que fiz achando&amp;nbsp;ter me tornado melhor só me fez ser mais rejeitado e solitário.&amp;nbsp; Meu silêncio é a confusão que apaga o som, um barulho ensurdecedor onde não se escuta nada. Meu silêncio mostrou que ainda estou só. Meu silêncio esconde tudo. Meu silêncio me enterrou num túmulo e qualquer coisa que tento dizer é abafado e incompreensível. Meu silêncio é o resultado de ter acreditado em alguém. Meu silêncio é por ter tido fé, porque eu sou de acreditar, sou de só saber que existe a verdade. Não concebo a possibilidade de&amp;nbsp;mentir, acho perca de tempo. A verdade é sempre um atalho. Meu silêncio é a quase certeza de que ficarei sozinho para sempre. Meu silêncio&amp;nbsp;é um fardo. Meu silêncio é por&amp;nbsp;saber que as pessoas me subestimam. Meu silêncio é por não estar nem aí pro que os outros pensam e por saber que o que falam de mim sempre me afeta de alguma forma. Meu silêncio é por sentir tantas coisas ao mesmo tempo, é difícil odiar e amar a mesma pessoa. Meu silêncio é porque sei que sou incapaz de ser amado. Meu silêncio é por saber que tenho uma vida e não sei o que fazer com ela. Meu silêncio é por saber que trabalhar é vender o tempo e eu não tenho tempo a vender. Meu silêncio é por saber que não pertenço a ninguém e também ninguém me pertence. Meu silêncio é por ficar em casa final de semana enquanto meus supostos amigos se divertem sem se preocupar de me convidar ou lembrar que existo. Meu silêncio é por meu namorado não entender como penso, não entender a gravidade de trair, não entender que o corpo não está tão separado da alma, e cada vez que ele pensa em se entregar a outro, ele se afasta de mim. Meu silêncio não importa a ninguém. Meu silêncio é um camaleão. Meu silêncio veio por acreditar que amando eu só receberia amor em troca, e fui surpreendido ficando com o olho roxo e algumas possíveis costelas quebradas. Meu silêncio é por me vitimizar tanto a ponto de precisar ser salvo. Meu silêncio é por&amp;nbsp;entender que as coisas gostam de dar errado comigo. Meu silêncio consiste no fato de eu não poder dar o que as pessoas esperam de mim. Sou um desapontamento, uma decepção, uma promessa que não foi cumprida. Não consigo ser o que querem que eu seja. Meu silêncio é causado pelo fato de eu ir tão longe a ponto de não ter mais volta. Meu silêncio vem por me entregar tanto a ponto de não ser mais dono de mim. Esse silêncio fala demais. Esse silêncio é por me odiar. Meu silêncio é por pensar que amar alguém me faria especial, achei que eu era especial, eu queria ser especial. Meu silêncio é ouvir Radiohead com fones de ouvido até perder a noção do tempo e quantas vezes tocou Creep no repeat. Meu silêncio é por existir pessoas que acreditam que eu não mereço ser respeitado. É por saber que ele não me leva a sério. É por querer um amor que dure o tempo de uma vida e não apenas onze minutos. É por ser idiota e facilmente enganável. Meu silêncio é por entender tarde demais que há pessoas incapazes de serem fiéis aos outros e a si mesmas. Meu silêncio&amp;nbsp;é que enchi a cara de cafeína e não consigo parar de escrever até parar de doer. &amp;nbsp;Meu silêncio é por se aproveitarem da minha falta de amor próprio para me fazerem de besta. O silêncio vai engolindo tudo. Meu silêncio é essa distância que me afasta de todos. Meu silêncio pode ser uma bússola.&amp;nbsp;Pode ser uma resposta.&amp;nbsp;É o resultado de um engano. Meu silêncio é fuga. É sumir por não ter opção. Meu silêncio é temer que coisas belas nunca aconteçam comigo. Meu silêncio é&amp;nbsp;sair pelos fundos. É por abrigar uma solidão que não cabe em mim. Meu silêncio é esse amor entalado na garganta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3265683851207890742?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3265683851207890742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sobre-o-meu-silencio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3265683851207890742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3265683851207890742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sobre-o-meu-silencio.html' title='Sobre o meu silêncio'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5530428087357718496</id><published>2011-06-04T17:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T17:59:55.146-07:00</updated><title type='text'>Submundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Olha aqui, eu venho para esclarecer, porque já não aguento essa escuridão. Pertenço a um submundo que não tem a ver com drogas, prostituição e nem promiscuidade. Vou fazendo tudo do que não tenho. Sim, tenho vícios, porque transformo tudo em vícios. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Tenho vários, o café, o miojo, um amor não correspondido, um namorado, qualquer coisa que eu me amarre e seja um alicerce. Trago essas sinuosidades em mim,&amp;nbsp;becos sem saída. Algo que me da uma revolta, uma inquietude, vontade de mandar tudo pro inferno. Calma, já me aproximo do que estou dizendo. É que a realidade me toca com luvas, e não sinto suas digitais, sinto algo fofo, nada humano. Ele veio todo coração e desejo, e me tirou de um esgoto de vida. Eu não sabia que&amp;nbsp;poderia ir além. Estou num caminho todo novo, por isso esses medos das sombras e de qualquer recado ou cutucada no Facebook. Por isso um medo desse mundo que é luz. Do submundo aonde venho há letras, livros e frases intermináveis, há discos e músicas poemas. De onde venho há uma&amp;nbsp;fome de escrever até cair-me os dedos. Ele do seu trono regozija a realização, talvez por ter conseguido me conquistar, talvez por ter me tirado do canto. Talvez por ter provado que conseguiria me seduzir, me fazer dele. &amp;nbsp;Ele que é leão, consegue me devorar. Me salva e mata.&amp;nbsp;Me cospe e come. Me beija e me soca. Não há nada que me faça calar essa grande boca que escreve. Nada que seja proibido aqui. Esse submundo não é ficção, é uma cidade inteira, um metrô que me atravessa a coluna vertebral, meio montanha-russa, com pessoas gritando, meio roleta russa, um tremor. Escute bem, isso aqui é o fim de uma longa estrada. Estou bem na curva. Adoro meu inferno. Sofro por prazer. Será? Por que mais seria? Sofro por ser inevitável e por ser o doce da vida. Sofro pra vida ter graça. Minhas repetições. Minhas coisas que vão e vem e nunca acabam. Esse amor que me tira o que tenho e me da um universo todo. Esse amor que me mostrou uma fresta. Esse amor que vai me tirando do submundo e vai o transformando em algo que ainda não entendo. Tente me ver além do corpo, do rosto e do&amp;nbsp;comportamento estranho. Tá, eu não tenho um rosto lindo, mas dentro, não tenho fim. A cafeína vai escapando pelos poros. Não preciso de talento, sou o que tenho, e se não tenho, eu faço, eu exercito, eu crio. Talvez eu goste do amargo. Talvez o contrário.&amp;nbsp;Meu submundo é não ter. Meu submundo é não saber viver. Meu submundo é morar dentro dessa vontade que move, esse fluxo de inconsciência, esse transe. Meu submundo não tem mapa, por isso me perco. Meu submundo me falou que ele não existe e é só uma voz que me diz o que fazer ou me confunde mais. Ele saiu no sábado à noite. Eu fiquei em casa rezando baixo porque não creio em milagres. Rezo escrevendo. Rezo em silêncio. Não tenho santos. Só tenho esse submundo, tenho fé nele e em mim. E vou rezando para que ele exista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5530428087357718496?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5530428087357718496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/submundo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5530428087357718496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5530428087357718496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/submundo.html' title='Submundo'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3420626441500133183</id><published>2011-06-02T07:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T17:27:24.462-07:00</updated><title type='text'>Sobre estar sozinho mesmo não estando e sexo por telefone</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Gosto de viver em texto, pois assim depois posso me ler e não esquecer os erros e nem os acertos. Minha voz fica limpa quando escrevo. Vim dessa vez por falta de opção, tentei, mas não consigo não escrever. Você não quer que eu fale de sexo, não quer se expor. Eu prometo coisas que não sei se conseguirei cumprir, mas estou disposto a tudo com a força que você me dá. Sobre solidão eu entendo, você não é o único. Sim, tenho amigos, mas amigos mesmo são poucos e bons.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Saiba que não sou esse vilão que insisto que sou. É que eu acostumei a acabar comigo. O amor é uma proposta indecente. Sexo por telefone? Como seria? Mais ou menos como tele-sexo. Ok, nada aconteceu, você se arrependeu por ter tocado nesse assunto e pediu desculpas. Adoro quando você pede desculpas, mesmo sem motivo plausível, pois creio que me deve desculpas sempre. Eu que nem sabia de amor, só caí nessa por sua causa. Você me deve esse amor. Eu faria sexo por telefone se você realmente achasse que valeria a pena, que essa necessidade de carne acabaria ou, pelo menos, passasse por um tempo. Não se preocupe não revelarei o tamanho do pau ou se você usou camisinha ou não. Não revelarei nada que te ofenda ou faça encabular. É que já sou um livro aberto e não posso esconder essas páginas. Já cansei de tentar agradar&amp;nbsp;a todos o tempo todo, tá declarado, podem me odiar. Eu não sei, mas sou daqueles que se sacrificam. Sou capaz de fazer o que não gosto só para te agradar. Abro a mão. Vou atravessando esse túnel escuro e sem você não vejo caminho. Digo que você me deve tudo porque eu entreguei tudo que tenho a você. Daí você, rude, vira e pergunta: "Eu pedi?". Eu sem graça, tonto, não esperava&amp;nbsp;esse chute. Mas o que esperar de um jogador de futebol? Fiquei na minha, não disse que doeu, não queria ficar criando caso, estava com saudade e não queria brigar. Você sempre diz que sou sensível demais, como se fosse minha culpa. Digo que só quis te agradar e&amp;nbsp;você fica meio sem graça, talvez mais aquecido&amp;nbsp;pelo meu afeto.&amp;nbsp;Meu problema é que só espero coisas lindas de você. O mal humor, a falta que você faz, a distância, tudo some quando você diz "eu te amo". Como se essas palavras resolvessem tudo. Não sei se curam, mas são anestésicas. Talvez curem, talvez algo esteja sendo curado aqui dentro agora mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3420626441500133183?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3420626441500133183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sobre-estar-sozinho-mesmo-nao-estando-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3420626441500133183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3420626441500133183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/06/sobre-estar-sozinho-mesmo-nao-estando-e.html' title='Sobre estar sozinho mesmo não estando e sexo por telefone'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-778289827682366924</id><published>2011-05-31T07:56:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T08:20:55.062-07:00</updated><title type='text'>E quando nos encontramos... (parte 4)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Porto Alegre. Aeroporto. Pessoas indo e vindo. Avião. Céu. Nuvens. A saudade já presente. Aeroporto. Porto Seguro. Solidão. Ônibus. Mochila nas costas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Cabrália. Balsa passando pelo rio. Mais pessoas indo e vindo. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Estrada até Belmonte. Casa. Casa? Não sei bem se era minha casa, certamente eu não me sentia em casa.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Eu era um estranho em qualquer lugar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Parecia que eu havia estado em outra dimensão, em um lugar onde eu poderia ser além de existir. Aquela viagem havia me feito bem, eu havia descoberto que eu também poderia ser feliz, que eu também tinha um lugar só meu, onde eu posso me sentir a vontade. A Mallu canta em um música uma frase que resume bem isso : “My home is my man”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;Chego na padaria. Abraço materno. Quase um choro. Medo de perder um filho. Mais abraço. Mochila jogada no sofá. Não reconheço muito bem as coisas, a sala. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;Ligo o rádio. Arctic Monkeys. “…there ain't no romance around there”. Alex Turner, seu fofo. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;Me jogo rendido, cansado, como se tivesse trabalhado demais, ou sofrido, ou amado, e agora que havia relaxado, tudo pesava. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ar saindo e entrando. Olhos procurando a identidade das coisas. O gato se roçando em meus calcanhares. “So give me coffee ant TV...”. Sim, tinha começado a tocar Blur. Eu cansei de tudo, desliguei o rádio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O difícil era se acostumar sem ele, depois de tê-lo. Parecia que haviam sido muito mais do que três dias. Parecia que estávamos realmente ligados por uma força maior que não poderíamos nomear, nem entender. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Minha mãe perguntando coisas, meu irmão perguntando também. Eu que nunca soube me explicar muito bem, só conseguia confundi-los ainda mais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As semanas de repente voltaram ao que eram. L. me ligava de quando em quando e eu fazia o mesmo. Conversávamos horas pelo MSN, ou Orkut, ou Facebook, ou onde estivéssemos on line no momento. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Voltou o quase tédio da rotina. Quase tédio porque já não acredito mais nele. O tédio não existe. Eu posso vencê-lo, extingui-lo. É só eu fazer algo, né? Então, não era tédio. Era apenas uma monotonia de fazer as coisas porque elas simplesmente devem ser feitas e também um desconforto, por saber que eu não deveria estar ali. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Geralmente eu o imaginava comigo o tempo todo. Fazendo as coisas que eu fazia. Lembrava de seu riso. Sua beleza me encantava, tanto quanto sua inteligência. Sua beleza também me assustava. Ser belo desse jeito deve ser como ter super poderes. As pessoas se jogam em cima, são mais gentis. Deve ser bom, parece tudo mais fácil e menos solitário. Porém, talvez seja complicado ser julgado apenas pela capa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ia fazer quatro semanas que eu havia o visitado. Nesse dia eu estava meio paranóico. É que perco um pouco do controle quando ele não está on line e não me liga. Preciso saber dele, para saber de mim. Tentava manter a calma, relaxar, respirar profundamente, mas nada parecia funcionar. Não perdia o controle totalmente, já estava aprendendo a não me deixar cair sem antes saber se a queda realmente existia. Não sofreria por suposições. Sempre a espera. Só caria se a queda fosse necessária e inevitável. Naquele momento poderia ser qualquer coisa, falta de crédito no celular, a conexão da internet que estava ruim, não sei. Me controlei, mas o sono não veio. Só consegui chegar ao sono indo atrás dele, usando táticas, como imaginar L. comigo, dormindo abraçado, como fizemos nos aquecendo no frio de Campo Bom. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No dia seguinte um longo banho frio. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Antes fiz umas quinze flexões, pois era o máximo que conseguia. Era só pra sentir que meu corpo estava ali, pra acordar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Os fregueses chegavam como de costume na padaria. Eu sempre dizia “bom dia” e nem sempre era correspondido. Sentei para escrever uma frase que escapou de minha cabeça e queria ir direto pro papel. Senti que havia entrado alguém na padaria. Ergui a cabeça e o “bom dia” automático saiu acompanhado de um meio sorriso também automático. O quê? Era L. Não poderia ser. Ele rindo. Mochila nas costas. Eu sem palavra. O meio sorriso automático se transformou em um sorriso largo e espontâneo e quase lágrima. “Bom dia”, ele respondeu. Eu pensei: “Minha casa chegou”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-778289827682366924?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/778289827682366924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos-parte-4.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/778289827682366924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/778289827682366924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos-parte-4.html' title='E quando nos encontramos... (parte 4)'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5735872374419400128</id><published>2011-05-28T17:01:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T17:03:53.231-07:00</updated><title type='text'>Inseguranças, os telefonemas e sobre perder a sanidade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os telefonemas só fazem aumentar o que sinto. Tudo é lenha, só aumenta o fogo. Quando você atende tudo ri.&amp;nbsp;No entanto, quando o telefone toca, toca, e nada, e apenas um som agudo e vazio, e um&amp;nbsp;amargar de estômago frio,&amp;nbsp;eu me&amp;nbsp;tranco aqui.&amp;nbsp;Um amigo disse que deve sair caro essas ligações. Eu digo que sai caro se apaixonar. Não há controle, não há caminho de volta, é só correr e ser correspondido, ou não.&amp;nbsp;E se acabar, nunca seremos os mesmos, pois afinal isso tudo é lição. Você é meu socorro. Você disse que vinha me buscar e tenho medo de acreditar, porque é tudo tão como eu quero que não pode ser real. O que sentimos precisa ser forte, super, pois os obstáculos não param de surgir e&amp;nbsp;esses arranhões nas laterais e os buracos.&amp;nbsp; As coisas vão me escapando e não entendo mais nada, só sei que isso vai indo onde não moro, onde não toco, e preciso de um lugar seguro. Preciso de sua resposta, de sua afirmação que me ama pra continuar. A distância já é um grande problema e a insegurança não pode ser outro. Mantenha-me perto, não me deixe dispersar. Isso tudo pode&amp;nbsp;ter sido um equivoco e um&amp;nbsp;dia tu podes virar e dizer que foi apenas um engano, que nunca me amou e que eu sou muito esquisito e feio pra você. E seu fetiche com garotos mais novos? E quantos outros na sua vida? E quantos melhores? E quantos estão atrás de você agora apenas esperando um momento de fraqueza para lhe cravar os dentes? Meu medo é dar tudo errado, tudo ser uma grande mentira. Então eu terei que tatuar "idiota" em minha testa.&amp;nbsp;E precisarei sorrir enquanto todos me jogam pedras. E quando tu some por algumas horas, eu me perco. Não sei pra onde ir&amp;nbsp;e nem onde ficar. É que preciso demais.&amp;nbsp;É um excesso de necessidade que nem sei se é amor ou doença. Tu me deixa sem lugar pra pisar, sem ar ou sem sentido. Eu só faço sentido com você. E ás vezes, preciso perder a cabeça pra fazer sentido.&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5735872374419400128?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5735872374419400128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/insegurancas-os-telefones-e-sobre.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5735872374419400128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5735872374419400128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/insegurancas-os-telefones-e-sobre.html' title='Inseguranças, os telefonemas e sobre perder a sanidade.'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6128116490303720698</id><published>2011-05-26T07:45:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T07:45:46.056-07:00</updated><title type='text'>O uivo ou o que estou gritando agora.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Já não posso permitir o medo. Você veio e o afogou e meio que me afogou também, pois já nem sinto o que posso, só sinto o que não devo ou&amp;nbsp; não&amp;nbsp;poderia sentir. Paixão? Deve ser algo tumultuoso feito amor, mas certeza nunca tenho, pois&amp;nbsp;acho que ter certeza absoluta é a pior forma de ignorância. Eu dei uma de Smeagol e disse que&amp;nbsp;você era meu precioso. Tento me controlar, mas gosto da falta de tato do descontrole. Te deixo um gosto de quero e tu me deixa o mesmo. Esse sacolejo incerto de vontade de&amp;nbsp; viver tudo agora. Tudo um dilúvio, um remar pra fora, um sair de uma coisa que nem existia, que ninguém sabia, mas é e está. O que criamos, existe, está aqui. Digo que sou um monstro parindo um inseto. Faço de tudo pra te assustar e preveni-lo do perigo que sou. Não faço nada direito e continuo fazendo até o erro virar acerto ou nada. Encontrei vestígios de romance,&amp;nbsp; nunca achei que diria coisas tão amáveis para alguém e acho que duvidava do amor ou tinha inveja porque nunca havia acontecido comigo. Tornei-me romântico e isso é bom e ruim, porque você já está transformando o monstro que eu era, ou sou, em algo bom ou sei lá. E esse &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sei lá&lt;/i&gt; é meu medo de que você esteja me mudando tanto ao ponto de não me reconhecer depois.&amp;nbsp;Corre comigo por essas linhas, venha rápido.&amp;nbsp;Durante a&amp;nbsp;noite, olhando o céu, tenho vontade de grito, grito não, de uivo. Poderia uivar porque me sinto meio&amp;nbsp;bicho,&amp;nbsp;selvagem,&amp;nbsp;e tenho necessidades primais como a fome, o tesão, a sede, e a vontade de você que também é fome e amor e saudade e tudo. Agora tenho força no grito e nenhum medo e nenhum receio e nenhuma dúvida de que posso. A clareza de seus olhos abriu o caminho para eu passar liberto. E agora eu corro nu, e uivo, e sem medo de viver, sem máscaras, sem medo de mostrar a pele escamosa.&amp;nbsp;Uma força de ser. O amor vai acabar comigo.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6128116490303720698?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6128116490303720698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/o-uivo-ou-o-que-estou-gritando-agora.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6128116490303720698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6128116490303720698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/o-uivo-ou-o-que-estou-gritando-agora.html' title='O uivo ou o que estou gritando agora.'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5581983604351933242</id><published>2011-05-24T07:35:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T08:00:56.732-07:00</updated><title type='text'>E quando nos encontramos... (parte 3)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Era difícil crer que mundo havia caprichado tanto em nossa história. Cada detalhe era impecável. Ele já ia se acostumando com o meu destempero, meu desassossego e minha falta de habilidade para lidar com sentimentos e pessoas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;E eu talvez não entendesse nada dele e&amp;nbsp;por isso me fascinava. Ele foi a primeira pessoa a me dizer “eu te amo” além de meus pais e irmãos. Não sei se deveria acreditar tão completamente nele, pois é sempre bom deixar um pé atrás, pronto pra fugir se for o caso. L. sempre me contava das várias propostas indecentes que recebia, não sei o porquê daquilo, eu não precisava saber, ou precisava? Ofertas em dinheiro, viagens ao estrangeiro e sei lá mais o quê, sempre vindas de estranhos pela internet. O passado dele me intrigava. De onde ele veio? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu tava deitado ainda, olhos enrugados de sono, eram quase 9 da manhã, eu sentia todo um frio aqui dentro. Sabia que não demoraria a estragar tudo, transformar tudo em drama. Eu havia conseguido sobreviver todos esses meses sem ele, só com promessas que eram difíceis de segurar. Mas naquele momento o quarto bagunçado, o cheiro do café invadindo tudo, ele trazendo a xícara e o vapor subindo em acrobacias: O espelho me assustou. Eu ri pra ele, e ele me entregou a xícara quente. O espelho teimava em não mostrar a beleza que algumas pessoas diziam que eu tinha. Eu precisava mesmo de alguém que me amasse e acreditasse em mim. O café talvez açucarado demais ou azedo demais ou exageradamente quente me domou a língua, não senti gosto de nada,&amp;nbsp;só um prazer de uma alegria recente e quase absurda. L. disse: “Se agasalha amor, você não está acostumado com esse frio”. Na realidade eu estava meio tremulo e só quando ele disse fui me dar conta disso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O assoalho de madeira emitia um som como se o chão fosse oco. Saímos dali, fomos pedalar. O vento, o sol, as nuvens, havia algum recado ali não dado, quase sendo lido, algum recado que eu não conseguia captar, talvez uma mensagem subliminar. O mundo falava comigo e por ser ignorante eu não entendia: A luz entre os galhos da árvore. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;L. me dizia: &amp;nbsp;“Está vendo, eu disse que era seu”. Durante o almoço, um churrasco que preparou vestindo um avental engraçado, ele me apresentou aos seus dois irmãos. Dizendo: “Eu não contei nada a vocês, mas estou namorando, este é meu namorado”. Disse isso obviamente apontando pra mim e sorrindo. Quando ouviram o que ele disse uma expressão quase de susto lhe estamparam as caras, quase sem reação, quase não disseram nada e por fim um deles: “Bacana, seja bem vindo a família”. O outro, o mais novo, ficou emburrado, mas não me tratou mal. Então L. continuou: “Eu não tenho olhos pra mais ninguém, quer passar a vida comigo?”. Eu queria dizer sim e disse, mas sabia que tudo aquilo era extremamente precipitado e poderia ser um erro. Mas sentíamos algo que chamávamos de amor, e que nós havíamos nutrido tanto que ele poderia ser o combustível para uma vida. &amp;nbsp;Eu já nem queria ir embora. Nem ele queria que eu fosse. Depois do churrasco jantamos numa pizzaria, e no dia seguinte fui vê-lo jogar futebol com os amigos.&amp;nbsp;No domingo,&amp;nbsp;a noite veio triste, porque veio só pra me separar dele, e cortou o que tínhamos: a proximidade. Agora só restaria a distância. Mas já íamos nos resolvendo. Ele disse num desespero infantil: “Vamos fugir e nos casar na Argentina”. Eu disse que não precisávamos fugir, mas fugir era sempre interessante. Mas fugir do quê? Não havia motivos para fugir. Era apenas ir, para onde quiséssemos. E eu iria para onde ele fosse. Disse que voltaria o mais rápido possível, nem o tempo de piscar os olhos,&amp;nbsp; nem o tempo de a saudade dar a primeira fisgada dolorida. Nosso amor era um imã e esse magnetismo só nos jogava um em direção ao outro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;Então o avião cruzou o Brasil na noite escura me levando embora. E tudo&amp;nbsp;havia sido&amp;nbsp;tão mais perfeito do que eu havia escrito. Tudo real. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5581983604351933242?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5581983604351933242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos-parte-3.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5581983604351933242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5581983604351933242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos-parte-3.html' title='E quando nos encontramos... (parte 3)'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7019330583007506920</id><published>2011-05-22T15:48:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T16:40:03.946-07:00</updated><title type='text'>Eu tantas vezes.</title><content type='html'>&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu tantas vezes sujo. Eu tantas vezes porco. Eu tantas vezes me torno o que não quero ou me transformam no que não sou. Eu tantas vezes neorótico e desequilibrado e meio novela mexicana. Eu tantas vezes idiota de querer fazer o certo e errar tentando. Eu tantas vezes velho e estranho e assustado. Eu tantas vezes desesperado para ser visto por alguém que me olhe com bons olhos e se entregue a mim. Eu tantas vezes qualquer coisa. Eu tantas vezes sou isso agora e amanhã já sou aquilo. Eu tantas vezes uma ansia de amar. Eu tantas vezes gostar escondido. Eu tantas vezes gostar e não ser correspondido. Eu tantas vezes tento enganar o espelho fingindo ser bonito. Eu tantas vezes procurei beleza em mim. Eu tantas vezes quis vencer o obstáculo que sou e crio confusão sozinho e me perco sem sair do lugar. Eu tantas vezes beirando a loucura, o extremo, o absurdo.Eu tantas vezes aceitei qualquer gorjeta que era o mesmo que nada. Eu tantas vezes procurei alguém que fosse minha cura, um alguém remédio. Eu tantas vezes me apaixonei por ilusões. Eu tantas vezes nada sei e nada tenho a dizer e continuo a falar. Eu tantas vezes zumbi comendo cérebros e imitando ídolos e copiando a música da&amp;nbsp; Patife Band. Eu tantas vezes só um mendigo em busca de atenção. Eu tantas vezes esse nó no peito, dor no estômago e covarde. Eu tantas vezes sozinho numa festa, nada de rosto e não reconheço as vozes amigas. Eu tantas vezes me humilho exibindo meus defeitos, não por orgulho, mas por serem tudo que tenho. Eu tantas vezes transformo a escrita num quarto sem porta nem janela. Eu tantas vezes vergonha ou timidez ou medo. Eu tantas vezes disse que o silêncio é o meu namorado e não calo a boca e digo o que não devo. Eu tantas vezes esperei o cara certo e ele nunca chegou e não sei se chegará e não sei se ele existe. Eu tantas vezes quis ser outro, só mais um clichê, para que pudessem me colocar numa prateleira e ser vendido. Eu tantas vezes não fui visto e fugi. Eu tantas vezes olhei pro lado e perdi o que precisava ver. Eu tantas vezes encontrei a felicidade num momento ou bêbado e depois pior. Eu tantas vezes deitado na calçada erto dum escarro anônimo esperando por um carro vir e acabar com tudo num atropelo. Eu tantas vezes sem entender a vida e sempre esperando por ela. Eu tantas vezes verme e inseto e rastejando e chorando e seco de lágrimas. Eu tantas vezes poça que na verdade é mar. Eu tantas vezes uma frase que não acaba nunca porque o ponto final vai se esquivando. Eu tantas vezes evito o fim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7019330583007506920?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7019330583007506920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/eu-tantas-vezes.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7019330583007506920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7019330583007506920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/eu-tantas-vezes.html' title='Eu tantas vezes.'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5980409930403725949</id><published>2011-05-21T07:29:00.000-07:00</published><updated>2011-05-21T07:29:15.906-07:00</updated><title type='text'>sobre minha voz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estou longe, moro aonde ninguém vai. Preciso ter consciência das malícias do tempo, da agonia das horas, do ritmo das coisas. O truque é o ritmo, está escrito em minha nuca. Fui me dando sem saber se seria uma troca justa, sem saber se você conseguiria me segurar firme. Imploro que afaste a solidão que está ao redor e dentro. Desculpe-me se pareço frio, é que o medo&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;me paralisa. Vou falando o que consigo, a língua de gelo, as palavras se escondendo e você sempre tão doce, sempre dizendo as coisas certas, tão bom com as palavras faladas. Eu sinto que moro em linhas, aqui saio e grito. Esse abrir e fechar de aspas. O que está entre elas. Provavelmente eu não devesse ficar contando tanto de mim por aqui, pois estrago muitas surpresas. Você diz que não quer que eu escreva sobre você, mas sem você não escrevo. Pelo menos você pode ler tudo que sinto, está tudo aqui. O medo me paralisa e também me move. O medo me move mais que a coragem. O medo me leva pra você, que me protege. Não sei o que dizer, acho que há um ponto final na minha garganta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5980409930403725949?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5980409930403725949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/sobre-minha-voz.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5980409930403725949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5980409930403725949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/sobre-minha-voz.html' title='sobre minha voz'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2422344021845590961</id><published>2011-05-19T17:27:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T17:31:22.587-07:00</updated><title type='text'>A traição e o suicídio que é mentir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Minha intensidade vai acabar me moendo os ossos.&amp;nbsp;É foda porque estamos longe, e não tenho nada seu, só o que me diz, e se o que&amp;nbsp;me diz é mentira, eu não tenho nada.&amp;nbsp;Vou doendo. Sei doer. Queria guardar a última semana num bolso e trancá-la, secreta, uma lembrança boa. Parece que tudo acabou:&amp;nbsp;Você me traiu. Não entende como&amp;nbsp;você pôde fazer isso. Eu não conseguiria trair, é algo inconcebível pra mim. Trair seria mentir para mim mesmo. Trair seria declarar que tudo que vivi não passou de uma brincadeira. Eu sei que quando se tenta explicar, muito se perde, é preciso deixar no ar. Vou falando e você vá tentando pegar o que puder. Ainda estou cheio de amor, essa é sua sorte, pois se fosse diferente, eu te odiaria agora. Pois quem mente, não é, não existe. Quem mente da fim a própria vida, se torna nada. Primeiro é preciso ser fiel a si mesmo, depois aos outros. A verdade nos torna palpável, se mentimos, viramos fumaça. Você deveria foder bastante antes de querer ter alguém só pra você. Porque o sexo pra você me parece mais importante do que o amor. Espero que a punheta que você bateu tenha valido a pena, pois isso está acabado com a confiança que tinha em você. E esse seu ex que fica o tempo todo de rabinho abanando feito um vira-lata, implorando por um amor que não existe. Também não o odeio, apenas sinto pena, ele poderia ter uma vida. Sim, fui pro mar. Fugi para ondas. Queria me embebedar, se tivesse dinheiro no bolso faria isso agora mesmo. Beberia eu e você, engoliria tudo isso, e amanhã, seriamos merda: Nosso futuro que você deixou cair. E eu pensando que possuíamos algo especial, algo além do sexo, além da carne, além de palavras. Estar&amp;nbsp;com o&amp;nbsp;coração aberto só deixou o caminho livre para você entrar e foder com tudo. Agora o azedo na&amp;nbsp;língua.&amp;nbsp;Fui a vítima perfeita. Você continua insistindo que me ama. Por quê? Agora já não sei se posso acreditar, e justo eu, que era tão cheio de fé. Essas coisas dizem muito, não sei se você consegue entender. Essa traição me falou que eu sou nada pra você.&amp;nbsp;Queria esconder o mar aqui dentro.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2422344021845590961?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2422344021845590961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/traicao-e-o-suicidio-que-e-mentir.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2422344021845590961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2422344021845590961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/traicao-e-o-suicidio-que-e-mentir.html' title='A traição e o suicídio que é mentir'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-72721339872144915</id><published>2011-05-19T07:17:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T16:55:12.851-07:00</updated><title type='text'>Seria o fim?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: large;"&gt;Na sua ausência me da uma falta de tudo. Preciso reconhecer como é a vida sem você. Tô tremendo, me dói o corpo e além dele.&amp;nbsp;Vou sendo esse nó, que só você conseguia desatar.&amp;nbsp;Quando disse "eu te amo” não foi em vão. E ás lágrimas grossas e secas que caem dos meus olhos, não são por perder o que nunca tive, e sim por ter&amp;nbsp;me entregado. E minha vida é se entregar. Dou a cara a tapa sem dó. Morrerei quantas vezes forem necessárias. E eu que ia pensando em suicídio, só queria me matar de amor. Sou inteiro, já disse isso, não sei fazer nada pela metade. Deixo-me ir longe, nado em águas profundas porque gosto de ver o dentro das coisas, sem medo. Eu te disse, puto, para tomar cuidado com a alma e o coração que havia te entregado. Agora isso? Quem é você? Um passo errado transforma tudo que você me disse em uma grande mentira. Não sei o que fazer. Sou dono de algo que me orgulho, sou Franco.&amp;nbsp;E a verdade é meu soco na sua cara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-72721339872144915?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/72721339872144915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/seria-o-fim.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/72721339872144915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/72721339872144915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/seria-o-fim.html' title='Seria o fim?'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6585375273089025835</id><published>2011-05-18T07:36:00.000-07:00</published><updated>2011-05-18T07:36:22.586-07:00</updated><title type='text'>Era um começo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tá me dando medo. Um frio de lágrima. Uma vontade&amp;nbsp;irracional de gritar. Uma felicidade extrema e incomparável. Algo que me vem feito fogo, incontrolável, e só quero fugir pra você. Não me importa os perigos&amp;nbsp; do caminho, vou andando mesmo, vou pedindo a caridade de estranhos, vou mendigando carona, somente com uma mochila cheia de amor. E os medos, qualquer lágrima ou coisa do tipo, vou digerindo e tudo isso vai ficando insignificante diante do tamanho da força da minha vontade&amp;nbsp;por você. Também&amp;nbsp; vou aprendendo a viver com a dor dessa distância que nos separa, e isso vai me tornando mais forte, você me mostra o caminho. E se um dia não aguentar mais e você não me ver mais on line, é porque fugi, e a qualquer momento posso estar batendo em sua porta. Essa felicidade me assusta tanto que nem sei, é que sei que tudo tem um fim, e temo pelo final antes de ter começado. Preciso me livrar de mim. É que eu meio que me odeio, e só tendo alguém como você me amando para equilibrar. Eu sou um caminho para o fim do mundo. E você me salva de errar, me salva do erro que sou. Acho que te amo mais do que você me ama. Por isso sinto-me parasita, só tenho vida com você. Preciso parar de acabar comigo, preciso ser mais eu sozinho, tu promete que me ajuda?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6585375273089025835?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6585375273089025835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/era-um-comeco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6585375273089025835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6585375273089025835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/era-um-comeco.html' title='Era um começo'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8048757984365895420</id><published>2011-05-17T17:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T17:47:52.482-07:00</updated><title type='text'>E quando nos encontramos... (parte 2)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O caminho era pavimentado com sonhos realizados. No trem, pela janela, as cores, olhávamos sem nos afastar, sempre nos tocando.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alguns olhares curiosos nos encaravam. O barulho do trem. Eu ia mordendo minha língua, não literalmente, é que sempre afirmava que nunca ia me apaixonar e, lá estava eu, morrendo de amores, feito bobo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estava realmente frio naquela tarde. Eu usava um grosso agasalho de lã e L. já havia vestido sua jaqueta. Mostrei a tatuagem que fiz quando completamos um mês de namoro, uma frase que dizia: “Pace is the trick”. Era um símbolo da minha jornada até ele, algo que me fizesse parar e ter calma, em português significa algo como “O truque é ir com calma”. Ela fica na minha nuca e, ao vê-la, ele deu um beijo nela. Para mostrá-la tive que puxar um pouco minha blusa,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;nesse momento um arrepio frio, quando ele me beijou, outro arrepio, mas dessa vez quente. Havia me jogado de vez em sentimentos, deixei-me quase morrer de amor e saudade , mas tudo estava valendo a pena. Todos os hematomas que adquiri no percurso, seriam recompensados. Nós e o barulho do trem. O romantismo de beber uma lata de coca a dois, dois canudos numa lata só. Eu não sabia muito de namoro e não sabia se poderia beijá-lo quando quisesse, tocá-lo quando quisesse. Queria perguntar para alguém, ler algum manual. Não queria parecer grudento demais, nem distante demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;L. tinha uma linda e singela casa de madeira. Era seu castelo, seu refugio, seu trono. E logo me senti acolhido. Como seu eu reconhecesse tudo, como se já vivido. E ele se esforçava ao máximo para que eu me sentisse a vontade. Quando chegamos seu irmão estava dormindo, o conheceria apenas no dia seguinte. L. foi para cozinha preparar café e eu fui atrás sempre contando coisas que julgava interessantes ou, ao menos, engraçadas. De repente ele vira e fala: “Não acredito que você esteja realmente aqui. Puts! Achei que esse dia nunca chegaria”. Ele veio me beijando, puxando e fomos pro quarto. Lá fizemos sexo e amor, e tudo mais que nossa relação pedia. Nossos corpos se encaixavam perfeitamente. Os músculos do seu corpo me diziam segredos ocultos e os meus, que são menores, aprendiam tudo. Havíamos esquecido a panela com a água para ferver no fogo, e a essa altura, já quase não havia mais água. L. saiu de cueca correndo na ponta dos pés e apagou o fogo, voltou para o quarto e continuamos. Tínhamos fome de corpo. Uma fome de meses que pareceram anos. Meu nariz no dele. Eu disse: “Quero você até desmaiar”. Depois do ato, relaxamos e falei: “Desde que nos conhecemos eu não sei mais o que é tédio. O tédio se tornou uma palavra vazia, sem significado”. Ele, cansado e ainda meio ofegante, respondeu: ”Eu te amo”. Essa era a primeira vez que ele me dizia isso pessoalmente, longe de telefones e internet, só a voz dele me a tingindo em cheio. E, claro, era muito melhor assim. Respondi com calor nas bochechas, o peito quase arrebentando, o amor quase se tornando palpável: “Eu te amo”. Logo ele adormeceu, seus olhos fechados, seu rosto com um semblante puro e&amp;nbsp;pacífico. Isso era o mais próximo que eu já havia chegado de algo que poderia ser&amp;nbsp;descrito como sendo o paraíso. Aquela cena me dizia muito mais que palavras. Ele havia permitido que eu entrasse em sua vida, em sua casa, e me deixou livre por ali para fazer o que eu quisesse. Enrolei-me num cobertor e me sentei em frente ao computador, ia começar a escrever, de olho nele, e ele sem saber, sempre me dizia o que escrever.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8048757984365895420?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8048757984365895420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos-parte-2.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8048757984365895420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8048757984365895420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos-parte-2.html' title='E quando nos encontramos... (parte 2)'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1137089367318103357</id><published>2011-05-17T07:40:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T08:03:28.793-07:00</updated><title type='text'>O sexo que fazemos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No sofá&amp;nbsp;afundo a mão em minha cueca e toco&amp;nbsp;meu pau suavemente. Nem estava pensando em sexo, mas o sexo veio por livre e espontânea vontade, e trouxe você com ele. E na minha cabeça você me dizia coisas que eu preciso ouvir para atingir o orgasmo. Você fazia coisas que eu queria, mas me surpreendia&amp;nbsp; mesmo&amp;nbsp;assim. Você ia me tocando e domando meu corpo com o seu. Eu sei que sou esse filho da putinha escroto que só sabe falar de si mesmo. Que precisa que digam "eu te amo", o tempo todo, para que me sinta a salvo.&amp;nbsp;Que me elogiem de todas as formas, para que me sinta seguro. Preciso da força de outra pessoa. O caso não é querer, eu não quero, só preciso. Sou anjo e puto. Um cão sem dono. Você me arranha a alma com suas garras de amor, e eu sangro, poesia e dor: Sou a vítima perfeita. O orgasmo veio rápido, nem chegamos a penetração, tamanho era o meu estado de excitação. Essa não foi a primeira vez que me masturbei pensando em você. Agora só em você, não conseguiria te trair nem em pensamento. Hoje te encontrei on line, não havíamos falado muito sobre sexo, porque o sexo é uma dessas coisas que é melhor se fazer do que falar. Namoro a distância tem suas dores. E quando você me disse que estava de pau duro, eu já sabia onde iríamos chegar. Por instinto me faço de besta e vou te deixando me guiar. Então tu me pede para falar coisas que te excitam. Acabei&amp;nbsp; falando coisas que me excitavam, coisas que queria fazer se não houvesse um país inteiro entre nós. Meu corpo seria seu templo. Você poderia morar em mim, acho até que já mora.&amp;nbsp;&amp;nbsp;E quando você gozou, eu fiquei tão satisfeito&amp;nbsp;quanto você, tive um&amp;nbsp;quase orgasmo só de saber que consegui te tocar com palavras. Por enquanto o amor deve nos satisfazer, até o sexo de fato chegar. Enquanto isso, escrevo&amp;nbsp;compulsivamente palavras cheias de sentimento, e espero que elas cheguem até você ainda cheias de emoção.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Acho que eu percebo as coisas de maneira equivocada, talvez você precise me explicar melhor a vida.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1137089367318103357?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1137089367318103357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/o-sexo-que-fazemos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1137089367318103357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1137089367318103357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/o-sexo-que-fazemos.html' title='O sexo que fazemos'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7410491606395672582</id><published>2011-05-16T18:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T18:33:20.966-07:00</updated><title type='text'>E quando nos encontramos...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Completamos três meses de namoro no último final de semana. Meu plano era fazer uma surpresa e visitar L., lá na terra dele, Rio Grande Do Sul, mas não consegui manter a surpresa e contei logo sobre tudo. Achei melhor assim, fiquei receoso que minha presença inesperada o assustasse. Nunca me senti&amp;nbsp;tão inseguro na vida. Apesar dele ficar sempre afirmando que sou lindo e que me ama, tenho sempre dúvida. Não confio na minha aparência, me acho feio. Mesmo com a maioria ao meu redor dizendo o contrário. Não que eu duvide deles, é que penso que ás vezes eles só querem me fazer sentir menos mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Fui apenas com uma mochila, seria exagero levar muita bagagem, afinal só ficaria um fim de semana.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Poucas coisas eram necessárias, só eu e ele. Cheguei a Porto Alegre e ele estava lá me esperando. De jeans e camiseta. Caminhei devagar em sua direção. Ele ao me ver veio com fé e me deu um longo beijo. Todo perfumado. Doce o beijo,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;forte, gosto de maçã. Aquilo acordou meu corpo que estava meio anestesiado devido a viagem. Já havia passado o medo do céu, o medo de voar, mas naquele ponto, eu só poderia mesmo caminhar entre estrelas. E naquele beijo, encontrei essas estrelas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;E ao terminarmos, ao nosso redor, havia se formado uma pequena multidão curiosa, que empolgada nos aplaudia. Sério mesmo, parecia cena de filme. Nesse ponto minha insegurança havia se dissipado, ele era profundo o suficiente para me ver completo e me enxergar belo. Podia me ver além do físico. Me via a alma. E ele veio me dizendo ao pé do ouvido que eu era lindo, quase me fazendo acreditar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ainda bem que ele veio logo me beijando, pois eu não faria nada, sempre fiquei paralisado diante do belo. A beleza das coisas sempre me fascina e assusta.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sempre achei que no fim das contas minha vida se tornaria um filme Cult, já não tenho tanta certeza, mas o nosso romance, com esse começo, tem grandes chances. O interessante é que desde que nos encontramos no aeroporto, não paramos de falar. É melhor assim, não há espaço para silêncios constrangedores, aqueles que vêm e não conseguimos que vão embora. Finalmente estávamos juntos. Um refrigerante e pastel numa lanchonete ou numa praça qualquer. Só estar ali já era suficiente. Ainda era sexta-feira, tínhamos o fim de semana todo em nossa frente. Meu riso era enorme e a presença dele me fazia existir. Eu que já estava cansado de esperar por alguém especial. Pensei que minha sina era ser só. Tá certo que tudo começou pela internet, mas claro que superamos rapidamente isso, somos reais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Ele disse que me mostraria os lugares que mais gosta em sua cidade. Eu disse que queria tomar chimarrão e caminhar perto do rio ao entardecer. Ele disse que queria fazer amor e eu disse que já fazemos amor desde que nos conhecemos, agora era hora de fazer sexo. Ele riu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Íamos nos reconhecendo através do toque, do cheiro, sua mão grossa na minha. De repente ele fala : “Você é um mentiroso, sabia?”. Eu abro bem meus grandes olhos castanhos e o encaro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Ele continua : “Pelo que você me dizia, eu pensei que você fosse realmente feio, você enfatizava tanto isso. Suas fotos sempre denunciaram sua mentira. Tu é lindo, guri”. Eu não soube o que dizer, fiquei calado, com lágrimas prestes a cair. Fechei os olhos. Então ele me beijou com suavidade as pálpebras dos olhos e eu disse: “Achei que alguém como você nunca teria olhos para mim”.&amp;nbsp;Falei isso com um tremor interno, que era mais felicidade que medo: “E você me viu”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7410491606395672582?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7410491606395672582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7410491606395672582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7410491606395672582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-quando-nos-encontramos.html' title='E quando nos encontramos...'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6153500115711459126</id><published>2011-05-15T16:10:00.000-07:00</published><updated>2011-05-15T16:10:21.120-07:00</updated><title type='text'>Maré ou o canto da sereia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não era apenas uma onda que ia e vinha sem parar. Veio e ficou. E para isso veio uma tsunami, forte e destruidora. Meu coração que vive se metendo em encrencas quase parou. Te amo com o cérebro, mas o sentir vem do meio, do peito, vem ardendo. Meus pés na areia da praia ouvindo seu canto de sereia. Sua voz que não para de dizer coisas belas em minha cabeça. Seu sotaque charmoso. Eu como sempre, fico&amp;nbsp;correndo atrás de amores cinematográficos, quase impossíveis. Quero transformar o impossível em possível. Deixo os obstáculos surgirem, um a um, para com prazer destruí-los. Você me hipnotizou, me seduziu, e já não respondo por mim. Meus pés afundam. Enlouqueço! O mar imenso só me faz lembrar de minha insignificância diante do tempo e do espaço.&amp;nbsp;Vou me deixando molhar. Eu e você no oceano profundo, submersos. Só nosso. Busco sua mão no azul-escuro. Afundo sem resistência na areia e me afogo em você.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6153500115711459126?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6153500115711459126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/mare-ou-o-canto-da-sereia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6153500115711459126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6153500115711459126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/mare-ou-o-canto-da-sereia.html' title='Maré ou o canto da sereia'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-337992100252854015</id><published>2011-05-14T07:32:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T07:53:07.700-07:00</updated><title type='text'>Sexta-feira 13</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ainda vou digerindo tudo. Não vagarei mais sem rumo, tu me deste um destino. Agora tenho pra onde ir. Te disse que não ia te dar paz, agora só falarei de você. Mas quem precisa de paz se esse caos é tão mais interessante? Se é amor é caos. Vou com você em direção ao caos. E nessa ida flutuo. Somos donos de algo além de nós. Vou descobrindo que em você mora muito mais que um poema, talvez vários livros, uma biblioteca toda, um mundo. Então&amp;nbsp;vou mostrando logo meus defeitos, todos eles, tijolo por tijolo. Para que você não se assuste ao me ver mostrar os dentes. Eu que achei que nunca ninguém ia me ver. Quero sua virtude. O gosto do bocejo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Agora existo, sinta-me te tocar com palavras. E tudo aconteceu tão rápido.&amp;nbsp;O namoro começou justo numa sexta-feira 13 e não há nada mais&amp;nbsp;perfeito do que isso. Algo estranho, singular e nosso. Dividimos peculiaridades. Ás vezes alguma lágrima insisti em ficar atrás de meus olhos, ardendo. E eu que não era fã de demonstrações públicas de afeto vou aprendendo a perder o medo de sentimentos. Te deixo entrar. Ainda ouço ecoando na minha cabeça você me dizendo ao telefone, repetidas vezes ininterruptamente: "Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo...". E a minha boca secando. Dentro sendo preenchido. As palavras me fugindo. Eu mudo. Há uma semana não imaginaria que hoje estaria namorando. E por trás dessa alegria extrema, há uma gotinha de dor, uma insegurança, um medo de que tudo acabe tão rápido como começou. Enquanto isso, me deixo levar. Eu que só precisava se alguém que precisasse de mim. Você é meu Frankenstein, como se tivesse sido feito sob encomenda para mim e por mim. Só digo isso porque isso me domina e fala por si só. Te dou o que tenho e deixo que se divirta com a confusão que sou. Só te peço que carregue com cuidado a alma e o coração que dei.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-337992100252854015?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/337992100252854015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/sexta-feira-13.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/337992100252854015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/337992100252854015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/sexta-feira-13.html' title='Sexta-feira 13'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5988970882219095058</id><published>2011-05-13T16:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T07:56:26.063-07:00</updated><title type='text'>E agora? Acho que te amo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;O que devo fazer com esse meu coração retardado? Sinto que em você mora um poema já escrito. Tento ser mais forte que sou só por sua causa. Estou mudado. Vou te percebendo e vou me moldando novo. Mudamos o tempo todo e tudo isso que sinto me mudou também. Ás vezes penso que é só loucura. Acho que consigo absorver sua beleza. Me sinto mais forte, mais novo, mais&amp;nbsp;macho. Quando digo beleza, não estou falando só de seu físico, estou falando de todos os seus lados, até os sombrios. Não quero que derrame nenhuma lágrima por mim, não suportaria seu sofrer, só lágrimas de alegria, que quando extrema deságua. Estou bem aqui. Pode sentir? Queria ter o domínio total de minha fala e poder dizer-te tudo. Quero te beber. Você parece ser puro e bebível como leite. Nada mais belo poderia ter me ocorrido nessas tristes semanas que vinha vivendo.&amp;nbsp;E quando houve um apagão, tudo sumiu e de repente ouço meu celular vibrar, tudo foi ficando claro novamente, era você me trazendo a luz. E quando não ouço sua voz, só me resta imaginar, você me dando a mão ou você aqui ao meu lado conversando comigo. A distância não me incomoda, eu posso vencê-la, podemos. Quando falo contigo me sinto abraçado, já te disse isso e é verdade. Só você me faz sentir tão desse jeito. E hoje tudo veio como uma avalanche quando você me disse que isso tudo deve ser amor. Todo meu mundo já te pertence. Pode ter certeza que sinto tudo que você sente. É que eu sou meio idiota e morro de vergonha de tudo. Falar não é meu forte, por isso escrevo. Minha voz está em linhas. Saiba que você já é alguém indispensável. Tremo ao som de sua voz, tu sabe. E você dizendo repetidas vezes “eu te amo” ao telefone, foi me enchendo por dentro de uma coisa que num sei se é o que eu to achando, mas deve mesmo ser amor, e tudo aqui. Tudo tão cheio disso aqui dentro que palavras não saem, sufocam, quase explodo: Eu te amo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5988970882219095058?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5988970882219095058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-agora-acho-que-te-amo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5988970882219095058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5988970882219095058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/e-agora-acho-que-te-amo.html' title='E agora? Acho que te amo.'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2025408643309719285</id><published>2011-05-13T16:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T16:07:57.904-07:00</updated><title type='text'>O telefonema ou o nosso primeiro beijo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Nada poderia prever o desenlace daquele diálogo improvisado no Google Talk pelo Orkut. Nada poderia prever nada.&amp;nbsp;É assim que as coisas são. Vão se acumulando, enchendo tudo e transbordando, acontecendo. Pois é, agora você será meu assunto até quando eu estragar tudo.&amp;nbsp;Ontem meu sono não veio. Você gentilmente o roubo, vagando pela minha cabeça feito um rei e não deixando esse sorriso sair da minha face. Na TV, Natalie Portman interpretava o papel que lhe deu o Oscar, mas não consigui me concentrar no filme. Cisne Negro ficou pra depois. Esperava ansioso pela vibração que vinha de você. E você tão pontual. Eu vacilei ao dizer “alô”, como eu achei que faria. Tinha medo do vácuo que é falar com um objeto e esperar resposta. O celular frio na minha mão, transportando de longe sua voz que ... O susto da sua voz! O silêncio da espera. O meu maior medo era que ficássemos mudos de espanto e não conseguíssemos dizer palavra, mesmo tendo tantos infinitos a dizer. Tive medo de gaguejar, ofegante. Outro silêncio. Tantos. E eu que esperei tanto por um semelhante. Queria ficar horas falando, até poderia. Veio uma pressa de desligar, um medo de que qualquer coisa viesse e fudesse com tudo. Falei repetidas vezes ”boa noite” e “tchau”. Mas faltava algo. Desligamos. Sentei no sofá e o riso intrometido veio morar em meu rosto. Novamente a vibração, atendo o celular, você: “Esqueci de dizer uma coisa”. Eu: “O quê?” Você: “Um Beijo.” Eu retribuo e novamente a conversa termina. Nunca me disseram algo tão fofo de um jeito tão doce, e olha que é foda admitir isso aqui, porque não quero parecer patético. Juro que o calor que senti ao ouvir suas palavras só poderia ser o beijo atravessando tudo e me tocando. O dia seguinte amanheceu chuvoso, cinzento e lindo, a seca estava acabando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2025408643309719285?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2025408643309719285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/o-telefonema-ou-o-nosso-primeiro-beijo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2025408643309719285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2025408643309719285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/o-telefonema-ou-o-nosso-primeiro-beijo.html' title='O telefonema ou o nosso primeiro beijo'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3628140816396526065</id><published>2011-05-10T18:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T18:38:52.951-07:00</updated><title type='text'>A colisão</title><content type='html'>&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Só queria dizer que estou pronto para que me devorem com corações. O medo é tão grande e forte. O&amp;nbsp;tédio é uma fonte viva&amp;nbsp;e isso nunca acaba. Você espanta qualquer mal. Tenho receio de reclamar de tédio e assim confessar que afinal de contas o chato sou eu. Estou falando com você agora. Sim, você mesmo. Tenho medo da sua beleza porque me acostumei a ser feio. Gosto de tudo em você porque você carrega cicatrizes tão grandes e profundas quanto as minhas e toda a sua dor também é minha.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Posso fugir direto pra você,&amp;nbsp;porque nenhuma distância me impede de chegar ao seu coração, somos maiores juntos. Não se entregue ao sofrer, não te deixe sozinho e não use suas próprias mãos para ferir a si mesmo, isso alguém sempre fará por você, então não perca tempo precipitando a dor. Quero seus traumas.&amp;nbsp;Talvez você não me veja tão como sou. Você diz que sou lindo. Será que são seus olhos? Tenho medo que algum dia algo mude em seus olhos e&amp;nbsp;então você veja e se assuste com o que realmente sou.&amp;nbsp;Você diz que sonha, eu digo que moro na irrealidade. E esses dois mundos que habitamos são na verdade&amp;nbsp;um só. &amp;nbsp;Nossos corpos distantes deixam espaço para que nossas almas se toquem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3628140816396526065?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3628140816396526065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/colisao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3628140816396526065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3628140816396526065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/colisao.html' title='A colisão'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5640705910184842235</id><published>2011-05-03T16:54:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T17:00:20.034-07:00</updated><title type='text'>Aquilo que encerra um capítulo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-182UV1NKXaY/TcASi6kL03I/AAAAAAAACsI/cKruIDNlNN4/s1600/the-kiss-by-picasso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-182UV1NKXaY/TcASi6kL03I/AAAAAAAACsI/cKruIDNlNN4/s400/the-kiss-by-picasso.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Começo aqui o fim, e dessa vez, não há mais nada depois do ponto final. Agora quando você&amp;nbsp;chegar&amp;nbsp;meu mundo não&amp;nbsp;vai mais se tornar&amp;nbsp;um breu.&amp;nbsp;Vou sair desse quarto escuro, onde não tenho chão nem linhas nem folha em branco pra mostrar o que sinto, entorpecido, não vendo nada&amp;nbsp;além de você,&amp;nbsp;essa sombra em meio a neblina densa.&amp;nbsp;Ontem já ia dando a cara à tapa, sem medo, com um sorriso firme. Na sua presença vou minguando e acabo derretendo esse meu coração de gelo. Me transformo em algo pior do que sou. Me anulo e talvez por isso você não me veja. Sou um nada pra você. Sou uma cadeira vazia. Um vão. Tenho um sorriso que você me deu por pena. Não&amp;nbsp;aceito essa porra! Quero mais.&amp;nbsp;Meus poros abertos pro mundo. E já que não posso ter nada que venha de você, nem um traço de amizade verdadeira, eu morro. Morro não da forma que você imagina. Mas vou morrendo de pedaço&amp;nbsp;em pedaço. Primeiro o coração, que já nem sei se tenho. O frio que sinto no peito, deve ser o lugar vazio que restou. Um oco de vida. &amp;nbsp;Estou repetitivo, porque me debato dentro de você e tento sair. Meus braços dormentes, minha cabeça dando voltas, meus passos que te seguem. Meu medo de bicho acuado. Fui preso.&amp;nbsp;Esperei que você desse o primeiro passo, porque eu sabia que se eu fizesse qualquer coisa estragaria tudo, e não fazendo estraguei da mesma forma. Preciso parar de ser tão introspectivo, porque perdido aqui dentro, não vivo fora.&amp;nbsp;Procuro os cantos. Reservo o desespero pro final,&amp;nbsp;antes disso&amp;nbsp;vou vivendo errado nesse meu mundinho insano que valorizo tanto e não passa de lixo. E você vai me varrendo. A tristeza já não é amarga, ela é doce e me trás uma sensação de casa.Você de costas para mim e eu de costas para você. Nossas nucas não conversam. Estamos mais longe do que perto. Nossos olhos não vêem o mesmo mundo. Jogo tudo isso fora. Desprezo o que já implorei para ter. Encerro aqui esse romance que ficou em branco. Com um sorriso áspero eu sigo, já sem dores, anestesiado. O que sinto me vomita o ácido que sou. E vou me revelando novo em folha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5640705910184842235?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5640705910184842235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/aquilo-que-encerra-um-capitulo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5640705910184842235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5640705910184842235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/05/aquilo-que-encerra-um-capitulo.html' title='Aquilo que encerra um capítulo'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-182UV1NKXaY/TcASi6kL03I/AAAAAAAACsI/cKruIDNlNN4/s72-c/the-kiss-by-picasso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5861763501234818287</id><published>2011-04-26T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T17:22:17.244-07:00</updated><title type='text'>Silence is my boyfriend</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ovOMKn0mH-4/Tbdg4RSybmI/AAAAAAAACrs/euU-8q3tTzY/s1600/OgAAAFZC31xEiqsXOwrsVQwgR17DqpSnIfdJ_EIA5GLgMvedB98HqburvCYGoYJiHE4LbMGIEvtuErOAk8wiT15l9N4Am1T1UGiWFLlqqN5cCvdY_IkcGVKMkw3W.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-ovOMKn0mH-4/Tbdg4RSybmI/AAAAAAAACrs/euU-8q3tTzY/s400/OgAAAFZC31xEiqsXOwrsVQwgR17DqpSnIfdJ_EIA5GLgMvedB98HqburvCYGoYJiHE4LbMGIEvtuErOAk8wiT15l9N4Am1T1UGiWFLlqqN5cCvdY_IkcGVKMkw3W.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Venho tentar te libertar de mim. Apesar da necessidade que sinto de você, preciso te libertar, porque também almejo essa liberdade. Foda-se a merda do que sinto. Cansei de ser essa porta que nem abre nem fecha.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Essa coisa morna, insossa, meio morta, que se fortalece no tédio. Venho agora armado de dentes e garras e usarei toda minha força para te amputar de mim. De amores cansei. Do que vem de dentro não sei. Ao sair, despedaço. Ao dizer, destruo. Da morte sinto o gosto, como se ela não passasse de uma sensação ou de um estágio permanente. Saudade sinto de tudo. Sinto falta do passado, assim como sinto falta do agora. Essa coisa de estar não estando. Invento mundos porque a realidade sempre estraga tudo. Os vencedores, meus braços de sonâmbulo não alcançam. Feito parasita eu orbito ao redor de meus amigos, paixões e inspirações. E roubo de forma vil aquilo que não posso ter. Não te alcanço porque te inventei longe do que é. Perto de você minha voz some ou você não me escuta. E eu que pensava ter algo a dizer. Meu namorado é o silêncio.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5861763501234818287?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5861763501234818287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/silence-is-my-boyfriend.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5861763501234818287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5861763501234818287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/silence-is-my-boyfriend.html' title='Silence is my boyfriend'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ovOMKn0mH-4/Tbdg4RSybmI/AAAAAAAACrs/euU-8q3tTzY/s72-c/OgAAAFZC31xEiqsXOwrsVQwgR17DqpSnIfdJ_EIA5GLgMvedB98HqburvCYGoYJiHE4LbMGIEvtuErOAk8wiT15l9N4Am1T1UGiWFLlqqN5cCvdY_IkcGVKMkw3W.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8961726266285409879</id><published>2011-04-18T08:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-18T08:40:15.507-07:00</updated><title type='text'>Sadomasoquismo e a busca da cura.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-R-D29KlZc54/TaxaEzH5hOI/AAAAAAAACrg/cRitJX-zykI/s1600/charlesray.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-R-D29KlZc54/TaxaEzH5hOI/AAAAAAAACrg/cRitJX-zykI/s400/charlesray.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desastrado que sou, acho que deixei cair sua amizade. Talvez a tenha perdido. Hoje estou derrubando tudo e tudo está caindo em mim.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não pertenço a lugar nenhum. Para onde vou levo o que temo. Não tenho autocontrole, por isso perco a direção. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Gosto das pancadas que me da, vou saboreando a dor que você me traz. Nesse romance que desde o começo foi amargo por nunca ter começado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Te quero por todos que não tive. O que sinto é selvagem e prematuro. É fome. Procuro o chão, mas&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a queda não tem fim. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Como um sadomasoquista procuro seu pé em busca de mais um chute. E amo tudo que pode me dar. Por um momento acreditei na ilusão de ter superado tudo isso, porém continuo em busca da cura. O amor é uma doença. Amar é estar no inferno. É deixar-se queimar. Odeio dar nomes aos sentimentos, porque tudo que sinto é novo e desconheço. Quando te vejo me falta voz e por dentro grito. Sinto essa urgência de você, que é saudade e também vontade de te contar tudo. Sigo sendo essa grande piada. Aguardo ser nocauteado. E ao descobrir que a solidão é minha única amiga, senti uma sensação estranha no peito, gélida e oca, como quando ouço sua voz, algo que se abre e me deixa vulnerável. Queria que você pudesse alcançar minha alma, porque lá eu devo ser bonito. Me masturbei chorando enquanto pensava em você. Gostar de você é esse orgasmo triste e solitário.E é tudo que tenho.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8961726266285409879?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8961726266285409879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/sadomasoquismo-e-busca-da-cura.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8961726266285409879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8961726266285409879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/sadomasoquismo-e-busca-da-cura.html' title='Sadomasoquismo e a busca da cura.'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-R-D29KlZc54/TaxaEzH5hOI/AAAAAAAACrg/cRitJX-zykI/s72-c/charlesray.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-543850597890232997</id><published>2011-04-13T07:29:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T07:29:37.309-07:00</updated><title type='text'>O tempo entre a angústia e a certeza do fim</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dF_PaJ0_qU8/TaWx6X_q-TI/AAAAAAAACrU/cZv7nbmaXWk/s1600/mocrazyhorse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-dF_PaJ0_qU8/TaWx6X_q-TI/AAAAAAAACrU/cZv7nbmaXWk/s400/mocrazyhorse.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não posso mais com esse peso, preciso desabar. Tenho algo que sai dos olhos e não é só lágrima, dói demais. O que me escapa pelos olhos é tudo que é proibido e tudo que eu mais mereço. Lembrar de você é pensar. Estar com você é pensar. Ter você é pensar. Me mudei para sempre, para longe, pra dentro. Pode rir da minha cara. Eu sou um puto mesmo. Me dou fácil demais. Ofereço-me rápido demais. Choro porque tento fugir pelos olhos, tento sair daqui. Preciso ser esse lixo. Preciso ser jogado fora quantas vezes forem necessárias. Preciso desse sentimento que me come e é você. Preciso disso pra dizer que ainda sinto algo, para me afirmar humano. Te incomodo sendo essa criatura que não fala. Essa criatura que existe e não é. Que não tem força pra ser. Esse ser que te persegue e baba. Corta-me ter que me revelar assim tão cru.&amp;nbsp;É fato que preciso&amp;nbsp;desse remédio que me veio através de você, para tentar curar esse tudo que me é a solidão. Sinto-me oco, dentro e fora. Preciso de você para fingir que existo. E sei que você e ela já&amp;nbsp;estão bem felizes nisso que vocês chamam de relacionamento sério. Enquanto isso, vou comendo pelas beiradas, o que sobra,&amp;nbsp;feito bicho. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-543850597890232997?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/543850597890232997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/o-tempo-entre-angustia-e-certeza-do-fim.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/543850597890232997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/543850597890232997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/o-tempo-entre-angustia-e-certeza-do-fim.html' title='O tempo entre a angústia e a certeza do fim'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dF_PaJ0_qU8/TaWx6X_q-TI/AAAAAAAACrU/cZv7nbmaXWk/s72-c/mocrazyhorse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5387304977142093253</id><published>2011-04-10T16:20:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T16:44:19.404-07:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o que sinto</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Me transformo em uma xícara de café quente e você não pode me tomar. Ainda não. Me evaporo. O que sinto se revela tão grande que a visão não alcança. Penso que não deveria ter caído tão fundo, tão rápido. Entreguei-me ao incerto, como sempre fiz. Pretendo não revelar demais para que não veja quão patética é minha situação. Recolho tudo que tenho, tudo que deixou, tudo que ainda sobra inteiro. Isso que sinto, que por não ter nome eu chamo de paixão, deixou-me em carne viva. Vulnerável a drásticas oscilações de humor. Já me sinto envergonhado por ter sido fraco e ter ido tão longe. Há um rio que me corta por dentro e, em algum lugar entre o estomago e o pulmão, ele está transbordando, turbulento. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Estou preso a esse assunto e cada palavra que escrevo é uma tentativa de me livrar dele e de você. O que digo aqui é o necessário, o essencial, o que transborda. O que sinto já não se explica. Imagino que se você soubesse de tudo isso ficaria apavorado. Não sei, mas acho que em algum momento me tornei indispensável, porque você também me rodeia. Descobri que se apaixonar é deixar-se cair no clichê. A minha paralisia diante de tudo isso vem do fato de eu saber que não posso fazer nada, só você pode dar o primeiro passo. E é claro que meu raciocínio está prejudicado, não penso em outra coisa, começo e termino em você. Só espero o momento em que você esteja pronto e se entregue ao primeiro gole.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5387304977142093253?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5387304977142093253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/ainda-sobre-o-que-sinto.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5387304977142093253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5387304977142093253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/ainda-sobre-o-que-sinto.html' title='Ainda sobre o que sinto'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3144478461651006470</id><published>2011-04-07T07:48:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T08:21:07.208-07:00</updated><title type='text'>Abstinência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_KOPA8dbZeM/TZ3RSd9ajoI/AAAAAAAACqM/EzXOPf5-Tz0/s1600/MUNDO_%257E1.JPE" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-_KOPA8dbZeM/TZ3RSd9ajoI/AAAAAAAACqM/EzXOPf5-Tz0/s1600/MUNDO_%257E1.JPE" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mostro-me paralisado diante do secreto que me revelaste. Sigo mudo, cego&amp;nbsp;e surdo.&amp;nbsp;Vou para onde me leva. De peito aberto pronto para receber o tiro que vai me tirar a morte e me devolver a vida. Uma parte de mim ainda inteira e não infectada de você parece me dizer: "Você é um babaca, acorda!". Como se fosse outra pessoa, como se realmente me visse de fora e soubesse da roubada onde eu estou me metendo.&amp;nbsp;E dentro aquela merda de sempre. A esperança vai sendo morta pela espera, pouco a pouco.&amp;nbsp;E a infinita espera parece não levar a lugar nenhum. O&amp;nbsp;pouco que tenho de você&amp;nbsp;não é suficiente, arrasto-me implorando por qualquer coisa, como um drogado atrás de um trago ou de&amp;nbsp;mais uma&amp;nbsp;dose, algo&amp;nbsp;que acabe com a dor momentânea que sinto&amp;nbsp;em sua falta, algo que me anestesie e me mantenha entorpecido pelo longo período de sua ausência. Agora eu tenho um novo amigo, que me guarda no peito, dentro do coração, em meio a sangue e todos os sentimentos que nele são lindos, até&amp;nbsp;mesmo o ódio. Apesar de não estar sozinho, a solidão ainda é enorme. A solidão corpórea, a solidão de alma, aquela que nasceu comigo, a solidão de sempre.&amp;nbsp;Tenho medo do fim. Tenho medo&amp;nbsp;que minha verdade o assuste. A espera, entre uma dose e outra, quase me mata. E isso que sinto e vou nutrindo parece-me tão errado que não sei o que fazer, só penso em buscar a próxima dose. E quando a tenho me escapa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3144478461651006470?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3144478461651006470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/abstinencia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3144478461651006470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3144478461651006470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/abstinencia.html' title='Abstinência'/><author><name>Rafael Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17455142190229860401</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZK2bC5kBn0/SmcmlUn1u3I/AAAAAAAAAdY/qygIVQ5SvDE/S220/OQAAABkMIMO5dh21l2j5Qp0HDCjh0Z4jowiUd879R9lXi4kGaXo69BGjpQ6zjPKF1lSvq1Hlbqc7dBQsX_CSMpy-ev4Am1T1UMkQKjrim-FSUf3fNjO0vIG7siDf.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_KOPA8dbZeM/TZ3RSd9ajoI/AAAAAAAACqM/EzXOPf5-Tz0/s72-c/MUNDO_%257E1.JPE' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6851390798797048898</id><published>2011-04-04T17:47:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T17:55:18.821-07:00</updated><title type='text'>Sobre o fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pnDHKnzSrPM/TZpnBdAGnzI/AAAAAAAAALE/BNyoLu8dN0o/s1600/surrealism.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-pnDHKnzSrPM/TZpnBdAGnzI/AAAAAAAAALE/BNyoLu8dN0o/s1600/surrealism.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estou suando de fora pra dentro e esse suor que vem do mundo me contamina todo. Confundi tudo, eu sei, mas o que vem dele me contamina tanto quanto o que vem de mim mesmo e do mundo. O que mais me incomoda é a animosidade de algumas pessoas. Sim, eu tenho medo de gente. E só não digo tudo que penso porque tenho tanto medo da verdade quanto você. Entregaria-me agora. Entregaria-me mesmo sabendo que nem sabe e, talvez, nunca saberá. Escrevo tentando decifrar o&amp;nbsp;que isso tudo está fazendo comigo e se é tudo real. Estou me transformando e ninguém parece notar, porque estou vivendo esse sentimento inventado, que na verdade todos desconfiam mas ninguém tem certeza se existe. Esse suor que me vem do mundo está me transformando em algo que não sou e talvez seja mais eu do que eu mesmo. Fui eu que inventei tudo. O romance nunca existiu e&amp;nbsp;sou eu que vou ter que acabar com ele.&amp;nbsp;Não ouvi muito bem o que&amp;nbsp;disse, por conta do álcool, do suor e de toda aquela gente sedenta por um pedaço de qualquer coisa que seja vida ou felicidade. Mas se ouvi direito, eu morri, e enterrei junto o que sentia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6851390798797048898?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6851390798797048898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/sobre-o-fim.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6851390798797048898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6851390798797048898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/04/sobre-o-fim.html' title='Sobre o fim'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pnDHKnzSrPM/TZpnBdAGnzI/AAAAAAAAALE/BNyoLu8dN0o/s72-c/surrealism.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-8367522030751965742</id><published>2011-03-27T15:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T15:32:28.171-07:00</updated><title type='text'>Sobre gostar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--uRO1gKyi60/TY-50jDVH7I/AAAAAAAAALA/rEqpO68bcUc/s1600/Of+The+Vision+-+Violent+Dreams+%25284%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/--uRO1gKyi60/TY-50jDVH7I/AAAAAAAAALA/rEqpO68bcUc/s400/Of+The+Vision+-+Violent+Dreams+%25284%2529.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre&amp;nbsp;tento estar bem, se reclamo é por esporte mesmo. Se não estou bem,&amp;nbsp;finjo estar. Mas o telefonema que dei ontem foi tão ridículo a ponto de me fazer perder o sono. Assisti True Blood, vi muito sangue e sexo, e mesmo assim não me acalmei. Tudo começou com uma mensagem de texto e algumas cervejas. A minha fala travava ao ouvir a sua. O que é isso? Burrice. Eu não poderia ter feito isso. Afinal, para quê? Ouvir sua voz? Não, não estou tão carente assim. Talvez eu esteja criando esse romance que não existe só para preencher esse vazio enorme que tenho e não existe. Você está conseguindo vir por esse caminho comigo? Estou complicando demais as coisas? É que de sentimentos só sei sentir. Só sei gostar sozinho, escondido, sem ninguém saber.&amp;nbsp;Tento promover o desapego e a qualquer afago eu cedo. Nem te toquei e já me sinto dono, nem bem nos falamos.&amp;nbsp;Você não sabe, e se soubesse estragaria tudo. Ainda não sei o que pensa disso, e não sei se saberei agir com isso de gostar a dois. Só queria dizer que não gosto de você. O que sinto é algo que vem da falta de gostar. A ausência de&amp;nbsp;um relacionamento amoroso&amp;nbsp;me trouxe isso, uma total falta de aptidão aos sentimentos e as pessoas, agora só sei&amp;nbsp;escrever o que escondo, e esconder o que sinto. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-8367522030751965742?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/8367522030751965742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/03/sobre-gostar.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8367522030751965742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/8367522030751965742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/03/sobre-gostar.html' title='Sobre gostar'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--uRO1gKyi60/TY-50jDVH7I/AAAAAAAAALA/rEqpO68bcUc/s72-c/Of+The+Vision+-+Violent+Dreams+%25284%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2326445816007903579</id><published>2011-02-08T05:12:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T05:40:23.731-08:00</updated><title type='text'>Colina da Melancolia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TVFHTB95eoI/AAAAAAAAAK4/4OeDM_dW9cI/s1600/henri-cartier-bresson.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571312606305155714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TVFHTB95eoI/AAAAAAAAAK4/4OeDM_dW9cI/s400/henri-cartier-bresson.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu morava numa colina chamada melancolia. E nela os pedaços. Um indigesto aroma. Coisas que nem iam e nem vinham. De lá memória de vozes. Uma extrema falta de certeza. Um deles me disse que é preciso usar e ser usado, segundo ele, só assim é possível evoluir. Outro examinava cada palavra que eu dizia. Meus passos deixavam pegadas que ele seguia. Havia um outro, aliás, vários deles, pagavam por sexo. Isso me deprimia. Eles se contentavam em ser piores do que são. Tenho uma arma, digo sempre a verdade. Só queria alguém tão vazio como eu para que talvez nos preenchêssemos. Porque apesar de seguir as regras, sou um marginal. Me retiro continuando aqui. Quero terminar sem ao menos ter começado. Acontece que está havendo agora um dilúvio na colina da melancolia. Ela está afundando. O que ninguém nunca me falou, é que ás vezes é preciso ignorar as vozes de fora, e ouvir as de dentro.&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;Dizer a verdade me fez destruir um mundo que conhecia, agora ele está submerso, e eu flutuando. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2326445816007903579?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2326445816007903579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/02/colina-da-melancolia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2326445816007903579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2326445816007903579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/02/colina-da-melancolia.html' title='Colina da Melancolia'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TVFHTB95eoI/AAAAAAAAAK4/4OeDM_dW9cI/s72-c/henri-cartier-bresson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7789682837445065751</id><published>2011-01-05T06:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T06:38:57.031-08:00</updated><title type='text'>Baile de máscaras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TSR__SAok-I/AAAAAAAAAKc/VRCBe0gkQnY/s1600/peoples-masks-photo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558708565225018338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TSR__SAok-I/AAAAAAAAAKc/VRCBe0gkQnY/s320/peoples-masks-photo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Era um baile de máscaras. Eles dançavam, mas não podemos dizer se felizes ou não. Os rostos por trás das máscaras eram desconhecidos. Todos desconhecidos entre si, porém insistiam em definir uns aos outros como “amigo”. Esqueci de mencionar que esse era um baile de leões mascarados. Eu já sabia que aquele pedaço de carne que havia sido jogado no centro do salão traria uma guerra. Eu estava prevendo isso. O chão do salão parecia instável. A cada passo nos desestabilizávamos. A carne sanguinolenta sentia-se soberana. Sentia-se acima de todas as outras criaturas que haviam ali, por ter o poder de causar a fome e a animosidade. Soube que os leões seriam capazes de tudo, lutariam de todas as formas para obter aquele pedaço de carne crua. A cena era chocante. E a carne que estava sendo disputada, parecia em um estado avançado de decomposição. Ela apodrecia. Cada máscara escondia a falta de um rosto, que aqui eu vou chamar de personalidade. Ao deixar o recinto já não havia vestígios do tal pedaço de carne e os leões mascarados começaram a se devorar.&lt;/span&gt; &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7789682837445065751?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7789682837445065751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/01/baile-de-mascaras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7789682837445065751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7789682837445065751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2011/01/baile-de-mascaras.html' title='Baile de máscaras'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TSR__SAok-I/AAAAAAAAAKc/VRCBe0gkQnY/s72-c/peoples-masks-photo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1414323247428067061</id><published>2010-12-07T05:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T06:50:28.317-08:00</updated><title type='text'>Enquanto eu estava chupando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TP5JQp_-l_I/AAAAAAAAAKQ/bEWNnKzftvM/s1600/frida_kahlo_without_hope.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 311px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547952341467961330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TP5JQp_-l_I/AAAAAAAAAKQ/bEWNnKzftvM/s400/frida_kahlo_without_hope.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Inerte estava quando uma ordem vinda inocente me pôs &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em movimento. Então"&gt;em movimento. Então&lt;/st1:personname&gt; me movi. Parecia pronto e aberto ao mundo. Só esperando algo grandioso me arrebatar e mudar minha vida para sempre. Sim, eu estava aberto. E de repente ele se materializa em minha frente e sorri um riso malvado, de quem sabe que me domina. Eu ignoro. Finjo que nem o vejo. Mas você sabe, de alguma forma, que está sob controle de tudo ao seu redor. E com certeza sabe de mim. Em uma das mãos eu carregava um sorvete tão frio quanto ele. O meu calor o derretia, mas antes disso, eu chupava o máximo que podia, o mais rápido que podia. Entre seus amigos havia essa energia informal de poder, como se sem fazer nada, fossem indispensáveis àquele lugar, naquele momento. Era a segunda vez que o via. Eu ia longe. A avenida se estendia infinita em minha frente e costas. Ele parecia me perseguir, já sentia sua respiração lenta e calma no meu pescoço. Algo me dizia que ele sabia. Frio. O sorvete me congelava inteiro. O sorvete era ele. E enquanto eu o chupava, a distancia entre um poste e outro aumentava. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Meus passos não venciam aquela avenida. E eu nem tive coragem de dizer “oi” dessa vez. Se dissesse me entregaria na primeira sílaba que saísse da minha boca. Porque ela já está nele. E não poderia lhe estender a mão, para cumprimentá-lo, sem também lhe entregar a alma.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1414323247428067061?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1414323247428067061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2010/12/enquanto-eu-estava-chupando.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1414323247428067061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1414323247428067061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2010/12/enquanto-eu-estava-chupando.html' title='Enquanto eu estava chupando'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TP5JQp_-l_I/AAAAAAAAAKQ/bEWNnKzftvM/s72-c/frida_kahlo_without_hope.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4125416177362537235</id><published>2010-12-02T05:42:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T05:00:44.757-08:00</updated><title type='text'>Orgasmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TPemqbhkzMI/AAAAAAAAAJ4/JFu4L2fr-qc/s1600/rmap.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 317px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546084714003352770" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TPemqbhkzMI/AAAAAAAAAJ4/JFu4L2fr-qc/s320/rmap.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Palidez de nova onda. Ele me olhou e me trouxe aquilo que me amortece e por isso eu mantinha escondido. Seu toque me trouxe aquilo, que se não me engano, se chama vida. Ainda imóvel, sinto o mais perto, o toque da sua mão sobre a minha. E meu sexo, que há tempos adormecia, começa a pulsar. A polidez de seu gesto ao ceder às convenções sociais e me dar a sua mão, me fez relembrar de algo. Seus olhos verdes e tão jovens e frescos que me fizeram lembrar que os meus também são tão quanto jovens e frescos. Você e eu não somos tão diferentes. Talvez sejamos parecidos demais. Ele se foi rápido. Ele riu. Ele girou em torno de si mesmo. E eu que pensava estar condenado a ter que me esconder. Só estou dizendo o que realmente me vem à boca. Só digo o inevitável. É o que vem disso que escondo. Meu medo me come a alma e meu corpo se torna lento um zumbi. O amor que não tenho por mim, é o amor que não me dão. Me falta o controle. Mas nesse momento meu mundo parece mesmo ter desmoronado de uma vez por todas. E os bichos escrotos que me habitavam, parecem estar aos poucos deixando minha corrente sanguínea. Já não me dominam completamente e se despedem. Deixam lugar para o desconhecido. O vazio é chamado por um grito que dou &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em silêncio. E"&gt;em silêncio. E&lt;/st1:personname&gt; o silêncio, como todos sabem, é ensurdecedor. Só sinto a voz dele, que sem querer, me trouxe nessa viagem e me deixou aqui sozinho. O silêncio se foi. Sua voz ecoa e tem residência fixa em minha memória. Agora estou liberto ao grito. Eu me entrego àquele gesto. Mão com mão. Sexo com sexo. O orgasmo veio em forma de uma lágrima extremamente salgada que nem teve tempo de descer meu rosto. Ao nascer a lágrima foi morta por um sorriso. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4125416177362537235?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4125416177362537235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2010/12/orgasmo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4125416177362537235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4125416177362537235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2010/12/orgasmo.html' title='Orgasmo'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/TPemqbhkzMI/AAAAAAAAAJ4/JFu4L2fr-qc/s72-c/rmap.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7343615181535595822</id><published>2009-12-09T15:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T15:26:33.159-08:00</updated><title type='text'>Depoimento: ÓDIO</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:#000000;"  &gt;Coisas assim é que me fazem morrer. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Morrer não do modo literal, esse morrer é diferente, é morrer só um pouco &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;por dentro&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;É perder o pouco de &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;fé&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; que ainda tenho na raça humana. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Sei que não sei muito de coisas exatas. Na verdade eu sei quase &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;nada&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Eu só sei bagunçar, imaginar, &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;desafiar&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;O problema de hoje é que tenho dois amores. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Odeio&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; dizer ‘amores’, odeio essa palavra. Odeio ‘&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;amor&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;’ e seus derivados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Acontece que tenho a &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;sexualidade&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; confusa, não sou &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;gay&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; nem &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;hetero&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Gostava de um garoto introvertido chamado Pedro. Isso durou semanas. Foi um amor intenso, porem &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;solitário&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. Um &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;amor platônico&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Hoje estou entre ele e a Érica minha nova-atual paixão. Odeio também essa palavra ‘&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;paixão&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;’. Odeio tudo que tenta colocar &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;sentimentos &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;em palavras. Isso é &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;impossível&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Estou no &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;quarto&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; e posso ouvi-los enquanto ambos conversam (Pedro e Érica) sobre socialismo. Eles acabaram de fumar maconha e isso estimula a produção de&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; filosofia&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; barata. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:#000000;"  &gt;Ouço-os agora, falam sobre mim? O que será? &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:#000000;"  &gt;Não me importo, cheguei a um ponto que já não me importo com muita coisa. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Às vezes, quase sempre quero &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;morrer&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Acho até que escrevo já &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;morto&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Só eu e minha voz, a consciência. Só eu e o &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;útero de idéias&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Talvez seja ciúme de dois amores, &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;terrores&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;Não sei o que sinto por cada &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;um&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Só sei que odeio ambos com a mesma força que quero &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;devorá-los&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:130%;color:#000000;"   &gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:red;"  &gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(esse texto foi originalmente postado em maio de 2009 no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/rafaelfrancobr"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;www.myspace.com/rafaelfrancobr&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; em breve postarei material inédito aqui).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 14.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7343615181535595822?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7343615181535595822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/12/depoimento-odio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7343615181535595822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7343615181535595822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/12/depoimento-odio.html' title='Depoimento: ÓDIO'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2227591939427754268</id><published>2009-10-19T05:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T05:54:32.014-07:00</updated><title type='text'>Lei da gravidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Invejo ele por não ter aquele corpo. Por não ter aquela combinação entre olhos, nariz e boca. Por não receber tanta atenção. Invejo a pele, o sorriso, os braços e o tronco. Levo a sua morte em meus braços. A morte dele é previsível. Tudo que é e esta por aqui sofre as penas da lei da gravidade. Cuidado com a cabeça quando estiver sentado embaixo de uma árvore. O que de melhor tenho não está visível, talvez eu perca por isso. O que de melhor tenho não é perecível. Dispenso superfícies ocas porque um dia aqueles belos frutos maduros cairão.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2227591939427754268?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2227591939427754268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/10/lei-da-gravidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2227591939427754268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2227591939427754268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/10/lei-da-gravidade.html' title='Lei da gravidade'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-6192292982103507210</id><published>2009-09-21T06:05:00.001-07:00</published><updated>2009-09-21T06:51:52.506-07:00</updated><title type='text'>micro-conto ou frase?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;As viagens que ele fazia nunca eram completas, deixava muito dele no ponto de partida.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Srd94GIEi7I/AAAAAAAAAGo/gzKE0K-1pf8/s1600-h/RauschenberR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383910282215328690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Srd94GIEi7I/AAAAAAAAAGo/gzKE0K-1pf8/s400/RauschenberR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Obra de Robert Rauschenberg&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-6192292982103507210?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/6192292982103507210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/09/as-viagens-que-ele-fazia-nunca-eram.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6192292982103507210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/6192292982103507210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/09/as-viagens-que-ele-fazia-nunca-eram.html' title='micro-conto ou frase?'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Srd94GIEi7I/AAAAAAAAAGo/gzKE0K-1pf8/s72-c/RauschenberR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1462729542501311212</id><published>2009-09-15T05:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T06:01:53.624-07:00</updated><title type='text'>NUDEZ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Sq-PRlm5wDI/AAAAAAAAAGY/xNlxLTY7WnQ/s1600-h/maplethorpe_3-16x20.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381677612046860338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Sq-PRlm5wDI/AAAAAAAAAGY/xNlxLTY7WnQ/s320/maplethorpe_3-16x20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Só. Quando nu fico. Silêncio de pêlos. Curvas de costelas. Prisão nasal. É onde deito. Solo água. Onde piso afundo. Completamente nu. Submerso esqueço. Até quando (?) o acaso (ou por acaso) acordar. Somente nu cru azul. O silêncio. O peito e os pêlos. É onde tudo mora: no silêncio. Onde a resposta aguarda. Por baixa d’água. O corpo fundo. As idéias boiando ou afundando se perdem. Eu silêncio. Eu nu de pensamentos. Eu deitado. Eu aberto ao mundo. Eu água. Eu vulnerável. Por isso ouço vozes. Desconstruo frases. Adquiro hábitos. Remexo baús. E quando só mergulho aqui.&lt;/strong&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Foto By Robert Mapplethorpe&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1462729542501311212?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1462729542501311212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/09/nudez.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1462729542501311212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1462729542501311212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/09/nudez.html' title='NUDEZ'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Sq-PRlm5wDI/AAAAAAAAAGY/xNlxLTY7WnQ/s72-c/maplethorpe_3-16x20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4718140066018174507</id><published>2009-09-08T15:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T15:55:14.538-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sou uma  mão (fechada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coração-punho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equilibro            sentenças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre  dúvidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e                          certezas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeto meu olho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cataliso meu imã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde e por onde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;absorvo e escolho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ás vezes falo em silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e assisto o mundo pela fresta que Sou.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4718140066018174507?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4718140066018174507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/09/sou-uma-mao-fechada-um-coracao-punho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4718140066018174507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4718140066018174507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/09/sou-uma-mao-fechada-um-coracao-punho.html' title=''/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-2748137756567511901</id><published>2009-08-31T05:34:00.001-07:00</published><updated>2009-08-31T05:52:10.262-07:00</updated><title type='text'>TRANSBORDO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mostro a face e o osso&lt;br /&gt;Converto em frases &lt;br /&gt;Me transformo em texto &lt;br /&gt;Escureço só &lt;br /&gt;Órgãos letra &lt;br /&gt;Poema grito &lt;br /&gt;Converto eu em nós &lt;br /&gt;Me exprimo em contos &lt;br /&gt;Tantos &lt;br /&gt;Converto-me em nó  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desfaço tédio  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ardo&lt;br /&gt;Falo quanto &lt;br /&gt;Escorro quando &lt;br /&gt;No canto&lt;br /&gt;Parto &lt;br /&gt;descanso &lt;br /&gt;Paro &lt;br /&gt;Nasço Instante&lt;br /&gt;Novo corpo em contato &lt;br /&gt;e se a voz trava &lt;br /&gt;converto em frases&lt;br /&gt;Caibo palavra&lt;br /&gt;Transbordo em baldes...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;T&lt;br /&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-2748137756567511901?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/2748137756567511901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/08/mostro-face-e-o-osso-converto-em-frases.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2748137756567511901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/2748137756567511901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/08/mostro-face-e-o-osso-converto-em-frases.html' title='TRANSBORDO'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4005363004823462668</id><published>2009-08-24T05:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T05:51:30.284-07:00</updated><title type='text'>O Fantasma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SpKMICv9etI/AAAAAAAAAGI/lDqEJl53A8o/s1600-h/649368008_d7c3f3ce07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373511375211297490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SpKMICv9etI/AAAAAAAAAGI/lDqEJl53A8o/s320/649368008_d7c3f3ce07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O fantasma que subia do chá quente era insistente. Subia quase-transparente. Dançando. Fazia curvas em si mesmo, formava cogumelos e mini tornados. Ele não bebeu. Não queria queimar os lábios. Assistiu em silêncio. Dentro o liquido escuro-avermelhado. Poderia sim dizer o que pensava, só assim... Respirou. Ela ali sentada ao seu lado, não ria. E por que riria? Talvez por ter o fantasma menor que o dele: o chá dela já estava frio. &lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela bebeu um gole.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saiu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ele olhou, desviando os olhos de seu fantasma.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não viu mais nada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4005363004823462668?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4005363004823462668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/08/o-fantasma.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4005363004823462668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4005363004823462668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/08/o-fantasma.html' title='O Fantasma'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SpKMICv9etI/AAAAAAAAAGI/lDqEJl53A8o/s72-c/649368008_d7c3f3ce07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3907881796879101046</id><published>2009-08-03T07:04:00.000-07:00</published><updated>2010-12-03T15:23:13.546-08:00</updated><title type='text'>O Nada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SnbxNWPR-DI/AAAAAAAAAFw/InQOq2pVXgY/s1600-h/Empty_by_Djoe.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365741217668790322" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SnbxNWPR-DI/AAAAAAAAAFw/InQOq2pVXgY/s320/Empty_by_Djoe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;O sorriso diz "oi" de braços abertos. Perto ou longe se sente é certo. Olhos tristes espremem tanto que dói e saí uma gotícula materializada de dor chamada lágrima. Olhos e bocas abrem e fecham. Uns não querem abrir, são cegos. Quem vê, vê tudo e tudo não é só o que se vê. Tudo também é sentido, sentimento. Lágrimas nem sempre doem. Nada dói. O nada dói mais que a lágrima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3907881796879101046?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3907881796879101046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/08/o-nada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3907881796879101046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3907881796879101046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/08/o-nada.html' title='O Nada'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SnbxNWPR-DI/AAAAAAAAAFw/InQOq2pVXgY/s72-c/Empty_by_Djoe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-5338512470109452722</id><published>2009-07-20T07:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T07:17:15.765-07:00</updated><title type='text'>Sobre uma manhã de domingo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Encostado na parede amarela. Manhã de domingo. Encostado de costas para a janela. Ao lado da janela. Penetrando os olhos e o corpo em idéias. Lendo ‘Lavoura Arcaica’. Tentando entender. Tentando entender um pouco e assim o suficiente, para acalmar minha excitação. Dessas coisas não se entende tudo. Só o necessário. É tudo sensorial. Eu captava os sinais, os sentimentos com antenas vivas. Veio uma idéia, do nada, no meio da leitura. Vou escrever um texto sobre a festa. Odiei a festa e minha namorada pediu para eu buscar um refrigerante. Eu não queria sair da mesa, sozinho e enfrentar aqueles estranhos. E ter que andar sozinho, e passar por olhares e vozes, e não poder ouvir o que dizem e não poder ouvir o que pensam. Pedi para ela ir comigo, enrolei, pedi de novo. Não! Não era a resposta. Enquanto pensava em escrever isso, ouvi vozes no outro cômodo da casa, era uma discussão. Familiar, era a mesma discussão sempre. O mesmo assunto, as mesmas acusações, o mesmo diagnóstico. O cérebro confuso não centralizava os pensamentos. Concentração. Fingi que não ouvi nada. E naquela festa o refrigerante trouxe mais do que gás e açúcar. Estava gelado e a noite era escura. Era o fim. Era talvez um teste de submissão. Ela está sempre me testando, para saber até onde ela pode ir. Mas só o teste já é ir longe demais. E quando deixei aquela mesa para buscar o refrigerante, eu também a abandonava em segredo. E a sentia longe. O começo era incerto e o fim, e o perigo do fim? O caminho era mais longo sozinho. Talvez se ela estivesse do meu lado nada disso estaria acontecendo. E nada estaria claro agora. Ainda estaria entorpecido. Ela havia fumado maconha naquele dia, mesmo sabendo que eu odeio. Odeio fumaça, odeio isso porque já tenho fogo e fumaça demais aqui dentro. Já estava acabando há dias. No sexo ela gozava quatro vezes e eu nenhuma. Não sinto o calor daquele corpo. E a frieza da lata de refrigerante, e o peso da lata. Alguém bateu na janela. Era a voz da discussão que havia ocorrido minutos atrás no cômodo ao lado. Ela vinha para tentar tapar buracos. Os ecos da discussão ainda permaneciam e o choque do corpo com o eco me causou um choque. E a leitura interrompida. A festa estava acabada. Estava decidido, eu precisava ir embora. Era o fim do sexo novo, sexo com detalhes, sexo temperado. Era o fim dos abraços e do apoio mutuo. E a amizade? Aquela discussão não discutida era insistente e eu ainda ouvia vozes. Discutir é necessário. O cansaço de sempre ver e sentir o mesmo problema. O mesmo defeito. A manhã de domingo era nebulosa, gritos e uivos lá fora. Som alto. Domingo santo. Terminei o livro. Deixou meu peito cheio de dúvidas e novas certezas. Guardo a decisão lá dentro. Esse fim doeu em mim, porque eu soube que era o fim primeiro. No momento que eu levantei para comprar aquele bendito refrigerante. Esse fim,será minha arma. Toda vez que fizermos sexo eu vou me lembrar dele, e assim alcançarei o gozo. E quando ela estiver distraída pedirei para ela comprar algo. E quando ela voltar, só irá encontrar os restos do gás do refrigerante frio. E o oco, o vazio que deixei. Enquanto penso nisso as soluções fáceis me fogem e despenteio os cabelos para pensar mais e melhor. Sei que é o fim, sei que preciso ir agora. É tudo uma grande paca teatral. Isso ficou claro entre ruídos de lembranças da festa, do livro e das discussões evitadas, da fala não dita. Vendo isso que escrevo penso, percebo como pequenas coisas afetam tudo. É o acumulo de erros insignificantes. É o acumulo de tempo perdido. Amanhã vou devolver esse livro e pensar na proposta indecente que ela me fez. Penso que sou cruel, maldoso. Mas só possuindo ele é que me sinto seguro. Só tendo o fim comigo, só tendo a certeza de que quem dirá a última palavra sou eu. Minhas costas estão frias por causa da parede amarela. Preciso me aquecer e ver como anda a ressaca dela, a minha já passou e eu nem senti dores. Se tive já curei, ou aprendi a viver com elas. Ouço alguém varrer aquele cômodo que antes assistiu a discussão e depois ficou vazio, e agora é limpo por mãos que não vejo, por mãos que não sei se são boas ou más. E agora há o silêncio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-5338512470109452722?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/5338512470109452722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/07/sobre-uma-manha-de-domingo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5338512470109452722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/5338512470109452722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/07/sobre-uma-manha-de-domingo.html' title='Sobre uma manhã de domingo'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-122677119987817686</id><published>2009-06-29T06:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T15:51:33.849-07:00</updated><title type='text'>Don't Smoke.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SkjFV2SPeMI/AAAAAAAAAFg/RMN0y3H9LGU/s1600-h/cigarro_proibido1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352745136269785282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SkjFV2SPeMI/AAAAAAAAAFg/RMN0y3H9LGU/s200/cigarro_proibido1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Na ponta dos dedos amarelados da mão esquerda estava um cigarro quase inteiro. A moça chupava o cigarro como se fosse um ato sexual e quando fazia isso a luz na ponta do cigarro ficava mais intensa.&lt;br /&gt;No escuro ali jazia sozinha com medo de esperar demais e perder alguma coisa.&lt;br /&gt;Pensou em jogar o cigarro fora, mas desistiu e tragou. Havia sombras, vultos e talvez olhares ocultos. A fumaça subia e se espalhava lá no alto.&lt;br /&gt;Ela nem notava, estava apreensiva e queria roer as unhas. Não podia por causa do cigarro, ou se faz uma coisa ou outra. Vinha lá de dentro algo novo, novo no momento porque o sentimento era reconhecível, era antigo e crônico. O cigarro já quase no fim. Era fome ou sede, ou vontade, porque qualquer vontade é fome. A solução é saciar as vontades.&lt;br /&gt;O cabelo curto rasgado á navalhas e bagunçado não se movia com as provocações do vento. E a luz do poste não iluminava o suficiente para se ver o que se quer.&lt;br /&gt;A espera se tornava obesa. O peso não era visível, nem o formato. Não era palpável e se mantinha ali logo embaixo do umbigo. Ânsia de saber tudo, de ter tudo, de alcançar tudo.&lt;br /&gt;Não sentia frio, nem medo. O calor do fogo da ponta do cigarro parecia ser o fogo dela. Sugava a fumaça faminta e algo em seu útero mantinha-se aceso.&lt;br /&gt;Entre as pernas uma abertura que era secreta e que revelaria a quem tivesse a mesma fome e a mesma força que ela. Tem coisas que são só de uma pessoa e mesmo quando se dá ainda é nosso. E se a coisa for muito nossa quando se dá o outro tem uma parte de nós e irá lembrar sempre, ou irá sofrer, ou rir, ou nem se importará.&lt;br /&gt;A abertura guardava suas verdades e suas vozes. Seu livro deveria ser lido por alguém inteiro, como ela, que era inteira em tudo. Intensa nas pequenas coisas, no chute e na respiração agora ofegante. Era extremamente inteira como uma pessoa deve ser. A entrega tem que ser absoluta. - Ele não vem! Disse com uma voz seca e inaudível até para ela mesma. Porque tem verdades que sabemos, mas não queremos ouvir, nem falar em voz alta, nem imaginar, porque é duro. E às vezes nos enganamos fingindo não ver verdades que quase sempre estão expostas e acessíveis a olho nu.&lt;br /&gt;Era o fim da rua, perto da esquina. A luz não mostrava tudo e a visão era prejudicada.&lt;br /&gt;Os dedos amarelados soltaram o cigarro que caiu no chão. A chama ainda permaneceu acesa por alguns instantes e logo se apagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-122677119987817686?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/122677119987817686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/06/dont-smoke.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/122677119987817686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/122677119987817686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/06/dont-smoke.html' title='Don&apos;t Smoke.'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SkjFV2SPeMI/AAAAAAAAAFg/RMN0y3H9LGU/s72-c/cigarro_proibido1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4873901354949798239</id><published>2009-06-23T06:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T06:46:56.521-07:00</updated><title type='text'>Sobre fome, fé e o que for preciso.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SkDbW9R5cdI/AAAAAAAAAFI/s-JdjaKMUA0/s1600-h/capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350517544769384914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SkDbW9R5cdI/AAAAAAAAAFI/s-JdjaKMUA0/s200/capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Aquela pessoa de fé cega disse que sou maçã. Disse também que há coisas que são proibidas. Falou de um livro ancestral que pelo que percebi é como um manual de instruções para ele. E talvez por eu não seguir o que está escrito em um livro que já era para ter sido deteriorado pelo tempo, ele me julga inferior. Não jogo lixo no chão, nas ruas. Sou bom (na medida do possível). Acho que tenho o mesmo direito do que qualquer um. Não ando com pescoço de girafa, pelo contrario ando até meio soterrado. O mais básico é a fome e o sexo. A fome tem amplos e diversos significados - Fome de mundo. E naquela sala onde na TV passava outro reality show a discussão inflamava. Sou ateu, não acredito em tudo. E claro que tenho fé, pois fé é vital. As novas invenções se tornaram cada vez mais essenciais. Na internet falam o que estão fazendo – coçando o saco. E tudo começou pela web. Ele continua a afirmar que sou maçã, que sou um teste para provar sua fé, que sou um brinquedo das forças inimigas, que sou... O seu medo era maior que as palavras e sua boca começava a mudar de cor, tremer. Eu tinha fome e ele também. Mas a fome viva, a fome não saciada se dilata e ocupa o corpo como se fosse outro corpo. Outro eu mais monstro, mais cru, mais humano. Sendo humano cometo erros e gosto. Não só pela diversão do tiro torto, mas pelos remorsos. As vezes a dor faz falta, o sofrimento de algo que falta. A vida é um grande emaranhado de conclusões, dúvidas, cabeças, cornos e patas colidindo. Necessidade vital: Fome – Come a vida! Se engasgar cospe e come de novo. Aquele velho livro mofado, não me diz nada e se tento tocá-lo as páginas de desintegram. Nada ali é útil para mim. Sempre pensei que não usasse muletas por não ter religião, a escrita é minha muleta. Ando capengando. A vida é para ser vivida, sentida e nada do que foi escrito há milênios me fará evitar ou mudar, como penso como vivo ou como me alimento.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4873901354949798239?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4873901354949798239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/06/sobre-fome-e-fe.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4873901354949798239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4873901354949798239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/06/sobre-fome-e-fe.html' title='Sobre fome, fé e o que for preciso.'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SkDbW9R5cdI/AAAAAAAAAFI/s-JdjaKMUA0/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-257423453275940031</id><published>2009-06-08T07:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T07:18:49.017-07:00</updated><title type='text'>Asfixia Generalizada</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Si0c6_08iyI/AAAAAAAAAEQ/BtaX7mgxUoM/s1600-h/andy-warhol-campbell_soup-can-121207-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344960132650142498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Si0c6_08iyI/AAAAAAAAAEQ/BtaX7mgxUoM/s200/andy-warhol-campbell_soup-can-121207-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Elevador (eleva-dor), apartamento, engarrafamento. Asfixia generalizada, hipocrisia generalizada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo em potes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Vende-se ar enlatado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Vende-se ar em conserva!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Velejando pelo ar áspero, arenoso e pesado dessa região que também é Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Conversa paralela entre interlocutores ocultos; Ouço vozes...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;- Já chegaram? Estão atrasados?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;6:30pm / Am / Fm ... O PM chegou desarmado.&lt;br /&gt;Ansiedade incontrolável, a espera de algo que talvez seja inteiro (inteiro só meu).&lt;br /&gt;Pelo menos se fosse o começo de algo.&lt;br /&gt;Colarinho apertado&lt;br /&gt;Como se usasse coleira. Como se pertencesse a alguém. Como como se nunca tivesse comido.&lt;br /&gt;Sinto fome no útero que nem tenho.&lt;br /&gt;Epidemia, pandemia, pantomima.&lt;br /&gt;Novas narinas procuram o prometido novo ar. Mas nem há.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Nem &lt;span style="color:#66ffff;"&gt;A&lt;/span&gt; nem &lt;span style="color:#66ffff;"&gt;R &lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;d&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-257423453275940031?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/257423453275940031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/06/asfixia-generalizada.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/257423453275940031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/257423453275940031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/06/asfixia-generalizada.html' title='Asfixia Generalizada'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Si0c6_08iyI/AAAAAAAAAEQ/BtaX7mgxUoM/s72-c/andy-warhol-campbell_soup-can-121207-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-3702976070466543254</id><published>2009-05-27T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-06-04T06:31:32.176-07:00</updated><title type='text'>MANIFESTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Sh1AP4fEBwI/AAAAAAAAADw/gr-e1JYsB7A/s1600-h/man-ray-cadeau.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340495374736164610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Sh1AP4fEBwI/AAAAAAAAADw/gr-e1JYsB7A/s200/man-ray-cadeau.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda nem sei sobre o que quero falar (escrever).&lt;br /&gt;É um fluxo inevitável:&lt;br /&gt;Pensamentos;&lt;br /&gt;Sentimentos;&lt;br /&gt;Palavras;&lt;br /&gt;Sangue.&lt;br /&gt;Corre por todo corpo.&lt;br /&gt;É como caçar leopardo no mangue.&lt;br /&gt;Só o que encontro são beliscões e lama. Terra negra, barro.&lt;br /&gt;Sujo-me porque assim me sinto mais eu.&lt;br /&gt;Quero ver (ainda não vi) algo novo. Nova arte. Nova estrutura pura dura urra de palavras.&lt;br /&gt;Não qualquer coisa, que qualquer eu faria.&lt;br /&gt;Quero algo novo mesmo, algo que arranque os olhos de surpresa.&lt;br /&gt;Nova semana de arte moderna, pós-moderna.&lt;br /&gt;Nova revolução interna e externa.&lt;br /&gt;Anarquismo!!!&lt;br /&gt;Voz é o eu quero. Eu mesmo sou gago e repito a mesma sílaba vária e várias vezes:&lt;br /&gt;Cú – Cú– Cul– Cultura!!!&lt;br /&gt;Cadê o novo?&lt;br /&gt;Ahhh... de novo não!&lt;br /&gt;As vezes é preciso ser pretensioso, afinal despretensão fajuta é pior.&lt;br /&gt;É preciso desprender (é isso o que estou tentando fazer agora).&lt;br /&gt;Vomitar&lt;br /&gt;Cuspir&lt;br /&gt;Limpar-se&lt;br /&gt;Cortar as unhas.&lt;br /&gt;O que sobrar é a arte. Não! A sujeira é a arte! É a arte da realidade, de dizer o que realmente está entalado.&lt;br /&gt;Não à rebeldia gratuita. É preciso ter algo a dizer. Não à rebeldia controlada!&lt;br /&gt;- Vai se foder PORRA!&lt;br /&gt;Não são só gritos, nem só arranhões. Além da voz e do soco. É necessário encontrar sua própria língua. Idioma da alma, do fundo interno mais estranho e por isso novo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-3702976070466543254?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/3702976070466543254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/manifesto.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3702976070466543254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/3702976070466543254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/manifesto.html' title='MANIFESTO'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/Sh1AP4fEBwI/AAAAAAAAADw/gr-e1JYsB7A/s72-c/man-ray-cadeau.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-1688852092460351904</id><published>2009-05-20T07:06:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T07:08:33.697-07:00</updated><title type='text'>Dúvidas Aglomeradas, Respostas Fragmentadas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/ShQWQaATxMI/AAAAAAAAADo/Ji-9Bj7TCJU/s1600-h/129_201-Fonte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337915929455215810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 169px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/ShQWQaATxMI/AAAAAAAAADo/Ji-9Bj7TCJU/s200/129_201-Fonte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;É &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;assim&lt;/span&gt;. Assim não! Assim é simples demais e nada por aqui é assim &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;simples demais&lt;/span&gt;. Não são só dúvidas. São &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;mistérios&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;tropeços&lt;/span&gt; que se moldam formando um lençol áspero que é a &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;vida&lt;/span&gt; (para alguns). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Como &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;seres desprezíveis&lt;/span&gt; podem tirar a vida de seres maiores, seres semi-invisíveis; bactérias, vírus. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Comida de &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;vaca é capim&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Comida não é só alimento. E alimento não é &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;só comida&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Tem &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;fome&lt;/span&gt;?&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Come&lt;/span&gt;! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Quer entender a si mesmo? É preciso devorar, ser devorado. &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Devorar-se&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A galinha em cima do muro, só quem viu é testemunha. Aquele pescoço se movimentando rapidamente, calculando a distancia entre o muro e o telhado da casa. O olhar e o pescoço apontando para &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;vários lugares&lt;/span&gt;, vendo o muro e o telhado de &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;vários ângulos&lt;/span&gt;. Tentando entender. Depois de algumas ameaças ela pula e bate na parede, depois caí. Depois da queda ela defeca. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A queda &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;nunca&lt;/span&gt; vem &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;sozinha&lt;/span&gt;. A queda não &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;é &lt;/span&gt;o &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;pior&lt;/span&gt;, o pior é a &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;bosta&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vozes do alto (do além). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;São só dicas, tudo é dica. É preciso ser ágil para juntar tudo e transformar &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;migalhas &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname productid="em informação. Partículas" st="on"&gt;em informação&lt;span style="color:windowtext;"&gt;. Partículas&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt; em fatos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Basta ver de longe para criar a &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;idéia&lt;/span&gt;. A idéia com objeto distante (quase sempre) não é clara. Só de perto podemos ver melhor, só tocando. Consumindo, acumulando momentos. Não! Nada é concreto. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Perto demais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt; ficamos &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;cegos&lt;/span&gt;, às vezes é o oposto, é preciso se &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;afastar para ver.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-1688852092460351904?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/1688852092460351904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/duvidas-aglomeradas-respostas.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1688852092460351904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/1688852092460351904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/duvidas-aglomeradas-respostas.html' title='Dúvidas Aglomeradas, Respostas Fragmentadas.'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/ShQWQaATxMI/AAAAAAAAADo/Ji-9Bj7TCJU/s72-c/129_201-Fonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-4278446225605307613</id><published>2009-05-12T07:24:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T07:39:21.004-07:00</updated><title type='text'>Abutres</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SgmISg9THeI/AAAAAAAAAC4/v-U4x9lSB9k/s1600-h/urubus.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334945085263125986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SgmISg9THeI/AAAAAAAAAC4/v-U4x9lSB9k/s320/urubus.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Manhã cinzenta&lt;br /&gt;Urubus famintos devoram&lt;br /&gt;um cão morto.&lt;br /&gt;Eis a Revelação:&lt;br /&gt;Todos são Urubus&lt;br /&gt;uns são discretos&lt;br /&gt;outros não&lt;br /&gt;Mas todos têm sangue nas mãos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(A respeito da foto.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um dia estava caminhando e tirando fotos e por sorte encontrei esta cena pitoresca).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-4278446225605307613?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/4278446225605307613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/abutres.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4278446225605307613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/4278446225605307613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/abutres.html' title='Abutres'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/SgmISg9THeI/AAAAAAAAAC4/v-U4x9lSB9k/s72-c/urubus.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7148138253633956574.post-7783740344395163688</id><published>2009-05-11T06:48:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T06:58:24.199-07:00</updated><title type='text'>Sou uma cadeira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Imagine uma mesa. Não. Imagine uma cadeira. Não! Não estou conseguindo. A idéia me diz e não consigo contar. Tento traduzir rápido, mas muito se perde.&lt;br /&gt;Voltando as mobílias;Só toquei nesse assunto para vocês entenderem o quão medíocre eu sou (e me sinto). Enquanto eu paro, os outros passam (ou pior enquanto eu paro os outros sentam em cima). Minha utilidade é inútil para mim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escrito por Rafael Franco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7148138253633956574-7783740344395163688?l=sinuosodeadend.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/feeds/7783740344395163688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/sou-uma-cadeira.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7783740344395163688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7148138253633956574/posts/default/7783740344395163688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinuosodeadend.blogspot.com/2009/05/sou-uma-cadeira.html' title='Sou uma cadeira'/><author><name>O Sinuoso Deadend</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13002242949650122565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_9e9d-gGAhs8/S6bHGytOqEI/AAAAAAAAAIQ/_k6gymyjwSY/S220/sinuosodeadend+-+C%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
