Eu sei que era pra você estar vindo à minha procura, afinal, foi você que em um impulso quis terminar com tudo e praticamente me expulsou da sua vida. Eu não aceitei bem. Nem um pouco. Foi como uma metralhadora disparada na cara. Não tenho rosto sem você. Perdi um pouco do que sou. Acho que me humilhei mais do que deveria. Tá, eu não fiquei rastejando. Eu só esperei uma boa explicação. Uma conversa decente. Busquei uma resposta, uma razão, porque achei tudo aquilo um absurdo, algo que não cabia em minha mão, nos meus planos. Eu fiz de tudo por você, passei a ficar mais tempo on line, contei para várias pessoas da família sobre nós, mudei muito, cresci ao seu lado. Perdi a vergonha de ser estranho e feio. Aprendi que minhas esquisitices fazem parte da singularidade do meu encanto, me fazem ser único. Antes eu tinha medo de abraços. Eles me irritavam. Você conseguiu quebrar uma barreira em mim. Você foi um dos poucos que tiveram meu coração. Faz tempo que não o vejo, não sei se você anda ocupado demais ou se esconde. Não sei do que você está fugindo. Não sei se é do amor ou de mim. Pode ser que você esteja se distanciando para ter certeza do que sente. O foda é que eu sempre tive certeza. Eu sabia desde a primeira vez que disse "eu te amo". Se eu não tivesse certeza, não teria dito. Não sou bom em joguinhos. Parece que as pessoas quando estão em um relacionamento devem agir de determinado modo para que o outro aja de acordo ou faça o que o primeiro quer. Algo como querer manipular. Algo como nunca fazer o que realmente está sentindo vontade de fazer. Eu não sou assim. É pra ligar no dia seguinte? Eu ligo. Se estou com saudade, eu digo. Se preciso, falo. Não prendo as coisas aqui dentro. Eu devo ser algum tipo de maníaco depressivo ou sei lá. É que logo quando penso estar bem, a solidão vai me congelando nessa coisa dura e petrificada, onde meu coração mais para do que desliza ou bate. As batidas são o pior, pancadas certeiras. O que me daria conforto? Sua voz. Seu calor. Eu bem que queria ser ensolarado como você. Eu sou bem legal, sou bom, sou bem humorado, mas a solidão vai me roubando tudo. Apenas um telefonema seria a cura. Sua voz bem lá dentro do meu ouvido. O ronco antes do vibrar do celular que não sai do meu bolso ou de baixo do travesseiro à noite quando tento dormir e a saudade não deixa. E as mensagens que escrevo pra você quando eu saio pra alguma festa ou encontro os amigos, sempre há algo que só quero dividir com você e saio do meio de todos, vou pra algum canto ou banheiro e fico lá, digitando mensagens que salvo nos rascunhos e não envio. Ás vezes por não querer te incomodar ou por falta de créditos mesmo. Preciso do dobro de esforço pra respirar agora. O dobro de força pra viver. Eu preciso ter o dobro da força que já não tenho. Você sabe que fraquejo. Se não o sofrer não seria tanto. Se eu tivesse essa força toda, eu estaria rindo agora e não doendo. Meus textos ultimamente se resumem em: Por favor, não me abandone porque não vivo sem você. Mas eu não quero ser esse parasita que implora por um amor que não sei se vem ou se vai pra sempre. Só não quero que você fique comigo por pena. Eu preciso de amor e não piedade. Só quero que quando eu esticar o braço eu alcance sua mão, porque então se eu cair você pode me segurar. Só preciso estar ao alcance dos seus braços. Não tem nada mais clichê do que dizer que se está morrendo de amor, mas eu digo exatamente o contrário, o amor me acordou a vida. Guardo com carinho toda a preciosidade do que tivemos e tentarei de todas as formas evitar que esse seja um ponto final. Ainda nem começamos.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
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coisa mais linda! escreve sobre amor de um jeito tão bonito.
ResponderExcluiro/
ResponderExcluirO texto ficou lindo!
ResponderExcluirBeautiful as always my friend...so much emotion.
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