sábado, 25 de junho de 2011

Um palco

Esse sou eu subindo em um palco. Sempre expondo uns pontos negativos meus. Sempre me deixando com cara de bobo na frente de todo mundo. Só assim me mostro humano e falho. Essa noite uma coisa me toma o couro da alma. A pele e a essência do coração, o amor lento que escorre por entre poros. Algo fica me pinicando aqui dentro. Um alerta.  O amor me deu a ira ou algo de revolta. Me mostrou que não sou bom o suficiente e talvez nunca serei. Você só quer saber que sou seu, mas eu não recebo muito em troca. E um medo de não ter pra onde ir sempre me vem e me diz algo que me assusta. É que pensei em casamento. Pensei em algo eterno. Meu amor é duradouro. Mas chega um momento que seus erros já não podem ser ignorados. Você precisa acertar. Você diz que o que você fez, não tirou nenhum pedaço meu. Sempre tira. Sempre algo cai. Sempre perco algo.  Perco pedaços. Quando magoado eu sempre perco pedaços e, se não do coração, é do meu sentimento por você. Vou perdendo qualquer vestígio de sanidade e de esperança. Faço exigências. Eu quero que você cresça, mas parece que você não quer crescer. É que quando você me da suas patadas, eu me sinto um lixo. Não sei ainda quantas chances te darei para me provar que todo o sacrifício que eu faço vale à pena, que você realmente me ama, e que leva tudo isso a sério. Porque amar é sacrifício. Outro dia uma coisa boba passou pela minha cabeça, a hipótese de estar morto. Tá, foi só uma fração de segundos. Mas esse texto não é sobre isso. Sempre quando penso na morte, eu imagino como ficariam minhas redes sociais. Será que meus amigos da internet dariam por meu sumiço? Não sei ao certo. O que seria do meu orkut, msn, twitter, facebook, myspace, e todos meus três blogs? Será que fariam alguma falta? Provavelmente não. O problema é que perco tanto tempo on line que não sei se vale à pena. Minha mãe e familiares sofreriam por algum tempo e depois seguiriam suas vidas. Você, meu amor, talvez pensasse que eu apenas desisti dessa vida, deixei a internet de lado, e abandonei você. E eu estando mortinho, não poderia explicar nada, eu que gosto de tudo explicadíssimo e em seus devidos lugares, para evitar de causar ainda mais confusão do que já tenho. Quanta vida eu estou perdendo lá fora? O que eu poderia fazer em vez de ficar sentado em frente ao computador durante 5 horas diárias? Eu pensei em sair da frente do computador, mas não tenho pra onde ir. Onde é meu mundo? Por enquanto é aqui. Tentei ligar para quase toda minha lista de contatos do celular e ninguém atende. Mentira, um cara atendeu, era número errado. Sim, uma amiga me passou o número errado. Não sei se foi propositadamente ou não. Mas tanto faz. Ás vezes chama chama e ninguém atende. Ás vezes cai direto na caixa de mensagens. Sento em frente a uma tela e penso estar diante de uma platéia. Sob uma luz intensa que quase me cega. E vou sentindo o calor de pessoas que nem conheço.

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