Eu acho que discutir a relação não existe. Pelo menos para mim não. Não paro tudo e começo uma conversa que se chama "discutir a relação". Todas as nossas conversas é discutir a relação. É falar sobre o que importa para darmos certo. Mas sem o peso de cobrar nada, só querer saber o que o outro precisa e tentar fazer o melhor que puder. Além de nós, existe um eu, que não tenho controle. Eu que sinto esse desconforto nesse corpo. Nesse jeito. Nessa vida. Eu que não me encaixo. Dentro de nós eu sou melhor. Eu sozinho não presto. Sinto-me fora de mim. Não me vejo como sou. Queria poder me ver melhor. Queria mudar muito e ser quem eu quero. Será que posso? Querer eu quero. Tenho uma coisa de não poder aceitar as coisas boas que o mundo joga em minha direção. Mania de tornar tudo pior. Quero que me torne mais belo. Concerte meus defeitos. Não queria te jogar tanta responsabilidade. É que não dou conta de mim. O amor me exige o tempo que não tenho, a coragem que não tenho e a vontade de viver que me falta. O amor me perturba. O amor está me tornando cada vez mais pra baixo. O amor está me levando à decadência. O amor me disse que quando a pessoa amada fala de seus ex-relacionamentos é chato e ás vezes magoa. O amor me rende e condena. Em nossas conversar, ás vezes, parece que estou falando sozinho. E quando você vai embora, eu continuo falando sozinho. Pois é, brigamos ontem, justo no dia que completamos um mês de namoro. Você disse que eu sou educado demais e evito brigas. Disse que sou passivo demais, sem duplo sentido, por favor. Disse que sou um cagão. Disse também que sou maravilhoso. Meus amigos dizem que geralmente eu ajo da melhor maneira possível. Algumas garotas que conheço dizem que me namorariam se eu fosse solteiro. Acho que ando assistindo muito a Oprah ultimamente. Estou em grande perigo. Estou sem pensamentos. Meus neurônios perderam a criatividade. Meus neurônios se queimam. Meus neurônios tentam entender. Meus neurônios não me ajudam por que eles já se cansaram. Meus neurônios me deixam na mão, só sei sentir, não sei racionalizar. Meus neurônios não fazem nada por preguiça de levantar a bunda do sofá. Meus neurônios morreram de tédio. Meus neurônios se escondem porque tem vergonha de mim. Meus neurônios se escondem por temer o meu fracasso. Meu amor matou meus neurônios que me confundiam e agora só um vazio de não saber pra onde ir e se é paixão ou se é febre. Acho que te amo mais que tudo. Estou na zona de perigo. Sou inteiro um ponto fraco. Quando você disse que eu tinha te decepcionado foi como uma daquelas mortes prematuras que tenho. Só doendo igual pra entender. Meu erro é tentar não errar.
terça-feira, 14 de junho de 2011
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Discutir a relação é importante, mas quando se torna uma rotina, desgasta a relação.
ResponderExcluirMe lembrou Cazuza este trecho "Acho que te amo mais que tudo. Estou na zona de perigo. Sou inteiro um ponto fraco."
ResponderExcluirBeijos